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10 de janeiro de 2013

O que são os sistemas de apoio ao sobreendividamento


Os sistemas de apoio ao sobreendividamento representam um conjunto de mecanismos, colocados à disposição de pessoas sobreendividadas, por entidades cuja atividade, reconhecida pelo Ministério da Justiça, tem como objetivo aconselhar, informar e acompanhar a elaboração de um plano de pagamentos, através de procedimentos de conciliação ou de mediação.
A criação destes mecanismos pretende:
1. Promover a reconstituição da situação financeira do executado de forma sustentada;
2. Recuperar créditos que de outra forma não seria possível;
3. Criar uma ligação entre o sistema de justiça e as entidades que prestam apoio ao sobreendividamento.
Assim, durante o decorrer da ação executiva passou a ser possível detetar as situações de sobreendividamento e encaminhá-las para um tratamento especializado. Através do sistema judicial é dada uma nova oportunidade para que as pessoas sobreendividadas que já foram ou estão a ser executadas possam pagar as suas dívidas.
Durante o processo executivo é possível detetar situações de sobreendividamento com:
• A possibilidade de suspender a inclusão do registo do sobreendividado na lista pública de execuções, quando este aderir a uma plano de pagamentos e enquanto estiver a cumprir;
• A possibilidade de suspender os processos de execução submetidos a centros de arbitragem, quando os mesmos digam respeito a devedores sobreendividados.


in dgpj.mj.pt

Travar o sobre-endividamento - Sinais de Alarme




Se faz um esforço considerável para pagar a mensalidade da casa ou do carro ou já tem em atraso duas ou três prestações, não demore a reagir. Identifique as entidades com as quais está em falta (banco, Fisco, Segurança Social, prestadores de serviços essenciais, como a EDP), contacte-as e exponha o problema.
Apesar de serem expectáveis alguns entraves, nenhuma destas entidades quer aumentar a lista dos seus devedores, e a maioria estará disponível para negociar acordos de pagamento faseado.
O banco, por exemplo, não tem interesse em deter crédito malparado e estará, à partida, recetivo a encontrar uma solução conveniente para as duas partes. Algumas das vias possíveis passam por alargar o prazo do empréstimo ou definir um plano de pagamentos alternativo compatível com o seu vencimento. Se tiver um crédito pessoal, pode procurar condições mais vantajosas noutro banco. A concretizar-se esta hipótese, não se esqueça de que a liquidação da dívida pode envolver uma penalização.
Considere ainda a consolidação de créditos, sobretudo se tem um empréstimo à habitação ou um terreno, para dar como garantia. A ideia é juntar todos os empréstimos num só (por exemplo, o pessoal, o da casa e a dívida do cartão de crédito), dar como garantia a casa ou o terreno e alargar o prazo de pagamento. Obterá uma prestação inferior à soma das mensalidades dos vários créditos. Nalguns casos, poderá haver um aumento dos juros pagos no final do empréstimo consolidado. Terá ainda de pagar alguns encargos, como penalizações por reembolso antecipado. Mas, para quem está em dificuldade, pode ser um preço aceitável pela folga financeira conseguida.








fonte: deco.proteste.pt

3 dicas de poupança para esbanjadoras

Não consegue acalmar o ímpeto consumista? Estas dicas de poupança são para si

Estereótipos à parte, é sabido que as senhoras têm mais dificuldade em manter o dinheiro na sua conta bancária ou na carteira. Não só têm mais dificuldade em resistir ao anel a brilhar na montra, como ainda são as mulheres que gastam mais com a família, ou seja, é comum que seja o género feminino a comprar comida para casa, roupa para o marido e sapatos para os filhos. Mas a poupança é fundamental nos tempos que correm.
Para ter uma ideia das vantagens que pode ter, fique a saber que se juntar 100 euros por mês, num produto financeiro que pague 4% de juros por ano, no final de 30 anos terá constituído uma poupança de 70 mil euros.
Poupar não é fácil, principalmente quando os rendimentos que entram todos os meses não são suficientes, mas é quase sempre possível. Tal como o Sapo Mulher tem vindo a aconselhar, poupar é uma questão de mudança de mentalidade, de pequenas atitudes no dia-a-dia que fazem a diferença.
Tem dificuldades em conseguir chegar ao final do mês com algum dinheiro em conta? É daquelas que compra quando tem dinheiro, quando o tem contado ou quando não o tem? Este artigo é para si. Conheça três dicas para conseguir poupar mesmo sendo uma esbanjadora.

1. Poupança automática

Esta é a via normal de poupança, através do orçamento familiar. No final de cada mês é possível que sobre algum dinheiro. Se for este o seu caso, habitue-se a transferir esse montante para uma conta poupança, um depósito a prazo ou outra aplicação financeira.
Outras soluções passam por colocar automaticamente de lado o montante mensal de um aumento salarial, eventuais reembolsos de impostos, as receitas de um trabalho suplementar ou o equivalente às prestações de um empréstimo, quando acabar de o amortizar.

2. Limite semanal

Um dos principais motivos que nos leva o dinheiro todo é utilizar em demasia o cartão de crédito ou débito, acabando por ficar sem noção de que a conta bancária está cada vez mais vazia. Comece a pagar tudo em dinheiro.
Se tem dificuldades em chegar ao final do mês com algum dinheiro em conta, experimente esta técnica: fixe um limite máximo para os gastos semanais, levante essa quantia na segunda-feira de manhã e terá de o fazer durar até domingo.

3. Livre-se do cartão de crédito

Ou pelo menos habitue-se a deixá-lo em casa, porque deve ter um cartão de crédito que possa utilizar em alturas de emergência. Mas se vai utilizar este pedaço de plástico, ao menos faça-o com cabeça. O cartão de crédito é um dos principais “culpados” pelo sobre-endividamento da população portuguesa, evite ceder à tentação das compras desmesuradas, sem sentido.
A melhor dica de utilização do cartão de crédito é procurar pagar a dívida na totalidade, durante o período em que não está sujeito a juros (20 a 50 dias após cada compra). Se anda à procura de um cartão de crédito, saiba que encontra no mercado alguns isentos de anuidade. Basta procurar.



fonte: mulher.sapo.pt

9 de janeiro de 2013

Dicas fundamentais para as suas finanças pessoais


Os últimos acontecimentos económicos têm colocado todos em alerta para a poupança. E nenhum sector escapa à palavra economizar. Qual será o futuro do país? E das famílias que têm filhos e contas para pagar? Por não sabermos o futuro que nos espera, é necessário saber cuidar das finanças pessoais. 

Com a ajuda do site www.produtosbancarios.com saiba o que deve fazer:

1- Crie um fundo de emergência
O Fundo de Emergência é o passo mais importante no que diz respeito às finanças pessoais. Este permite que esteja preparado para todos os imprevistos que aconteçam. O dinheiro que tem no fundo de emergência deve cobrir pelos menos seis meses de todas as suas responsabilidades mensais. Só desta forma vai conseguir ganhar tempo para equilibrar as suas contas.

2- Avalie o peso dos encargos
O orçamento familiar deve determinar as receitas e as despesas. Este tem como objectivo determinar qual a sua situação liquida mensal ou, por outras palavras, o peso dos encargos nas suas receitas. Esta avaliação ajudará a identificar as despesas desnecessárias que pode deixar de ter. Avalie-as com rigor tentando poupar dinheiro e sendo criativo na redução dos encargos diários. Comece por poupar dinheiro na água, luz, gás, electricidade e mesmo no supermercado. O dinheiro que conseguir poupar nestas contas coloque à parte.  Aprenda a ter hábitos de vida saudável.

3- Defina objectivos mensuráveis
Todos pensamos em atingir algo nas nossas vidas, como por exemplo, comprar um carro, comprar uma casa, pagar a educação dos nossos filhos, ter uma boa reforma, viajar e conhecer o mundo, etc. Todavia quantos conseguem realizar esses planos? São poucos. Quase todos os objectivos de carácter material são mensuráveis, mas para isso, precisa saber o que deve fazer para conseguir realizá-los. Defina um prazo para atingir os seus objectivos e o montante que vai precisar. Certifique-se de que não afectará as suas finanças pessoais. Mesmo que não consiga realizá-los a curto prazo, pode fazê-lo a longo prazo. Paciência é uma virtude.

4- Conhecer os seguros para imprevistos
Algumas pessoas associam a palavra "seguros" como mais encargos. Não deixam de ter razão. É preciso pagá-los. Porém, também é preciso saber avaliá-los. Imagine que acontece um imprevisto. Se estiver coberto por um contrato de seguro, este adopta um papel fundamental na resolução, reparação ou substituição dos danos de imprevisto. É neste momento que atribuímos a importância máxima aos seguros. Alguns exemplos de seguros fundamentais são os de vida, saúde e automóvel.

5- Tenha noção do seu rendimento
Se, com os seus rendimentos, consegue pagar todas as suas despesas, então está na altura de colocar o que sobra na poupança ou no investimento. Opte pelo que lhe for mais conveniente, mas lembre-se que um dia vai precisar ter uma (boa) reforma.


in isabe.ionline.pt

3 de janeiro de 2013

As Dívidas Estragam-lhe a Vida?



Responda honestamente a este inquérito. Quantas mais respostas afirmativas tiver, mais problemas tem de resolver. Não tenha vergonha de pedir ajuda a tempo. No banco onde está a dever dinheiro ou através de associações de apoio ao consumidor há pessoas disponíveis para o ajudar.

- Está sempre preocupado com dinheiro e com dívidas e isso perturba-lhe o trabalho, a vida social ou mesmo dormir?

- O dinheiro tem sido a origem de discussões familiares?

- Está a aumentar a fatia do seu rendimento disponível que usa para pagar dívidas?

- Tem dificuldade em pagar as contas ou deixou de as pagar?

- Não sabe quanto dinheiro deve?

- Está a pagar o mínimo nalgum cartão de crédito porque não tem dinheiro para pagar o total, atingiu o plafond ou viu algum cartão cancelado por falta de pagamento?

- Recorre ao crédito para pagar dívidas ou mesmo despesas básicas?

- Já pediu dinheiro emprestado a familiares e amigos?

- Tem pouco ou nenhum dinheiro poupado?



fonte: saldopositivo.cgd.pt

19 de dezembro de 2012

Famílias endividadas: rede de apoio arranca em janeiro



Governo vai obrigar bancos a avisar consumidores que correm risco de vir a entrar numa situação de sobreendividamento

A rede extrajudicial de apoio ao consumidor endividado arranca formalmente a 1 de janeiro, a par do novo enquadramento jurídico, com oito entidades e 20 centros espalhados no país, avançou esta terça-feira o secretário de Estado Almeida Henriques.

«Estamos a dar um passo de gigante e inovador para ajudar as famílias endividadas, disse à agência Lusa o secretário de Estado adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques.

O governante referia-se à rede do consumidor endividado, que «estará criada e formalmente a funcionar a partir de 01 de janeiro» e ao novo enquadramento jurídico, que também entrará em vigor no mesmo dia, obrigando os bancos a avisar os consumidores que correm o risco de vir a entrar numa situação de sobreendividamento ou que já estejam nessa situação e a entrar numa lógica de negociação extrajudicial.

Almeida Henriques explicou que a rede «assenta numa lógica de responsabilidade social» com o envolvimento de entidades públicas e privadas, que estão espalhadas pelo país e são reconhecidas pela Direção Geral do Consumidor e pelo Banco de Portugal.

«Estamos a falar nesta primeira fase [primeiro trimestre de 2013] de oito entidades e 20 centros espalhados no país, onde vão estar integradas pessoas reformadas com formação para poder dar este apoio», adiantou.

A rede será gratuita e estruturada numa lógica de proximidade às populações para «dar resposta ao problema complexo de endividamento das famílias», disse Almeida Henriques, frisando que a estimativa aponta para que existam «mais de um milhão de famílias» sobreendividadas, em situação de incumprimento de crédito ou de elevado risco.

O responsável adiantou que ainda este ano será aberto um concurso de apoios do Fundo do Consumidor «com uma verba exclusivamente dedicada a apoiar as entidades que integrarão a rede extrajudicial de apoio».

O Fundo do Consumidor foi dotado com cerca de 18 milhões de euros e é constituído por cauções cobradas aos consumidores pelos prestadores de serviços de eletricidade, de gás natural e de água.

Segundo Almeida Henriques, cerca de 100 mil pessoas terão pedido a devolução da caução no final do ano.

«Além da possibilidade de pedir a devolução da caução, este fundo terá que ser aplicado no apoio aos consumidores. Tivemos uma primeira fase com meio milhão de euros que já serviu para apoiar alguns destes centros que vão entrar em funcionamento e vamos lançar até ao final do ano mais uma fase para reforçar esta rede extrajudicial», frisou.

A constituição da rede resulta da nova legislação em vigor e de uma portaria que regulamentará os requisitos de acesso e o seu funcionamento.

«Estas ações vêm na sequência da legislação que já aprovámos e visa responsabilizar mais a banca, existindo sempre um procedimento extrajudicial», acrescentando que a nova legislação se aplica aos fiadores, visando também a sua proteção.

O novo diploma prevê que cada instituição de crédito crie um plano de ação para o risco de incumprimento (PARI), fixando os procedimentos e medidas de acompanhamento da execução dos contratos de crédito.

É também estabelecido um procedimento uniformizado para a regularização de situações de incumprimento - o procedimento especial, extrajudicial, de regularização de situações de incumprimento (PERSI).

Outra medida foi a revisão do regime dos serviços mínimos bancários, para a adesão dos principais bancos ao sistema e a regulamentação da sua aplicação (regime sancionatório).  

fonte: Agencia Financeira

8 de dezembro de 2012

Sobre-Endividamento: Quem o Pode Ajudar?

O incumprimento das famílias vai continuar a aumentar nos próximos trimestres fruto do ajustamento em curso da economia portuguesa, de acordo com Relatório de Estabilidade Financeira de novembro de 2012, divulgado pelo Banco de Portugal. Esta afirmação é corroborada por números: o crédito malparado dos particulares continuou a subir em Setembro, de acordo com o boletim estatístico de Novembro de 2012 do Banco de Portugal. O valor fixou-se nos 4,9 mil milhões de euros, mais 14 milhões do que o verificado em Agosto.


Se este é o seu caso, se começa a ter dificuldades em pagar os seus compromissos financeiros mensais ou então já existem prestações que não consegue regularizar, é altura de pedir ajuda. Neste caso, quanto mais cedo procurar auxilio melhor, não deverá esperar entrar em incumprimento bancário para agir. Conheça algumas entidades que o podem ajudar a negociar com os bancos.

 


Apoiare

A Apoiare é uma associação sem fins lucrativos, cujo objetivo principal é ajudar os cidadãos com problemas de endividamento a terem acesso a técnicos especializados, que os ajudem a resolver os problemas, quer seja diretamente ou através de protocolos com terceiros.
A primeira consulta de análise, que inclui a análise do orçamento familiar, avaliação do nível de endividamento, enquadramento psico-social e a definição de um Plano de Recuperação Económico-social, é gratuita. Para ter acesso aos restantes serviços, é necessário pagar uma quota anual de 35 euros.

GAS

O Gas é o Gabinete de Apoio ao Sobre-endividamento da Deco, cujo objetivo é prestar apoio aos consumidores com problemas de sobre-endividamento. A Deco faz uma análise da situação do sobre-endividado e entra em contacto com as entidades credoras com o objetivo de reestruturar as dívidas, de forma a que o consumidor consiga cumprir com as suas obrigações financeiras.
Esta ajuda não se estende a pessoas que tenham dívidas de natureza fiscal, como seja de IRS, IRC, IVA e à Segurança Social.

GOEC

O GOEC – Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores, resulta de um protocolo entre o Governo e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e foi criado para acompanhar e aconselhar as famílias no recurso ao crédito e na recuperação de situações de insolvência. Aqui é disponibilizado aconselhamento aos consumidores e prestam apoio gratuito em processos de renegociação de créditos com os bancos e outras instituições financeiras.

GAT

Quando a negociação das dívidas já não é possível, existe a hipótese da insolvência, que evita a penhora de bens. Para orientar as pessoas nesse sentido, existem os GAT – Gabinetes de Apoio Técnico, que prestam ajuda e acompanhamento em reestruturação, recuperação e insolvência de empresas e particulares.
Estes esclarecem e ajudam consumidores que estejam com dificuldades em cumprir as suas obrigações. Os gabinetes são ainda úteis no acompanhamento dos utentes que já estejam demasiado endividados sobre os instrumentos e possíveis soluções que evitem o incumprimento generalizado, os tribunais e a penhora de bens. Saiba mais no site www.insolvencia.pt.

Fundação Agir Hoje

A Fundação Agir Hoje é uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social, que trabalha com pessoas que estão sobre-endividadas ou com problemas financeiros, numa abordagem diferente, que coloca a pessoa no centro e não a dívida.
Porque uma situação de sobre-endividamento não é apenas um problema de dinheiro, e afeta radicalmente toda a vida da pessoa, o seu bem-estar, a família e a forma como a sociedade o encara, um dos objetivos da fundação é promover grupos de entreajuda para pessoas que estão nesta situação. A participação nos grupos de entreajuda é gratuita, voluntária e confidencial.

5 de dezembro de 2012

Como baixar a prestação dos seus créditos


Esta dificuldade surge-nos um pouco por nos acomodarmos e por não irmos à luta. Temos de renegociar tudo o que está ao nosso alcance. Queremos falar de um serviço completamente inovador e de grande utilidade: a renegociação de créditos:
Como poupar nos meus créditos:
Algumas empresas têm apoiado a contratação de um serviço de renegociação de créditos, sendo a mais nobre e mais conceituada o Grupo Jerónimo Martins. No entanto, torna-se claro que os particulares têm um problema que tem de ser resolvido. Neste contexto, surgem-nos empresas de negociação de créditos, que obtêm resultados extraordinários simplesmente por utilizarem a sua dimensão e conhecimento em favor dos seus clientes. E tudo isto pago apenas em caso de sucesso. Ou seja, cumpre com dois requisitos que nós defendemos neste fórum: A independência e o alinhamento de interesses. Como funciona o processo:
Reunião de diagnóstico:
Uma reunião confidencial realizada entre um consultor e o cliente, em que se faz o levantamento exaustivo da situação financeira da família. Avaliam-se os créditos e faz-se o orçamento familiar.
Intervenção:
Com a autorização do cliente, a equipa encaminha o processo para uma área de intervenção, onde são renegociados os créditos, eventualmente fazendo-se a consolidação ou, em última análise, encaminhando-se o processo para insolvência ou renegociação judicial (o caso de insolvência, contrariamente ao que algumas associações advogam, deverá ser a última solução).
São elaborados planos de pagamento viáveis e credíveis que são apresentados aos credores. Daqui resulta um plano de solução prática do problema.
Comunicação:
A última etapa passa por comunicar ao cliente as alternativas de resolução dos problemas. Poderá ser, contudo, necessário um encaminhamento mais regular, especialmente no caso dos processos judiciais que sendo conduzidos por advogados independentes são acompanhados de perto pelo consultor.
Os resultados estão à vista. Tem-se conseguido reduções médias de encargos mensais de 46%, com reduções de taxas de juro, prolongamentos de prazos e perdões de dívidas.
Um alerta. O sucesso do processo passa muito pela intervenção precoce. Quanto mais cedo for abordado o problema, menor será a sua dimensão. Certamente conhecerá os efeitos das penhoras na qualidade de vida das pessoas.


fonte: financaspessoais.net

5 de novembro de 2012

Uns entregam casa ao banco, outros aproveitam para comprar a preço de saldo


Para evitar soluções de sobreendividamento, a Deco diz que arrendar pode sera melhor solução

Com o agravamento da situação económica nacional, o panorama do sector imobiliário mostra-se assustador. Entre Janeiro e Setembro de 2012 foram entregues 4400 imóveis em dação em pagamento, tanto por famílias como por promotores imobiliários.
Para fazer face a este problema, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), aponta o arrendamento como a melhor a solução. Esta é a melhor resposta às “limitações no acesso ao crédito, às elevadas taxas de juro ou à instabilidade a nível profissional”, refere Natália Nunes ao i.
Esta desregulação do mercado imobiliário é visível pelos dados disponibilizados pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). Só no terceiro trimestre do ano (entre Julho e Setembro) foram entregues 1100 imóveis aos bancos para pagamento de dívidas, o que representa um aumento de 9,9% em relação aos três meses anteriores. Só este ano, a Deco abriu mais de 4200 processos “a largos milhares de famílias” por incumprimento.
Segundo Luís Lima, o presidente da APEMIP, este aumento representa a “continuidade de um ano extremamente difícil, com níveis de confiança no mercado combalidos e expectáveis perante o futuro desenvolvimento do sector imobiliário e do mercado”. Entre Julho e Setembro, Porto, Lisboa e Faro, foram os distritos onde foram entregues mais imóveis aos bancos. Os três distritos representam 40,5% do total.
Para o responsável, é fundamental procurar soluções para esta realidade “criando um ambiente mais propício à renegociação dos créditos, para que a prática da entrega de imóveis não passasse a regra”. Por isso mesmo, a Deco refere que, em casos de incumprimento, em primeiro lugar tenta “avaliar se existe alguma capacidade de reequilibrar o orçamento da família reestruturando os seus créditos” ou negociando um “período de carência, alargamento do prazo, juros ou até a entrega da casa”.
Mas o azar de uns é a sorte de outros. Neste momento há mais possibilidades de “encontrar imóveis a preços mais reduzidos”. Uma boa oportunidade de negócio para quem procura casa.


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LUZ AO FUNDO DO TÚNEL Apesar de os números, Luís Lima acredita que a percentagem de casas entregues aos bancos vai continuar a diminuir levando, assim, a uma estabilização do sector imobiliário. A isso devem-se as campanhas e medidas de facilitação de pagamento de dívidas aplicadas pelos bancos, como o alargamento do prazo do empréstimo ou a diminuição dos spreads e o facto de o próprio sector financeiro admitir que a “dação em pagamento de imóveis não é solução” nem para os bancos nem para os proprietários das casas.
“Começámos a ouvir os próprios presidentes dos bancos a dizer que estavam a negociar com os clientes e isso notou--se no mercado”, afirma.
No entanto, o responsável alerta que é necessário fazer o mesmo em relação aos operadores imobiliários. Nesse sentido, Luís Lima deixa um aviso: “Da mesma maneira que o sector financeiro arranjou uma solução para as famílias, tem de arranjar uma solução para as empresas porque senão, os bancos ficam como únicos promotores”.

fonte: ionline.pt

24 de maio de 2012

DECO propõe 30 medidas para combater o sobre-endividamento

A DECO apresentou à troika e ao Governo um pacote contra o sobre-endividamento das famílias, para atuar desde o risco de incumprimento até às fases de negociação ou já em tribunal.

O aumento do número de famílias sobre-endividadas exige uma atuação por parte de todos os parceiros sociais – Estado, Banca, empresas prestadoras dos serviços essenciais, famílias e organizações da sociedade civil – tendo em vista a introdução de medidas que acautelem e previnam este flagelo social.
Na fase da prevenção e detecção precoce de ameaças de incumprimento, destacamos as seguintes medidas:
  • promoção de campanhas de informação e formação dos consumidores em literacia financeira;
  • clarificação do teor de algumas informações financeiras constantes da Ficha de Informação Normalizada (FIN);
  • obrigatoriedade de entrega da FIN aos fiadores - novos sobre-endividados;
  • alteração da lei para redução de tetos máximos das taxas de juro no crédito ao consumo;
  • introdução de lei para definição de tetos máximos das taxas de juro no crédito à habitação;
  • alteração de legislação para possibilitar o resgate de PPRs e PPRE, sem quaisquer penalizações fiscais ou contratuais.
Na fase da renegociação extrajudicial de situações de incumprimento, a DECO propõe a introdução de medidas legislativas que proíbam o agravamento do spread, em virtude do prolongamento da duração do contrato, da modificação do estado civil e do desemprego ou ainda por modificações supervenientes de mercado.
É também essencial a consagração e implementação de um Programa de Reestruturação Financeira das Responsabilidades das Famílias Sobre-endividadas, em que os consumidores devem ser acompanhados por entidade devidamente acreditada pelo Ministério da Justiça, como a DECO.
Este Programa deve consagrar soluções, em função da capacidade ou não de renegociação dos créditos. Para famílias ainda com capacidade de renegociação, destacamos as seguintes opções:
  • consolidação obrigatória de créditos;
  • fixação de períodos de carência de amortização de capital;
  • isenção ou redução de juros;
  • alargamento da duração do contrato;
  • venda do imóvel a um Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional, desde que se garanta o pagamento de uma renda inferior à prestação do crédito à habitação;
  • venda do imóvel a um fundo para aquisição de outro, desde que menos oneroso;
  • a dação em pagamento.
Para famílias em situação de carência social e económica, com total incapacidade de renegociação dos créditos, a DECO propõe a adoção de uma solução social, avaliada por uma equipa interministerial, constituída para o efeito, tendo em vista o estabelecimento de períodos de carência, sujeitos a reavaliação, de pagamentos de créditos e dívidas relativas a serviços públicos essenciais. Essas famílias devem ficar isentas do pagamento de despesas relativas à saúde, bem como de custos relativos ao ensino escolar obrigatório.
Na fase judicial, durante o processo executivo, a DECO defende a proibição de penhorar o imóvel por dívidas de baixo valor e a fixação de um valor base para efeitos de venda judicial do imóvel superior a 70% de forma a reduzir ou evitar situações em que, depois da venda, ainda persista um montante de crédito em dívida.
No processo de insolvência judicial, deve ser permitido o alargamento do prazo de pedido de exoneração do passivo restante de 6 para 12 meses, a redução do prazo de 5 anos da concessão efetiva desta exoneração e a exoneração das dívidas do fisco e segurança social.
Neste momento, a DECO congratula-se com a atenção que a Assembleia da República, o Governo e o Banco de Portugal se propõem dedicar a este problema grave e com algumas das intenções já anunciadas.
A DECO chama a atenção para a urgência da tomada de decisões e para a necessidade de medidas devidamente articuladas e integradas e apela a um largo consenso na Assembleia da República que permita encontrar soluções e medidas justas que protejam as famílias sobre-endividadas.

in deco.proteste.pt

11 de abril de 2012

2 Dicas Rápidas Sobre Divida nos Cartões de Crédito

Os cartões de crédito são hoje um meio de pagamento utilizado por uma grande parte dos clientes bancários. As razões da sua utilização prende-se com a comodidade e com a evolução dos meios tecnológicos.
Se até bem pouco atrás um cartão de crédito era um meio de pagamento disponível para um determinado segmento de clientes bancários, hoje, qualquer cliente pode pedir um cartão de crédito junto de um qualquer banco ou num qualquer lugar.
Os utilizadores da internet que optam por efetuar compras online e aproveitando ofertas e descontos reconhecem a importância de possuir um cartão de crédito devido a aceitação generalizada neste mercado global.
Até aqui tudo bem, contudo, as facilidades no acesso a um cartão de crédito bem como no acesso a crédito de curto prazo levou a que muitos clientes bancários experienciassem o peso dos juros e a sensação de incumprimento.
Tendo presente estes cenários, cada vez mais reais e presentes, é necessário implementar medidas válidas e capazes de amenizar ou eliminar o peso da divida nos cartões de crédito. Assim sendo, nada melhor que seguir as nossas duas dicas rápidas para controlar os seus cartões de crédito.
Cartões de crédito

ELIMINE CARTÕES DE CRÉDITO DE QUE NÃO NECESSITA

Ponto final. Não necessita três, quatro, cinco cartões de crédito. Muito provavelmente apenas necessita de um cartão de crédito que reúna todas as vantagens e benefícios que deseja.
Possuir um cartão de crédito, ou dois, limita e concentra a utilização dos cartões de crédito. Permite que possua apenas um limite de crédito e consciencializa-o para a necessidade de possuir um limite de crédito que corresponda com as suas capacidades e necessidades financeiras.
Assim sendo, elimine todos os cartões de crédito de que não necessita e concentre as suas operações num cartão de crédito apenas.
Se possuir dividas nos cartões de crédito então, não hesite em os eliminar para que não sinta a tentação de utilização dos mesmos. Assim irá, gradualmente, eliminado a sua divida.

SEJA RÁCIONAL OU EMOCIONAL COM A DIVIDA DOS SEUS CARTÕES DE CRÉDITO

Confuso? Não se preocupe. Existe utilizadores de cartões de crédito que necessitam de conhecer qual o registo mais confortável para combater a divida existente nos cartões de crédito.
Os utilizadores de cartões de crédito que possuem um registo acentuado no aspecto racional irão obter melhores resultados se implementarem uma estratégia que privilegie o racional. Como por exemplo, podem aplicar uma estratégia que vise eliminar a divida dos cartões de crédito com maior taxa de juro, aproveitando assim os ganhos em matéria de juros pagos.
Por outro lado, os utilizadores de cartões de crédito que possuem um registo acentuado emocional, valorizam a motivação e a necessidade de pequenas vitórias para combater a divida dos cartões de crédito.
Deste modo, uma estratégia válida passa por eliminar a divida do cartão de crédito com menor saldo em divida, permitindo aumentar a motivação através de pequenas vitórias. Do mesmo modo, conseguem sentir a eliminação da divida com maior regularidade.

in produtosbancarios.com

6 de abril de 2012

Como obter crédito com problemas bancários?

O endividamento das famílias portuguesas ainda não parou de subir, assim como o crédito malparado, que se mantém em níveis de crescimento, ainda que tenha abrandado este crescimento deste o passado mês de Novembro. No entanto, continua a ser complicado equilibrar o orçamento mensal com tudo aquilo que as famílias têm a seu cargo. Por isso, cada vez mais aumenta o número de pessoas a pedirem crédito a entidades bancárias e de financiamento. Porém, mais de 25 por cento das solicitações de crédito provêm de alguém que já tem um histórico de incumprimentos perante um outro credor, o que nunca é abonatório para a resposta ao pedido de crédito. Mas existem alternativas.
Quando o cliente já teve problemas ao nível do pagamento de um crédito por ele solicitado, não é necessariamente difícil encontrar uma nova forma de obter o dinheiro que precisa. No entanto, se este for o seu caso, há que pensar bem nas escolhas a fazer, tendo sempre em conta que a decisão a tomar tem de ser consciente, não pensando que, só porque há opções para conseguir o dinheiro que se pretende, não tem de haver preocupações para evitar o agravamento da situação financeira, que por si só já pode ser complicada.
As taxas de sobreendividamento das famílias estão cada vez mais elevadas, o que levou as diversas entidades de concessão de crédito a reverem os seus critérios de atribuição. A maior restrição foi imposta a empresas e particulares que já tenha problemas bancários anteriores, ainda que, no caso das empresas, exista uma maior flexibilidade, pela possível maior geração de riqueza que esta pode vir a ter. Para ambos, a melhor solução para ultrapassar os entraves colocados por um histórico de incumprimento é o recurso ao crédito rápido e sem burocracias, entre os quais, o crédito pessoal é a mais viável e popular.
Solução 1: Crédito Pessoal
O pedido de crédito pessoal é relativamente simples conseguir e existem inúmeras alternativas no mercado português. No entanto, o que tem de se pesar é a viabilidade de cada uma das possibilidades. Assim, importa consultar todas as condições de cada uma das entidades que possa vir a ser credora, escolhendo a que melhores condições oferece para a sua situação actual. Peça todo o tipo de informações, recolha o máximo de dados possível e esteja a par de tudo o que implica o pedido de crédito. O essencial é não ficar com dúvidas e esclarecer tudo aquilo que não seja claro no contrato, bem como todos os pontos que lhe possam parecer estranhos. Nada pode deixar incertezas. Tudo tem de ser confirmado. Aqui no site encontrará dicas e conselhos a seguir nos pedidos de crédito.
Solução 2: Cartão de Crédito
A segunda alternativa para superar as dificuldades em obter crédito, decorrentes de um histórico de incumprimento, é recorrer ao pedido de um cartão de crédito. No entanto, esta decisão não pode ser tomada de ânimo leve, pois implica o cumprimento de pressupostos, que têm de ser respeitados. Por isso, antes de avançar para a solicitação do cartão de crédito, tal como no pedido de crédito pessoal, verifique bem as condições de adesão. Também nesta opção devem ser consideradas as alternativas das várias empresas e os diversos modelos de cartões, decidindo sempre tendo em conta a sua actuação situação financeira e condições futuras asseguradas.
Seja qual for a alternativa escolhida, das duas acima referidas, é aconselhável que seja pedida a ajuda de consultores financeiros. Estes profissionais, melhor do que ninguém, poderão recomendar-lhe o que fazer, tendo em conta o estado das suas finanças. Em qualquer um dos casos, pondere sempre muito bem a opção a tomar e se tem mesmo de a tomar, pois será mais um encargo no seu orçamento mensal. Pense bem antes de agir e não decida de “cabeça quente”. Considere todos os prós e contras antes de avançar para qualquer uma das opções.

in ocreditopessoal.com

26 de março de 2012

Crédito pessoal com problemas bancários


Problemas bancários

Por problemas bancários entende-se que uma pessoa tenha o seu nome na “lista negra” do banco de Portugal por incumprimento.
De notar que estas pessoas não são irresponsáveis e que não devem ter vergonha de se encontrar com problemas bancários. A vida dá muitas voltas e as adversidades atingem qualquer pessoa. O melhor que há a fazer é dar a volta ao assunto sem olhar para trás.
O melhor a fazer será mesmo pagar a dívida que possui de forma a não ter o nome na “lista negra” para poder recorrer a um crédito pelas vias normais. Sair-lhe-á mais barato, menos moroso e terá menor de ver o seu pedido recusado. Contudo, devo avisar desde já, que se a situação estiver muito má em termos financeiros, não poderá recorrer a qualquer tipo de crédito por representar um risco muito grande para os bancos ou financeiras.
Num artigo anterior, foi abordado de forma superficial este assunto, sendo dada a dica do cartão de crédito para enfrentar este problema. Porém, o cartão de crédito apenas é útil para pequenos valores (geralmente até 1000 ou 1500€), deixando de fora as pessoas que precisam de mais algum dinheiro.
Recorrer ao crédito pessoal

O crédito pessoal foi pensado para as pessoas que necessitam de dinheiro rápido e sem burocracias. Regra geral, qualquer pessoa está habilitada a usufruir do crédito pessoal desde que não tenha o nome “manchado”. Mas até para as pessoas que têm o seu nome na lista negra, é possível recorrer ao crédito pessoal.
As regras não são bem as mesmas porque uma pessoa que nunca teve a infelicidade de entrar em incumprimento tem mais valor para as financeiras do que as pessoas com problemas bancários. E a razão é óbvia: menor probabilidade de incumprimento.
Se tem problemas bancários e precisa de um crédito rápido, deve estar sem saber o que fazer. Sair disparado de casa directo para os escritórios das financeiras e discutir com as pessoas que lá trabalham ou até mesmo recorrendo ao lado emocional dos funcionários não irá resultar. Eles têm ordens a cumprir e não deixarão de o fazer para ajudar um desconhecido.
O melhor a fazer é preparar-se para enfrentar esta situação.
Existem dois tipos de crédito pessoal

O crédito pessoal, à semelhança de os créditos tradicionais, está dividido em duas categorias: com ou sem garantia por parte do cliente.
O crédito pessoal com garantia é fornecido com base em alguma garantia. Um fiador (pessoa que se responsabiliza em caso de incumprimento), o carro, a casa ou até acções da bolsa de valores são algumas das várias opções.
O crédito pessoal sem garantia é diferente pois não precisa de qualquer tipo de garantia mas normalmente tem taxas de juro superiores, menos dinheiro para emprestar e menos tempo para liquidar a dívida.
No caso de querer pedir um crédito pessoal com problemas bancários, a sua opção será o crédito pessoal com garantia como forma a dar mais segurança à entidade financeira que irá fazer o empréstimo.
Caso não tenha qualquer garantia para oferecer, terá de mostrar de alguma forma que consegue pagar a sua dívida. Apresentar o recibo de ordenado, extractos da conta corrente e provar que tem um contrato de trabalho sólido são factores essências para obter o crédito pessoal. Se o fizer, está a demonstrar que tem formas de pagar o empréstimo.

Condições do crédito pessoal

Recorrer ao crédito pessoal com problemas bancários tem as suas desvantagens. As taxas de juro serão certamente superiores ao normal devido ao risco que a financeira está a ter mas em caso de necessidade urgente, são suportáveis.
Lembre-se também de escolher as 5 melhores financeiras e fazer uma simulação em todas elas. Ficará surpreendido com as diferenças nos juros e demais atenuantes do crédito pessoal.

in ecreditosrapidos.com

14 de novembro de 2011

Dicas para evitar o sobreendividamento

A austeridade, o desemprego e os salários em atraso estão a fazer disparar os casos de sobreendividamento das famílias.
Outra situação que é apontada como uma das causas do endividamento excessivo é o divórcio. Devido às despesas com a pensão de alimentos, se houver filhos, à partilha de bens, à redução do rendimento mensal e à duplicação de gastos, os casais que se divorciam tendem a enfrentar mais dificuldades em equilibrar os seus orçamentos.
O Diário Económico mostra-lhe como não cair numa situação de sobreendividamento. A regra de ouro é não gastar mais do que ganha e, para controlar as despesas, deve fazer mensalmente um orçamento familiar, uma tarefa que pode partilhar com os seus filhos, para que também eles tenham consciência da capacidade financeira do agregado. Não se esqueça de destinar sempre uma parcela do rendimento para engordar o seu ‘pé-de-meia' (que deverá ser equivalente a seis salários), de modo a enfrentar imprevistos. O ideal, segundo a Deco, é que o montante afectado à poupança não seja inferior a 10% do rendimento mensal do agregado familiar. Além disso, as despesas com créditos (como com a habitação e o automóvel) ou rendas não devem ultrapassar 40% do rendimento mensal disponível. E, sempre que for possível, deve amortizar as dívidas ao banco, usando, por exemplo, parte dos subsídios de férias e Natal.
É aconselhável ainda reduzir o número de cartões de crédito, usando-os apenas quando estritamente necessário e nunca nas despesas do dia-a-dia. Deve ainda liquidar na totalidade os pagamentos efectuados com o cartão de crédito dentro do período em que não são cobrados juros.
Outra regra importante é só comprar aquilo de que realmente precisa e tem possibilidade de pagar. Para isso, pense duas vezes antes de adquirir alguma coisa e nunca vá às compras com fome, pois tenderá a fazer gastos mais elevados.
Um último conselho: os especialistas recomendam que os consumidores aos primeiros sinais de excesso de endividamento peçam a ajuda de familiares. Além disso, poderão sempre recorrer ao gabinete de apoio ao sobreendividado da Deco.

fonte: economico.sapo.pt
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