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11 de novembro de 2012

Alimentação: APED diz que nova taxa será paga pelos consumidores

 

Associação do setor diz que taxa é «inoportuna»


O setor da grande distribuição considerou esta quarta-feira «inoportuna» a proposta do Governo de criação de uma taxa de saúde e segurança alimentar, e assegurou que será o consumidor a suportar o acréscimo dos custos nos bens alimentares.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), na reação à proposta do Governo, divulgada na terça-feira, e que prevê a criação de uma taxa de saúde e segurança alimentar, tornou pública a «posição setorial da grande distribuição», considerando que «na presente situação económica e conjuntura é inoportuno estarmos a criar mais uma taxa».

«É um setor que já está altamente sujeito a uma carga fiscal elevada, pelo que neste contexto de crise económica a nossa posição é de não concordância com esta iniciativa do Governo», sublinhou a diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais.

A responsável referiu que este setor «está neste momento debaixo de uma grande pressão», devido à perda de poder de compra dos consumidores, o que deixa a grande distribuição sem margem para absorver o custo da nova taxa, que ainda terá que ser determinada pelo Governo.

«Não haverá alternativas a não ser refletir no preço final dos bens alimentares e afetar o consumidor, numa altura em que já está particularmente fragilizado no seu poder de compra», alertou Ana Isabel Trigo Morais.

O Governo pretende criar uma taxa de saúde e segurança alimentar, cujo valor ainda se desconhece, a pagar pelos estabelecimentos de comércio alimentar por grosso e a retalho, segundo um decreto-lei a que a agência Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um decreto-lei do Ministério da Agricultura, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que deverá ser aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira, o Governo pretende criar o Fundo de Saúde e Segurança Alimentar Mais, com os objetivos de «compensar os produtores, no quadro da prevenção e erradicação das doenças dos animais e das plantas, bem como das infestações por parasitas», além de «apoiar as explorações pecuárias» e «incentivar o desenvolvimento da qualidade dos produtos agrícolas».

O diploma determina ainda casos de isenção do pagamento da taxa de saúde e segurança alimentar, nomeadamente a «estabelecimentos com uma área de venda inferior a 400 metros quadrados ou pertencentes a microempresas, desde que não pertençam a uma empresa que utilize uma ou mais insígnias ou esteja integrada num grupo, e que disponham, a nível nacional, de uma área de venda acumulada igual ou superior a 2.000 metros quadrados».

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) prefere, para já, não tomar uma posição relativamente à intenção anunciada pelo Governo, por ainda não ter «um conhecimento aprofundado do projeto-lei», mas considerou «deveras preocupante» para o setor a introdução desta nova taxa e manifestou-se solidária com a posição da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

A CCP manifestou-se na terça-feira «indignada» com a nova taxa para o comércio alimentar, criada pelo Governo por um decreto-lei que deverá ser aprovado no Conselho de Ministros de quinta-feira.

A confederação, que recebeu a notícia «com surpresa», diz que «este diploma não se limita a criar o Fundo de Saúde e Segurança Alimentar Mais, mas prevê igualmente a consagração de uma taxa a pagar pelos estabelecimentos de comércio alimentar ou mistos», que considera ser «totalmente inoportuna»
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In: www.agenciafinanceira.iol.pt




8 de novembro de 2012

Prestação da casa sem subidas até final de 2013

 


 

Mesmo sem novos cortes de juros, custos do crédito à habitação continuam a cair

Nunca os portugueses pagaram tão pouco pela prestação da casa ao banco. O custo do financiamento a este nível está em mínimos de sempre, tal como as taxas interbancárias Euribor. Por seu turno, estas já estão abaixo da taxa de juro do BCE (que também se encontra no valor mais baixo de sempre).

De acordo com o «Jornal de Negócios», há um ano um crédito de 100 mil euros, a 30 anos, com um spread de 0,7% pagava 383,40 euros. Hoje paga 317,40 euros, menos 17,2%.

Os portugueses tem, assim, motivos para sorrir e vão continuar a ter. É que a tendência continua a ser de descida no próximo ano, ainda que a margem para uma eventual redução da mensalidade seja menor.

A economista do BPI, Paula Carvalho, acredita que «não deverá ocorrer um movimento de inversão tão cedo mas sim a estabilização em níveis baixos por um período de tempo prolongado. A inversão do ciclo não deverá ocorrer antes de finais de 2014», remata. 

In: www.agencia financeira.iol.pt


FAO: alimentos mais baratos 8%


Dados referem-se aos primeiros dez meses deste ano


Os preços dos alimentos diminuíram, em média, 8 por cento nos primeiros dez meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2011, anunciou hoje a Organização de Agricultura e Alimentação da ONU (FAO).

A considerável redução dos preços internacionais e de mercadorias, juntamente com a diminuição de compra de cereais, prevê uma redução dos gastos derivados da importação de alimentos, sublinha.

Em 2012, a previsão global da importação de alimentos fixou-se em 1,14 mil milhões de dólares, menos 10 por cento que o valor recorde atingido em 2011, adianta a nota da FAO, escreve a Lusa.

Em relação aos cereais, o mercado da oferta e da procura deverá registar uma redução considerável em 2012 e 2013, devido principalmente à diminuição da produção de trigo e milho.

A FAO prevê que a produção mundial de cereais diminua 2,7 por cento este ano relativamente ao valor recorde de 2011, ou seja, uma redução de 25 milhões de toneladas de cereais no mercado mundial.

Em relação ao trigo, o ajustamento no mercado da oferta e da procura mundiais mantém-se nos níveis dos preços do trigo em 2011, explica a organização.

A informação mais recente sobre a produção confirma uma colheita menor de trigo em 2012, bem como uma diminuição considerável das existentes, pelo que a FAO prevê uma diminuição no comércio mundial em 2012 e 2013 abaixo do pico da temporada anterior.

Sobre a produção mundial de arroz, a FAO assegura que, em 2012, poderá superar o recorde da última temporada, dadas as condições de cultivo favoráveis.

A procura das importações mantém-se firme e prevê-se a expansão do comércio do arroz em 2012, com um novo, ainda que diminuto, aumento em 2013, adianta.

A produção mundial de açúcar deverá alcançar um novo recorde, mais que suficiente para cobrir as necessidades do consumo mundial, de acordo com a FAO.

As grandes possibilidades de exportação nos principais países fornecedores, juntamente com o reforço das existências de açúcar nos principais países importadores, vão permitir um impulso do comércio em 2012 e 2013, refere a organização.

Em relação à carne, o mercado mundial está a ser afetado pelos elevados preços das rações, estancamento do consumo e queda da rentabilidade, pelo que a produção deverá diminuir 2 por cento, segundo a FAO.

«Com os preços internacionais perto de máximos históricos, o crescimento do comércio mundial também está a desacelerar», lembra.

A FAO também refere que os preços internacionais dos produtos lácteos estão a aumentar, mas adianta que a produção de leite continua a aumentar em muitos países, especialmente na Ásia, Oceânia e América do Sul. 


In: www.agenciafinanceira.iol.pt

7 de novembro de 2012

Deco: mais de 40% dos contadores da EDP têm desacertos



 

A Associação de Defesa dos Consumidores (Deco) encontrou irregularidades nos equipamentos de clientes da EDP com tarifas bi e tri-horárias. Decidiu, por isso, denunciar os erros nos contadores e nas contas da elétrica.

Num estudo efetuado, a associação concluiu que mais de 40% dos contadores de eletricidade multi-tarifa em Portugal têm desacertos superiores ao permitido, que podem ir dos três minutos a uma hora por ano, com a fatura a ser paga pelos consumidores.

Ana Tapadinhas, da Deco, disse esta quinta-feira à TVI que identificou falhas em pelo menos 31 tipos de contadores, quando a EDP tinha registado erros apenas em dois aparelhos diferentes.

Já a elétrica diz-se empenhada na concretização de uma auditoria independente aos contadores, que deverá estar concluída brevemente. E a ERSE espera ter resultados das três auditorias que está a levar a cabo nos próximos meses.

Mas como a Deco têm estado a receber queixas diariamente - 9 mil nos últimos 5 meses - decidiu ir para o terreno. Fez um estudo e concluiu que há 43 por cento dos contadores bi-horários da elétrica que estão desacertados.

Mais: 71,4% desses contadores tinham diferenças no relógio inferiores a 10 minutos e 43% inferiores a 3 minutos. 5,3% eram superiores a uma hora.

Em Junho, a EDP reconheceu irregularidades, mas alegou que apenas 12% dos clientes foram afetados, sendo que anunciou que iria indemnizá-los.

Agora, o número de consumidores a reclamar é bastante superior e atinge muito mais modelos.

A associação pede, por isso, que todos os clientes afetados sejam indemnizados pela EDP e não apenas os 100 mil que já foram admitidos pela empresa.

A Deco exige ainda que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos apresente o quanto antes a auditoria feita sobre este tema. 



In: www.agenciafinanceira.iol.pt

30 de outubro de 2012

Bolsa de emprego: aqui há oportunidades para recém-licenciados

 

Novo projeto no grande Porto vai ajudar jovens formados em diversas áreas a entrarem no mercado de trabalho


O Centro Empresarial Lionesa (CEL) criou uma bolsa de emprego com dezenas de propostas de estágios profissionais em diversas áreas para ajudar jovens recém-licenciados a entrarem no mercado de trabalho, foi anunciado esta segunda-feira.

Organizado em parceria com a Life Training, o IGetaJob@Lionesa propõe-se a «colocar em contacto empregadores e candidatos» com o objetivo de «minimizar o impacto do desemprego jovem no Grande Porto», adiantou à Lusa fonte da organização.

Paralelamente, o projeto vai organizar ações de formação sobre comunicação e atitude na relação com futuros empregadores, para ajudar os recém-licenciados na entrada no mundo do trabalho.

Numa primeira fase, durante o mês de outubro, o IGetaJob@Lionesa vai percorrer as instituições de ensino superior do Grande Porto com ações de formação sobre atitude e comunicação e incentivando à pré-inscrição no projeto.

Os licenciados inscritos podem, depois, a 09 de novembro, entregar a sua apresentação e currículo no Centro Empresarial Lionesa, em Leça do Balio, Matosinhos, sendo-lhes atribuído um número pessoal a usar na 3.ª fase do projeto.

Ainda neste dia, a Life Training será responsável por uma ação de formação sobre entrevistas de emprego, com simulação de situações reais.

Na última fase, a 20 de novembro, os licenciados deverão voltar ao CEL munidos do seu número de identificação para um encontro com os potenciais empregadores.

«Neste encontro, os responsáveis pelas empresas interessadas já sabem o número a que correspondem os candidatos selecionados e podem abordá-los de forma anónima e informal, sem a conotação de uma entrevista de emprego», destaca a organização.

O objetivo «é que deste encontro informal, saiam já possíveis contratos de estágio e emprego».

Segundo os promotores, a criação da bolsa de emprego resultou de uma «auscultação às empresas» sediadas nos centros empresariais do grupo e a outras da região.



Fonte. www.agenciafinanceira.iol.pt




As 10 profissões mais stressantes

 

Há quem tenha de lidar com situações complicadas diariamente ou, pelo menos, estar constantemente preparado para elas 

 Um mau dia no trabalho pode deixar qualquer pessoa à beira de um ataque de nervos, mas já imaginou o que seria se o stress fosse um factor inerente à sua profissão?

Grande competitividade, perigo de morte e prazos apertados foram alguns dos factores que pesaram para determinar quais são as profissões mais stressantes do ano. Veja se a sua profissão é uma delas... Se não, tente relaxar e pense que há alguém a ter um dia mais desgastante do que o seu.



1) Soldado em situação de guerra
Quem arrisca a vida no campo de batalha não pode distrair-se nem por breves instantes. O estado de alerta tem de ser constante e isso faz desta profissão a mais stressante de todas.

2) Bombeiros

Não só arriscam as vidas como têm de lidar com a responsabilidade de minimizar os danos para terceiros. Isso sem contar com a rotina de luta contra o tempo e a pressão para tomar decisões rápidas.

3) Piloto de avião
Pilotar um avião cheio de passageiros, cumprir os horários com a máxima exactidão e trabalhar durante várias horas seguidas. São estas as razões que colocam os pilotos na terceira posição.

4) General Militar

Eles têm de coordenar tropas, tomar decisões, moralizar os soldados e poupar o máximo de vidas possível através das melhores estratégias de guerra. Isto tudo ao mesmo tempo que sofrem uma enorme pressão por parte do Governo.

5) Polícia

Quando um polícia está de serviço, nunca sabe o que poderá acontecer. A responsabilidade de garantir a segurança de terceiros, nem que para isso tenham de arriscar a própria vida, é um grande factor de ansiedade.

6) Coordenador de eventos

Tudo num grande evento passa pelas mãos do coordenador - desde a logística até à contratação das estrelas. Esta tarefa exige bons relacionamentos profissionais e habilidade para trabalhar em prazos apertados.

7) Executivos de relações públicas

O executivo de relações públicas tem de garantir que tudo corre na perfeição. As longas jornadas de trabalho, aliadas à sensação de que não é possivel controlar tudo, podem ser muito stressantes.

8) Executivo sénior
Chegar ao topo da carreira pode ser a ambição de muitos, mas a verdade é que talvez não saibam quanto trabalho isso exige. Maior status profissional é directamente proporcional aos níveis de stress. O dia de trabalho de um executivo pode ter onze horas.

9) Fotojornalista

Captar uma boa fotografia implica estar horas à espera de um momento que demora apenas uns segundos. Horários inexistentes, salários baixos e, às vezes, ter de estar em lugares perigosos, fazem do fotojornalismo uma profissão stressante.

10) Taxista

Se aquelas horas que passa no trânsito o deixam stressado, imagine ser taxista e poder estar sujeito a essa situação a qualquer momento. Isso e o facto de ser preciso muito cuidado com o tipo de cliente que se apanha no táxi, tornam esta profissão na décima mais stressante desta lista.

 

Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt

Poupança das famílias toca valor mais baixo desde 2001

 

Dados são do Eurostat e dizem respeito à Zona Euro


A taxa de poupança das famílias na Zona Euro baixou no segundo trimestre deste ano, em comparação com o trimestre anterior, tocando o valor mais baixo desde o início de 2001, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat.

Na Zona Euro, a taxa de poupança baixou para 12,9% por cento (%) no segundo trimestre, um valor que compara com os 13,1% observados nos três meses anteriores e que é o mais baixo desde o início de 2001 (últimos dados disponibilizados pelo Eurostat).

O segundo trimestre deste ano foi o primeiro, desde 2001, em que a taxa de poupança das famílias na zona euro ficou abaixo dos 13% acrescenta a Lusa.

No conjunto da UE, a taxa de poupança das famílias manteve-se nos 11%, o mesmo valor registado no primeiro trimestre deste ano, segundo dados das contas trimestrais do gabinete de estatísticas.

A taxa de poupança corresponde à percentagem do rendimento disponível bruto que as famílias reservam para o aforro.

O Eurostat não divulga dados por país.



Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt



Casas de luxo: novas regras fiscais entram hoje em vigor

 

Proposta de Orçamento para 2013 prevê aumentar ainda mais taxas liberatórias em sede de IRS, que deverão subir para 28%

 

 Os proprietários de casas com valor superior a um milhão de euros vão pagar este ano um imposto adicional que varia entre 0,5 e 0,8% do valor do imóvel, numa única prestação que será cobrada até 20 de dezembro.

A lei que aprova as novas regras fiscais para os imóveis de luxo foi publicada esta terça-feira em Diário da República e contém outras taxas adicionais, como o agravamento da tributação dos rendimentos de capitais e mais-valias que passa de 25 para 26,5% e sobre rendimentos obtidos a partir de, ou transferidos para paraísos fiscais, que passam a ser taxados a 35%, escreve a Lusa.

A proposta de Orçamento do Estado para 2013 prevê aumentar ainda mais as taxas liberatórias em sede de IRS, que deverão subir para 28%.

No caso dos proprietários de imóveis de luxo, o Imposto do Selo corresponde a uma taxa adicional de 0,8%, caso o imóvel ainda não tenha sido avaliado segundo as regras do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), aprovado em 2003, ou de 0,5% se a avaliação já tiver sido feita.

No caso dos imóveis que estejam registados em «offshores» esta taxa será de 7,5%.

A liquidação do imposto pela Autoridade Tributária e Aduaneira deve ser efetuada até ao final de novembro de 2012.

Em 2013, a taxa a aplicar será única e de um por cento, exceto para as casas detidas por «offshore» que vão continuar a pagar 7,5%. 

 

Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt

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