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12 de julho de 2018

5 Dicas de Finanças Pessoais Para Não Perder o Controlo Da Sua Vida



Concordamos claramente e numa só voz que o equilíbrio financeiro é fundamental para criar finanças e fundações sólidas para o nosso desenvolvimento pessoal. Acreditar que o equilibrio financeiro não possui relação directa com a concretização dos nossos objectivos pessoais e profissionais é, considero, irreal e penalizador.
Com isto não pretendo dizer que não é possível viver uma vida incrível sem relação financeira, na verdade, é possível e existem inúmeros exemplos dessa possibilidade. O que pretendo efectivamente dizer é que, numa sociedade com a que actualmente conhecemos, o dinheiro é parte fundamental dela e habita nela como ferramenta de acesso.
A diferença é a forma como um grande número de pessoas coloca o dinheiro nas suas vidas, olhando para ele como elemento essencial no desenvolvimento das suas vidas. Aqui é que os problemas surgem e estes são os desafios da sociedade em geral.
O DINHEIRO É A FERRAMENTA QUE POSSUIMOS PARA CRIAR ALGO DE EXTRAORDINÁRIO NAS NOSSAS VIDAS, TAL E QUAL, O MARTELO E A SERRA SÃO AS FERRAMENTAS QUE AJUDARÃO O CARPINTEIRO A TRANSFORMAR A MADEIRA EM ALGO EXTRAORDINÁRIO, UTIL E NECESSÁRIO.
Quando falamos em dinheiro falamos em Educação Financeira, em Finanças Pessoais e em Relação Financeira. Nunca falamos em quantidade, valor ou identidade. O nosso foco é nos sentimentos que uma correcta relação com o dinheiro poderá despertar e criar. O dinheiro por sí só não tem qualquer valor.
Deste modo, vamos identificar 5 dicas para controlar as suas finanças pessoais que o irão ajudar a melhorar a sua relação financeira, aumentar os seus sentimentos de segurança e tornar equilibrado o seu futuro financeiro e pessoal.

Avalie A Sua Situação Financeira

COMO PODEREMOS SABER POR ONDE COMEÇAR E ATÉ ONDE PRETENDEMOS CHEGAR SE NÃO CONHECERMOS CLARAMENTE E NO MÍNIMO O NOSSO PONTO DE PARTIDA?
Este processo é fundamental e representa uma radiografia aos seus compromissos e hábitos. Começar por desenvolver um mapa financeiro é essencial. Para onde vai o seu dinheiro? Onde gasta mais? Será nas despesas familiares, como habitação e alimentação, ou existe outra despesa que tem impacto na minha vida financeira?
Criar um orçamento familiar é fundamental mas depois temos de analisar o orçamento de modo a tirar conclusões e mudar de vida.
No campo da análise financeira existem algumas dicas fundamentais que, padronizam, o que se considera uma situação financeira equilibrada. Deixo aqui algumas para avaliar se a sua situação financeira estão em linha com as recomendações.
  • As suas despesas fixas mensais, como por exemplo, habitação, alimentação e responsabilidades, não devem ultrapassar os 50% do seu rendimento líquido mensal.
  • As suas responsabilidades financeiras (créditos) não devem ser superiores a 30% do seu rendimento líquido mensal.
  • O seu orçamento deverá incluir 10% do rendimento mensal disponível como estratégia como poupança.
  • Entre outros.

Defina Metas e Objetivos de Poupança

O sentimento gerado pela poupança devolve toda a sustentabilidade e segurança no futuro ao seu autor. Quem se preocupa em desenvolver um plano de poupança permanente e o executa está mais aberto a mudanças na sua vida pessoal e ao seu desenvolvimento pessoal.
Poderá parecer estranho esta conclusão, mas vamos a factos.
  • Facto n.º 1 – Viver de salário em salário desperta níveis de ansiedade difíceis de ultrapassar que limitam a  nossa capacidade de pensar e agir noutras áreas da nossa vida;
  • Facto n.º 2 – A ausência ou escassez de dinheiro promove sentimentos de agressão, vitimização e revolta.
  • Facto n.º 3 – O dinheiro é uma das principais causas da instabilidade das relações sociais nos mais diversos níveis.
  • Entre outros factos que facilmente os consegue identificar.
A poupança é assim o catalizar dos sentimentos negativos. Actua como filtro, porque se por um lado ocorrer uma eventual escassez de dinheiro na sua vida, todo o seu esforço efectuado para concretizar metas de poupança irão agora demonstrar uma segurança superior aos potenciais sentimentos que a escassez poderá despertar.
Os leitores que têm planos, estratégias e metas para a poupança entendem claramente a mensagem que estamos a passar. Todos os outros, convido-os a procurar descobrir quais os sentimentos que a poupança desperta na sua vida financeira.
Reorganize a Sua Vida Financeira
Muitos desconhecem como se encontra a sua vidas financeira. Muitos desconhecem até qual o destino do esforço que dedicam diariamente para o desenvolvimento das suas vidas financeiras. Por outras palavras “não têm norte”, “rumo” ou “mapa”.
Conhecer ao pormenor tudo o que envolve a sua vida financeira é fundamental, não só porque proporciona maior conforto emocional, mas também porque o ajudará a identificar desvios e desperdícios que farão a diferença no final do mês.
Se porventura tudo o que escrevemos anteriormente é-lhe estranho e desconhecido então está na hora do reorganizar a sua vida financeira. Um bom ponto de partida é aceitar que necessita de uma estratégia na sua vida financeira para que esta tenha sentido, as suas decisões de gastos tenham sentido e até as suas decisões de poupança tenham sentido.

Uma Estratégia Simples Para Poupar Dinheiro

Um bom inicio é começar por estabelecer intervalos de gastos e poupança. Um exemplo é estabelecer na sua vida financeira que não mais de 50% de todos os seus rendimentos mensais deverão ser utilizados em gastos essenciais, como por exemplo, habitação, alimentação, educação e saúde, nas suas mais diversas variáveis.
Dos restantes 50% de rendimento, 20% deverão ser utilizados para a sua estratégia de poupança que poderá ter diversos destinos, como por exemplo, a sua reforma, o curso superior dos seus filhos, antecipação do pagamento de dívidas, despesas extraordinárias de saúde, entre outros. É a sua segurança para o seu futuro.
Os restantes 30%, acredite que é uma parcela generosa, deverão ser utilizados para viver o seu estilo de vida ou o estilo de vida que pretende viver em família. Eventuais despesas com saídas, ginásio, cuidados pessoais, entre muitos outros, enquadram-se nesta parte da equação.

Crie Um Fundo De Emergência

A vida é cheia de surpresas de diferentes naturezas. Poderão ser surpresas positivas mas também poderão ser surpresas negativas. Algo que nos criará preocupações, despertará sentimentos diversos que nos colocarão à prova e testarão a nossa capacidade de superação.
Podemos não querer aceitar mas um significativo número de surpresas que nos causarão preocupações poderão ser, em parte ou na sua totalidade, corrigidas com recurso ao dinheiro. Possuir um fundo de emergência ou uma almofada financeira é fundamental para dar resposta a estes acontecimento inesperados.
Os 20% da sua estratégia de poupança devem incorporar o seu fundo de emergência que não deverá ser inferior a 6 meses de todo o seu rendimento mensal. Na pratica são 6 meses de descanso que coloca numa poupança que lhe darão o tempo necessário para se recompor, pensar em alternativas, estabelecer novas metas e até implementar a mudança na sua vida.
Nada é impossível, basta que comece hoje a pensar na sua vida financeira e que tenha tanta vontade como compromisso em a organizar.
Evite o Crédito e Poupe Com O Crédito
Muitos especialista em finanças pessoais e até em muitos sites e blogs sobre educação financeira encontrará recomendações para terminar com o crédito na sua vida, em especial, com o cartão de crédito.
A Reorganiza não é contra o crédito. Aliás, acreditamos que o crédito pessoal responsável pode ser a solução para problemas financeiros. Somos sim contra a utilização inconsciente, não planeada e descontrolada do crédito e do cartão de crédito. Acreditamos simplesmente que para tudo na vida e em toda as áreas da mesma, a disciplina é palavra de ordem.
Utilizar correctamente o crédito no que realmente é importante para a sua vida poderá ser uma mais valia e um elemento importante na construção da sua vida financeira. Procure sempre o crédito mais barato e responsável. Para o conseguir sugerimos que visite o simulador de crédito da Reorganiza.
in reorganiza.pt

11 de fevereiro de 2015

Cinco tarefas financeiras mais esquecidas



Conheça algumas tarefas financeiras que todos os consumidores deveriam fazer mas que normalmente acabam por ficar esquecidas.

Adiar para mais tarde aquilo que não é urgente e dar prioridade aquilo que tem de ser resolvido já. Este é o lema de muitos consumidores. No entanto, no meio da lista de prioridades, há sempre algumas tarefas que habitualmente vão ficando para trás. 

Deixe de lado a procrastinação e tente dedicar um dia da sua agenda para tratar dos afazeres financeiros que, não sendo urgentes, podem poupá-lo a grandes dissabores no futuro.
Conheça então algumas tarefas financeiras que todos os consumidores deveriam fazer mas que normalmente acabam por ficar esquecidas ou vão sendo sistematicamente adiadas para o futuro.

1. Faça uma lista com as suas contas e ‘passwords’

Se de repente algo de negativo lhe acontecesse a si, a sua mulher ou alguém próximo da sua família saberia da existência dessas contas e como poderia aceder a elas? Se a resposta for negativa é sinal de que deverá pôr em marcha um plano. Os especialistas da Kiplinger, publicação norte-americana de finanças pessoais, referem que é aconselhável que os consumidores tenham uma lista detalhada com os dados das suas contas e os números de telefone das instituições financeiras às quais essas contas estão associadas. Esta lista deverá ser mantida num local seguro e a sua existência deverá ser partilhada com um familiar de próximo e de confiança.

2. Renegoceie contratos

Um dos pecados capitais de muitos consumidores portugueses tem a ver com o facto de não renegociarem os seus contratos. Quando estabelecem um contrato com uma operadora de telecomunicações ou quando fazem um seguro para o carro, muitos portugueses mantêm-se fiéis ao serviço durante anos, sem procurarem saber se as empresas concorrentes têm uma oferta mais barata para a prestação do mesmo serviço. Muitas vezes nem questionam se na mesma empresa é possível ter acesso a outras ofertas mais em conta. Esta inércia pode ser bastante prejudicial para as carteiras dos consumidores, levando-os a gastarem mais euros do que seria necessário.

3. Avalie as suas joias e faça um inventário dos seus bens

Saber ao certo quanto valem as suas joias de família pode ser uma ajuda para o caso de precisar de fazer um seguro, ou até no caso de a sua casa ser assaltada. Tente contactar o Instituto Gemólogo Português ou um avaliador da Casa da Moeda para fazer este tipo de avaliações e saber ao certo se as peças que tem em casa têm algum valor.
Da mesma forma, é aconselhável fazer um inventário de todo os itens mais valiosos que tem em sua casa, pois pode ser necessário apresentar fotografias e provas de que possui determinado bem.

4. Equacione a possibilidade de fazer um seguro de vida

Quem tem uma família a seu cargo tem com frequência o seguinte pensamento: “E se eu morrer, o que vai acontecer ao futuro dos meus filhos e dos meus familiares mais próximos?”. É exatamente para salvaguardar estas preocupações que existem os seguros de vida. Estes seguros têm como cobertura principal o risco de morte de uma ou várias pessoas. Em caso de morte, a seguradora paga ao beneficiário o capital acordado. Este seguro pode ainda incluir coberturas complementares como risco de invalidez. Por norma, quem tem um crédito à habitação tem de fazer um seguro de vida. Mas neste caso, o seguro funciona como uma garantia do crédito, e em caso de morte, o beneficiário é o banco.
Se quer fazer um seguro de vida de proteção para a sua família tem de calcular primeiro qual a quantia que a sua família precisaria para manter o seu nível de vida no caso do seu falecimento, ou se ficasse numa situação de invalidez. Veja então quais são as suas despesas anuais e multiplique-as pelo número de anos que pretende acautelar.

5. Pense em fazer um testamento

Apesar de não ser um hábito muito enraizado na cultura dos portugueses, ter um documento legal sobre o que quer deixar aos seus filhos, familiares ou amigos para evitar conflitos futuros entre familiares por causa da partilha de bens. Mas para que este documento seja considerado válido, ele deverá respeitar a lei. Não existe uma estrutura fixa para redigir um testamento. Trata-se de um documento que pode ser escrito como o testador bem entender, desde que posteriormente seja reconhecido por um notário.
Ao fazer o testamento lembre-se que só pode distribuir a quota dispensável dos seus bens, dado que a quota indispensável ou legítima é atribuída por lei aos herdeiros legítimos por linha de sucessão (como os filhos). Para saber mais informações sobre este tema consulte este site.



in saldopositivo.cgd.pt

11 de maio de 2014

Aplicações para Smartphone: Aprenda a gerir as suas finanças pessoais

As novas tecnologias tomaram conta do seu dia-a-dia e, portanto, saiba tirar partido do seu ‘smartphone’. Descubra nove aplicações disponíveis para os sistemas iOS, da Apple, Android, da Google, e Windows Phone, da Microsoft.



Para muitas pessoas, economizar não é uma tarefa simples, e nos tempos que correm, a boa gestão das finanças pessoais é um tema que está na ordem do dia. As famílias são como as empresas: existem receitas e despesas e um orçamento mensal que deve ser cumprido. Mas a verdade é que o tempo não é muito e muitas vezes o orçamento familiar acaba por sair prejudicado.
É difícil controlar e ajustar consumos e nem todas as pessoas têm talento natural para gerir o seu dinheiro ou são suficientemente organizadas para o conseguirem fazer sozinhas. Muitas recorrem a especialistas mas outras não têm disponibilidade financeira para usufruir deste tipo de serviços.
Porém, um pouco de organização nunca fez mal a ninguém. Saiba que a tecnologia pode funcionar como um verdadeiro aliado na gestão das suas finanças pessoais. Hoje em dia quase todos os ‘smartphones' têm aplicações de finanças pessoais que podem ser uma ferramenta fundamental para a ajudar a disciplinar gastos e a gerir poupanças. Algumas aplicações permitem fazer listas de compras, criar orçamentos com base nas despesas mensais, fazer gráficos e alertas de contas que estejam prestes a vencer.
Mas não é só. Além das ‘apps' que vêm de origem no ‘smartphone' existem sempre mais "ajudas" - na loja online associada ao seu ‘smartphone' para a gestão das finanças pessoais, bem como ferramentas de apoio que geram informação que pode ser utilizada nas nossas decisões de consumo e investimento.
Deixe o bloco de notas de lado e conheça algumas das aplicações gratuitas mais descarregadas nos vários sistemas operativos. Faça ‘download' para o seu ‘smartphone' de algumas destas aplicações e aprenda como é que fácil fazer a gestão das suas finanças. São muitas as opções disponíveis e para todos os gostos. Existem ‘apps' que seguem o seu dinheiro, até àquelas que oferecem um panorama completo da situação económica do agregado familiar.
Toshl FinanceÉ uma das aplicações mais completas e intuitivas, tendo sido já considerada como uma das melhores ‘apps' de controle de gastos. Além das características habituais, como a introdução de despesas e receitas, o Toshl ainda possibilita a sincronização com outros aparelhos Android. É de realçar que a versão gratuita apresenta várias limitações.
Money WalletÉ um simples, prático e intuitivo, um verdadeiro assistente financeiro pessoal. Esta aplicação combina todas as suas contas num só lugar, monitoriza os orçamentos e recorda-lhe sobre as transacções agendadas. Existe a versão gratuita e paga.
Frugi - Gerente de finanças pessoaisÉ mais uma boa opção de gerenciador financeiro para iGadgets. A utilização é muito fácil e as ferramentas de classificação de despesas e rendimentos tornam o seu uso bastante interessante. O Frugi permite, por exemplo, a utilização de mais de um calendário. Para completar o pacote, impressão e exportação de dados (via PDF ou Excel) também estão disponíveis.
LiShop
É uma aplicação gratuita exclusiva da Apple e vem com alguns itens carregados, mas é possível incluir outros e didivi-los por categorias e tipo de embalagem a comprar. Quando a lista de compras estiver pronta basta clicar no item que já foi adquirido, que aparece um símbolo de ‘check'.
Spendroid
Tem dificuldades em gastar pouco dinheiro? O Spendroid poderá ser a sua aplicação chave para melhor gerir o seu orçamento pessoal. Este é um gestor de finanças que ajuda a perceber para onde vai o dinheiro, através de ferramentas de análise das suas despesas que permitem verificar onde está a gastar demais.
Boonzi
Trata-se de um software português de gestão de finanças pessoais, com a particularidade de importar automaticamente e de forma não invasiva os extractos bancários do utilizador. O Boonzi permite gerir a sua situação financeira, conhecer os hábitos de consumo do utilizador e traçar objectivos mensais.
Spending Tracker
Entre os gratuitos, é uma das melhores aplicações para gerir as receitas e as despesas pessoais. Apesar de estar em inglês, é possível personalizar as categorias de receitas e de despesas para as palavras que escrevem a sua realidade. Além dos relatórios estatísticos semanais, mensais ou anuais, obtém-se gráficos de divisão ou de evolução das categorias.
Currency converterÉ um conversor de moeda. Esta ‘app' utiliza as taxas de câmbio usadas por empresas de auditoria e bancos. Converte mais de 190 moedas e quatro metais preciosos. É possível escolher a taxa interbancária, ou usar a percentagem ‘add-on' para calcular as taxas típicas cobrados pelas empresas de crédito e bancos.

eBudget
É muito completa a ferramenta gratuita de gestão de despesas oferecida pelo Best Bank. Além das operações básicas de registo e análise das despesas, permite anexar uma fotografia e a geolocalização a cada despesa. Com esta ‘app' nunca se esquecerá onde e como gasta o seu dinheiro.


in economico.sapo.pt

6 de maio de 2014

Cinco más estratégias de poupança para as suas finanças

Nem todas as estratégias de poupança são boas e podem mesmo arruinar o seu orçamento. Conheça algumas dessas táticas e saiba como evitá-las.



A palavra “poupar” continua na ordem no dia. Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, referentes ao terceiro trimestre de 2013, a taxa de poupança das famílias situou-se nos 13,5%. Isto significa que por cada 100 euros ganhos, as famílias estão a poupar 13,5 euros.
Ter uma estratégia de poupança para as suas finanças é vital para conseguir fazer frente a alguns imprevistos que possam acontecer. No entanto, nem todas as estratégias de poupança são boas e podem mesmo arruinar o seu orçamento. Conheça então alguns erros que muitas pessoas cometem com frequência no que diz respeito à poupança.

1. Comprar cupões de desconto impulsivamente

Os sites de cupões de desconto proliferam pelos vários cantos da internet e, geralmente, até no seu email. Por isso, é bastante difícil contornar as várias ofertas apelativas que vão de encontro aos seus interesses. O problema é quando compra vários cupões e deixa a data de validade expirar. Ao fazê-lo está a gastar dinheiro num serviço que ficaria a metade do preço, mas que acabou por não ser utilizado. Uma forma de combater este mal é comprar apenas cupões que sabe que vai mesmo utilizar, em locais que já gosta como é o caso do seu restaurante preferido, por exemplo.

2. Gastar mais para não ter de pagar os custos de entrega

Muitas lojas online impõem um limite mínimo de compras para poderem oferecer os custos de entrega. Muitas vezes, os consumidores preferem comprar mais produtos para não terem de pagar estes custos de entrega. Mas, a não ser que compre um artigo ou serviço que realmente necessite, esta estratégia é um erro. Imagine que o seu total de compras são 10 euros e precisa de pelo menos 20 euros para atingir o limite mínimo para poder usufruir dos custos de entrega gratuitos. Se o preço da entrega for cinco euros, não lhe compensa gastar mais 10 euros em compras para poder usufruir da oferta dos custos de entrega porque fica a perder dinheiro.

3. Comprar mais para poupar ao longo do tempo

Muitas promoções de supermercado costumam ter direito aos irresistíveis “Leve 3 pague 2”, onde muitas pessoas aproveitam para abastecer a despensa de um produto que faz falta. Contudo, é importante que antes de se aventurar em compras a granel que tenha em atenção as datas de validade. Não compre produtos alimentares ou perecíveis que tenham uma data de validade pequena. Se pretende fazer este tipo de compras é preferível que o faça com produtos de limpeza e não perecíveis.

4. Guardar dinheiro no mealheiro

Se pertence ao clube de pessoas que prefere guardar o dinheiro no mealheiro ou debaixo do colchão, saiba que está a cometer uma das piores estratégias de poupança. Isto porque o “monstro” da inflação consegue “engolir”as suas poupanças. A subida do custo de vida vai corroendo as suas poupanças ao longo do tempo. Por exemplo, imagine que tem 10 mil euros, “parados” numa conta à ordem. Se nada fizer, daqui a 10 anos esses 10 mil euros valerão em termos reais apenas 8.875 euros, tendo em conta uma taxa de inflação média anual de 1,2%. Por isso mesmo, é imprescindível que invista as suas poupanças em produtos que lhe tragam um retorno real positivo, isto é, uma taxa líquida acima dos valores da inflação.

5. Não ter objetivos financeiros

Estabeleça um objetivo de poupança: Seja ele umas férias, um carro novo ou uma casa nova e escreva num papel as ações que deve tomar para alcançar esse fim. Ao não ter quaisquer objetivos de poupança não terá estímulos para poupar. E se não poupar estará a colocar em causa a sua estabilidade financeira e a da sua família. Por isso mesmo, estabeleça um plano de ação para atingir o objetivo ambicionado. Desta forma, sentir-se-á motivado para poupar.      

in saldopositivo.cgd.pt                 

7 de abril de 2013

Dicas fundamentais para as suas finanças pessoais


1- Crie um fundo de emergência
O Fundo de Emergência é o passo mais importante no que diz respeito às finanças pessoais. Este permite que esteja preparado para todos os imprevistos que aconteçam. O dinheiro que tem no fundo de emergência deve cobrir pelos menos seis meses de todas as suas responsabilidades mensais. Só desta forma vai conseguir ganhar tempo para equilibrar as suas contas.

2- Avalie o peso dos encargos
O orçamento familiar deve determinar as receitas e as despesas. Este tem como objectivo determinar qual a sua situação liquida mensal ou, por outras palavras, o peso dos encargos nas suas receitas. Esta avaliação ajudará a identificar as despesas desnecessárias que pode deixar de ter. Avalie-as com rigor tentando poupar dinheiro e sendo criativo na redução dos encargos diários. Comece por poupar dinheiro na água, luz, gás, electricidade e mesmo no supermercado. O dinheiro que conseguir poupar nestas contas coloque à parte.  Aprenda a ter hábitos de vida saudável.

3- Defina objectivos mensuráveis
Todos pensamos em atingir algo nas nossas vidas, como por exemplo, comprar um carro, comprar uma casa, pagar a educação dos nossos filhos, ter uma boa reforma, viajar e conhecer o mundo, etc. Todavia quantos conseguem realizar esses planos? São poucos. Quase todos os objectivos de carácter material são mensuráveis, mas para isso, precisa saber o que deve fazer para conseguir realizá-los. Defina um prazo para atingir os seus objectivos e o montante que vai precisar. Certifique-se de que não afectará as suas finanças pessoais. Mesmo que não consiga realizá-los a curto prazo, pode fazê-lo a longo prazo. Paciência é uma virtude.

4- Conhecer os seguros para imprevistos
Algumas pessoas associam a palavra "seguros" como mais encargos. Não deixam de ter razão. É preciso pagá-los. Porém, também é preciso saber avaliá-los. Imagine que acontece um imprevisto. Se estiver coberto por um contrato de seguro, este adopta um papel fundamental na resolução, reparação ou substituição dos danos de imprevisto. É neste momento que atribuímos a importância máxima aos seguros. Alguns exemplos de seguros fundamentais são os de vida, saúde e automóvel.

5- Tenha noção do seu rendimento
Se, com os seus rendimentos, consegue pagar todas as suas despesas, então está na altura de colocar o que sobra na poupança ou no investimento. Opte pelo que lhe for mais conveniente, mas lembre-se que um dia vai precisar ter uma (boa) reforma.

fonte: isabe.ionline.pt
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