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6 de dezembro de 2012

Poupar em família: dicas para cortar na alimentação com equilíbrio

Filipa Esteves e Hugo Inoque têm dois filhos pequenos e estão desempregados. Encontrámos soluções saudáveis e equilibradas para uma ementa mais em conta. Preparar as refeições em casa, como a família faz, permite poupar a partir de 4200 euros por ano.


Pais da Beatriz, de 7 anos, e do Santiago, com 3, a Filipa e o Hugo perderam o emprego. Como seria de esperar, a alimentação é uma das áreas que mais os preocupam. Dando seguimento à série de artigos sobre poupanças e depois de termos percorrido as áreas das finanças e dos serviços públicos essenciais, reunimos agora as nossas sugestões para os Inoque reduzirem custos na alimentação sem comprometer a qualidade e o equilíbrio nutricional.



Se um casal preparar as refeições em casa e as levar para o emprego, em 22 dias úteis, poupa € 4224 ao fim de um ano.

Comida caseira por menos 4224 euros


As marmitas e lancheiras são cada vez mais populares. Se um casal preparar o pequeno-almoço e o almoço em casa e os levar para o emprego, em 22 dias úteis de trabalho, poupa € 4224 ao fim de um ano face ao restaurante. No último caso, tivemos em conta um custo de € 2,30 diários, por pessoa, para o pequeno-almoço e de € 7 para o almoço. Já um pequeno-almoço levado de casa pode ficar em 60 cêntimos por pessoa e o almoço em 1 euro. Quanto mais elementos da família optarem pela comida caseira e mais refeições no restaurante forem substituídas, mais elevada será a poupança.
Consoante os modelos de lancheiras e marmitas, encontrámos preços entre 6 e 40 euros. Para garantir equilíbrio e qualidade, convém alternar as refeições ao longo da semana. Líquidos, como água, leite meio-gordo, iogurte ou sumo 100%, têm lugar numa lancheira saudável. Preveja também uma sandes, variando o tipo de pão: branco, de mistura, integral, sementes, etc. Se não quiser ir às compras todos os dias, pode comprar e congelar ou fazer na máquina. No acompanhamento, alterne, por exemplo, manteiga ou margarina, fiambre, queijo, doce, atum, tomate e alface.
A fruta é presença obrigatória: o lanche é um bom momento para cumprir a dose de 3 a 5 porções diárias. Introduza ainda vegetais, como a cenoura. Pode incluir de vez em quando uma guloseima, como bolachas, fatia de bolo ou pão com recheio de chocolate.
Para a marmita do almoço, prepare a refeição no dia anterior. Cozinhe porções extra de arroz ou massa, para acompanhamento ou base de saladas. Reserve para a entrada uma boa sopa. Utilize fruta e legumes da época.
Ao cozinhar, escolha o bico do fogão adequado ao tamanho de cada panela. Se a chama ultrapassar o fundo do recipiente, desperdiça gás. Para fazer sopa, use uma panela de pressão e não a normal, para poupar até 30% de energia.

A nossa ementa semanal completa e variada para quatro pessoas custa € 10 a € 12 por dia. 

A nossa ementa semanal completa e variada para quatro pessoas custa € 10 a € 12 por dia.

Ementa para quatro por 350 euros mensais


Comer bem e saudável pode ser mais barato do que optar por alimentos pré-preparados. A ementa semanal completa para quatro pessoas que delineámos custa € 10 a € 12 por dia, ou seja, € 350 ao fim do mês e € 4200 num ano. Inclui pequeno-almoço, merenda a meio da manhã, almoço, lanche e jantar. Variámos os alimentos entre fruta, legumes, carne, peixe, arroz, massa, laticínios e pão.
Nos nossos cálculos, optámos pelos produtos mais baratos. Muitos consumidores perguntam-nos se podem confiar na sua qualidade. Para responder à questão, fizemos um estudo que incluiu todos os testes a produtos alimentares publicados na PROTESTE e na TESTE SAÚDE nos últimos três anos.
Nas categorias de frescos, laticínios e conservas, as marcas mais baratas revelam uma qualidade idêntica à das mais dispendiosas. Já nas categorias de bebidas alcoólicas, frescos, congelados, mercearia e higiene pessoal e do lar, verificámos que as marcas mais baratas tinham uma relação aceitável entre a qualidade e o baixo preço. Faça a escolha a partir dos nossos testes comparativos.
Em média, estes produtos permitem poupar 40% no preço face às outras marcas que testámos. Portanto, podem ser uma boa opção. Coloque o nosso simulador à prova e encontre os supermercados mais baratos da sua região para poupar nas compras.

fonte: deco.proteste.pt

11 de novembro de 2012

Alimentação: APED diz que nova taxa será paga pelos consumidores

 

Associação do setor diz que taxa é «inoportuna»


O setor da grande distribuição considerou esta quarta-feira «inoportuna» a proposta do Governo de criação de uma taxa de saúde e segurança alimentar, e assegurou que será o consumidor a suportar o acréscimo dos custos nos bens alimentares.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), na reação à proposta do Governo, divulgada na terça-feira, e que prevê a criação de uma taxa de saúde e segurança alimentar, tornou pública a «posição setorial da grande distribuição», considerando que «na presente situação económica e conjuntura é inoportuno estarmos a criar mais uma taxa».

«É um setor que já está altamente sujeito a uma carga fiscal elevada, pelo que neste contexto de crise económica a nossa posição é de não concordância com esta iniciativa do Governo», sublinhou a diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais.

A responsável referiu que este setor «está neste momento debaixo de uma grande pressão», devido à perda de poder de compra dos consumidores, o que deixa a grande distribuição sem margem para absorver o custo da nova taxa, que ainda terá que ser determinada pelo Governo.

«Não haverá alternativas a não ser refletir no preço final dos bens alimentares e afetar o consumidor, numa altura em que já está particularmente fragilizado no seu poder de compra», alertou Ana Isabel Trigo Morais.

O Governo pretende criar uma taxa de saúde e segurança alimentar, cujo valor ainda se desconhece, a pagar pelos estabelecimentos de comércio alimentar por grosso e a retalho, segundo um decreto-lei a que a agência Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um decreto-lei do Ministério da Agricultura, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que deverá ser aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira, o Governo pretende criar o Fundo de Saúde e Segurança Alimentar Mais, com os objetivos de «compensar os produtores, no quadro da prevenção e erradicação das doenças dos animais e das plantas, bem como das infestações por parasitas», além de «apoiar as explorações pecuárias» e «incentivar o desenvolvimento da qualidade dos produtos agrícolas».

O diploma determina ainda casos de isenção do pagamento da taxa de saúde e segurança alimentar, nomeadamente a «estabelecimentos com uma área de venda inferior a 400 metros quadrados ou pertencentes a microempresas, desde que não pertençam a uma empresa que utilize uma ou mais insígnias ou esteja integrada num grupo, e que disponham, a nível nacional, de uma área de venda acumulada igual ou superior a 2.000 metros quadrados».

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) prefere, para já, não tomar uma posição relativamente à intenção anunciada pelo Governo, por ainda não ter «um conhecimento aprofundado do projeto-lei», mas considerou «deveras preocupante» para o setor a introdução desta nova taxa e manifestou-se solidária com a posição da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

A CCP manifestou-se na terça-feira «indignada» com a nova taxa para o comércio alimentar, criada pelo Governo por um decreto-lei que deverá ser aprovado no Conselho de Ministros de quinta-feira.

A confederação, que recebeu a notícia «com surpresa», diz que «este diploma não se limita a criar o Fundo de Saúde e Segurança Alimentar Mais, mas prevê igualmente a consagração de uma taxa a pagar pelos estabelecimentos de comércio alimentar ou mistos», que considera ser «totalmente inoportuna»
.


In: www.agenciafinanceira.iol.pt




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