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19 de janeiro de 2013

Já escolheu o seu fornecedor de luz? Tem até ao dia 31 para evitar penalizações

A Deco compara a liberalização do mercadode energia com a dos combustíveis realizadaem 2004 e que levou ao aumento contínuodos preços desta matéria-prima


  O mercado regulado de electricidade termina no dia 31 de Dezembro, mas os consumidores domésticos têm um período transitório de três anos (ou seja, até ao final de 2015) para escolher o seu novo fornecedor de luz no mercado livre. Mesmo que queira manter o mesmo fornecedor (a EDP, por exemplo, que é líder de mercado) tem de contactar a empresa para realizar um novo contrato no mercado livre.
No entanto, caso queira continuar no mercado regulado será sujeito a um aumento de 2,8% na sua factura no primeiro trimestre. Caso continue sem negociar um novo contrato no mercado livre, essa “multa” será revista de três em três meses até 31 de Dezembro de 2015 pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)
Neste momento há cerca de 4,6 milhões de consumidores domésticos e 1,1 milhões de gás que continuam no mercado regulado e que começam a sentir essa pressão para fazer a mudança. Por isso mesmo, o ideal é escolher o novo operador até ao final deste ano, dia 31 de Dezembro, para que possa fugir a estes aumentos.
Mas nem tudo são facilidades. Para evitar “escolhas à pressa”, a Associação de Defesa dos Consumidores (Deco) aconselha os consumidores a reunirem primeiro todas as ofertas disponíveis no mercado livre e respectivos preços para poderem seleccionar a melhor proposta. Para isso terão de saber exactamente os dados de consumo anuais de energia de forma a escolherem a potência adequada. “Pior que fazer uma mudança à pressa é fazer uma má mudança”, diz ao i Vítor Machado, da Deco, alertando ainda que “há clientes ainda têm potências contratadas demasiado elevadas para as suas necessidades”.
Segundo o mesmo, o máximo de potencia contratada deverá ser de 6,9 kVA, mas admite que consumidores com potências de 3,45 e 4,6 kVA “apresentam o mesmo nível de conforto”.
Melhores apostas A oferta da Iberdrola na luz e da Goldenergy no gás (empresa do grupo Dourogás) são consideradas pela Deco as soluções mais económicas para os consumidores (ver números ao lado). “A Goldenergy é o fornecedor com custos mais baixos, ultrapassando a poupança os 80 euros anuais face ao tarifário mais caro, o da Galp On Comfort Care”, refere o responsável, afirmando ainda que “a Iberdrola é a melhor solução no caso da luz e a oferta da Goldenergy é imbatível”.
Vítor Machado diz ainda que o mercado liberalizado apresenta propostas mais interessantes na tarifa simples, mas a tarifa bi-horária da EDP é a que permite maior poupança: 117 euros por ano face à tarifa mais cara (a EDP Verde, que obriga à contratação de uma potência de 6,9 kVA) e, quando comparada com a tarifa regulada, apresenta uma diferença de 48 euros por ano.
Contratos de fidelização Um dos aspectos que os consumidores devem ter em conta na escolha do seu fornecedor no mercado livre diz respeito aos contratos de fidelização. “Com excepção da Endesa e da Goldenergy, todas as outras empresas exigem um período de fidelização de pelo menos 12 meses, o que é um absurdo. Além disso, os descontos que oferecem, e que variam de 2% a 5%, só são aplicados durante essa fidelização e se por qualquer motivo o cliente quiser desistir durante esse período sofre uma grande penalização. Ou seja, o preço prometido só é válido por um ano.”
O responsável alerta para o risco de os operadores no mercado livre virem a reflectir mais tarde o preço de acesso à rede definido pela ERSE, o aumentaria “inevitavelmente o preço da luz na factura mensal”. De acordo com o mesmo, “o mais certo é os operadores no mercado livre colarem--se aos preços que são praticados no mercado regulado durante esse período”.
No fundo, Vítor Machado compara esta situação com a liberalização do mercado de combustíveis ocorrida em Janeiro 2004 e que teve como consequência um aumento contínuo do preço desta matéria-prima. “Até essa data o governo regulava os preços dos combustíveis e depois da liberalização os operadores passaram a colar o seu preço aos valores praticados pelo líder de mercado. Um exemplo que poderá ser seguido no mercado de electricidade, já que o mercado é português é pequeno, a oferta de fornecedores é reduzida e estamos neste momento a ser pressionados para fazer essa mudança a correr”, conclui.

1 de janeiro de 2013

Operadoras: Dicas para poupar na fatura da energia


Os operadores do mercado livre oferecem descontos, mas os preços vão aumentar. Confira as suas opções

As tarifas reguladas da eletricidade e do gás acabam este ano, mas os consumidores domésticos têm um período de três anos para procurar um comercializador de mercado, beneficiando, até final de 2015, das tarifas transitórias fixadas pela ERSE. Mas, atenção: os preços passarão a ser revistos de três em três meses e serão tendencialmente mais altos que no mercado livre, de modo a incentivar a transferência. Se fizerem já a mudança, os consumidores poupam, no mínimo, 5% na fatura mensal, caso optem pelo mesmo fornecedor para a eletricidade e o gás. Contudo, o alívio mensal na despesa das famílias não durará muito. O esperado aumento dos custos de produção fará com que os preços da energia subam ainda mais, tanto no mercado regulado como no mercado livre. Em janeiro, a eletricidade aumenta 2,8% e o gás 2,5%, para quem se mantiver no mercado regulado.
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Como fazer a mudança
Escolha o novo fornecedor em três passos. A mudança é gratuita e não implica a substituição do contador, a menos que o solicite
1 - Consultar a lista de comercializadores em www.erse.pt.  Na eletricidade, as empresas mais ativas são a EDP, Galp Energia e Endesa. No gás, são a Galp, EDP e Goldenergy
2 - Comparar preços, condições e prazos de pagamento, promoções e outros. A ERSE e a Deco dispõem de simuladores de preços
3 - Celebrar o contrato de fornecimento. O comercializador escolhido tratará de todo o processo de mudança, num prazo máximo de três semanas, sem que haja interrupção do fornecimento


fonte: visao.sapo.pt

30 de outubro de 2012

Simulador: Vale a pena combinar gás e luz numa fatura? Ou nem por isso?Deco fez as contas e percebeu qual a melhor tarifa para o perfil de cada utilizador. Confira aqui


Deco fez as contas e percebeu qual a melhor tarifa para o perfil de cada utilizador. Confira aqui 


A DECO criou um simular que lhe permite perceber qual a tarifa que melhor se adequa ao perfil de cada consumidor doméstico.
O simulador apresenta uma estimativa da fatura anual do consumo de eletricidade e gás natural de cada cliente. E os preços apresentados incluem todas as taxas, serviços e impostos em vigor, como o IVA, consoante a sua localização geográfica.


Face aos dados introduzidos, os resultados do simulador constituem a melhor aproximação possível no momento. Os valores reais poderão diferir devido às diferenças entre a estimativa e as variáveis reais de faturação, como o consumo e sua repartição.

Confira aqui


Fonte: Deco-Proteste e www.dinheirovivo.pt







Eletricidade: preço vai subir 2,8% em 2013



Famílias economicamente vulneráveis deverão registar aumento de 1,3%

Os preços da eletricidade deverão aumentar 2,8% para as famílias em 2013, de acordo com a proposta da Entidade Reguladora do Setor Energético (ERSE), publicada esta segunda-feira.

Esta variação média de 2,8% vai repercutir-se num acréscimo de 1,24 euros por mês numa fatura média de cerca de 47 euros (com o IVA a 23%), o que abrange a maioria dos consumidores domésticos portugueses (cerca de 5,6 milhões).

«Na tarifa social, o aumento será de 1,3% para os consumidores considerados economicamente vulneráveis», ou seja, de 30 cêntimos numa fatura mensal de 23 euros (com o IVA a 23%), mas, não sendo transitória, esta variação vigorará durante todo o ano de 2013.

No caso dos consumidores das regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, a tarifa regulada de venda a clientes finais terá a mesma variação (2,8%), mas não será sujeita a revisão trimestral, já que, «por serem consideradas regiões ultraperiféricas no espaço europeu, não estão abrangidas pelo processo de liberalização do sistema elétrico que decorre no continente».

A ERSE justifica este aumento com o agravamento do custo de produção da energia elétrica e com a quebra no consumo.

«Os custos de produzir eletricidade, quer através de centrais convencionais (hidroelétricas e térmicas), quer através de centrais que utilizam produção em regime especial (renováveis e cogeração) agravaram-se. Este agravamento deve-se essencialmente ao facto de os preços no mercado grossista a prazo estarem a subir, à previsão da manutenção dos elevados custos do preço do petróleo nos mercados internacionais e ao facto da produção em regime especial ter aumentando (há mais capacidade instalada) e ter um custo médio superior ao das centrais convencionais», revela o documento.

A ERSE estima ainda que o consumo de eletricidade em 2013 estabilize em torno de um valor próximo do consumo verificado em 2006. «Esta quebra do consumo, que já se verificou em 2012, conduz a um aumento dos custos unitários de energia elétrica porque parte dos custos a recuperar pelas tarifas, como os CIEG (Custos de Interesse Económico Geral), são fixos e não variam com o consumo».

As tarifas transitórias aplicam-se a partir de 1 de janeiro de 2013, sendo suscetíveis de revisão trimestral.

Aumento seria de 11% sem corte de rendas excessivas

Em comunicado, o Ministério da Economia diz que, sem as medidas adotadas pelo Governo, o aumento da eletricidade para 2013 seria de 11%.

Segundo o ministério liderado por Álvaro Santos Pereira, «a variação tarifária de 2,8% agora anunciada pela ERSE está fortemente influenciada pelas medidas de redução de rendas excessivas adotadas pelo Governo ao longo do ano de 2012».

O Governo defende que sem essas medidas, «a variação teria sido de aproximadamente 11,4%, o que constituiria um aumento absolutamente incomportável para as famílias e empresas, especialmente na atual conjuntura económico-financeira que o país atravessa», acrescentando que é a «mais baixa variação tarifária dos últimos sete anos».

A variação agora determinada pela ERSE está, segundo o Ministério, «ligeiramente abaixo da inflação» e teve em conta «um impacto de 410 milhões de euros na redução do défice tarifário de 2013».

As reduções de custos repercutidas nas tarifas do próximo ano, segundo o Executivo, foram, entre outras, de 103 milhões de euros da remuneração de custos no mecanismo de garantia de potência ou 47 milhões de euros nos produtores a partir da cogeração.




Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt
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