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8 de fevereiro de 2018

Quer que o seu crédito à habitação seja aprovado? Siga estas 6 dicas

A procura de casa para comprar pode ser intensa, cansativa e frustrante. Dá por si a pesquisar de forma interminável pela casa dos seus sonhos, mas só encontra sítios que não lhe agradam ou demasiado caros. Até que enfim… acontece! Encontra “aquela” casa. Económica, confortável, espaçosa e com boas acessibilidades. Mas primeiro… tem de ter o crédito à habitação aprovado.
É então que vai até ao banco e pede um crédito à habitação para conseguir o empréstimo para financiar esta nova fase da sua vida. Contudo, pode vir o banho de água fria: o seu crédito não ser aprovado. Porquê? Será que já falhou pagamentos em créditos anteriores? Está numa fase de menor estabilidade profissional? Siga os nossos conselhos e a probabilidade de ver o crédito recusado torna-se bem menor.
1) Tudo passa por um bom historial de crédito
É certo e sabido que os bancos gostam de receber de volta o empréstimo concedido. Como tal, é lógico que cedam mais rapidamente empréstimos a pessoas com bom histórico de pagamentos. Por isso, se já tiver falhado pagamentos em empréstimos anteriores é natural que a instituição tenha algumas dúvidas se desta vez consegui fazer face ao novo crédito.
Além disso, atente na sua taxa de esforço. Ela é indicativa da sua capacidade em contrair (e cumprir) novos créditos. O banco vai estar atento de certeza, sendo mais fácil ver o crédito à habitação aprovado.
2) Tente manter a conta bancária sempre no “verde”
É outro indicativo que os bancos podem escolher para aferir se é bom pagador ou não. Se tiver um saldo na conta bancária várias vezes no negativo, tal pode indicar que é um cliente inconstante e que pode contrair dívidas acima das suas possibilidades. Como já vimos, isto pode suscitar desconfiança na instituição sobre se conseguirá pagar as prestações do empréstimo nos prazos acordados.

3) Estabilidade profissional é importantíssima
Por vezes a culpa não é sua. Há sempre cortes nos ordenados e, na pior das hipóteses, despedimentos acontecem. Contudo, é um facto que os bancos privilegiam quem possui uma situação profissional estável. Desta forma, os bancos procuram diminuir o risco de cederem crédito a alguém que, de um dia para o outro, possa deixar de conseguir pagar as prestações devidas.

Assim sendo, terá mais hipótese de conseguir crédito se tiver um contrato sem termo, trabalhar numa empresa financeiramente sólida e de grande dimensão ou possuir antiguidade na mesma.
4) Se puder dê uma boa entrada inicial para o imóvel
Uma boa entrada inicial para o pagamento da habitação a adquirir, pode afetar positivamente o seu rácio Loan-to-Value (LTV). O que significa este rácio? Um rácio LTV de, por exemplo, 80% indica que o seu empréstimo equivale a 80% do valor total do imóvel.

Neste caso o banco fica com uma margem de segurança, uma vez que em caso de incumprimento o banco fica com um imóvel mais valorizado em relação ao valor emprestado. Desta forma o banco minimiza eventuais perdas que possa vir a ter.
5) Crédito à habitação aprovado: ter dois titulares pode ajudar
Os bancos veem com bons olhos o facto de no crédito à habitação haver mais que um titular. Porquê? Porque havendo mais que um titular, é possível diluir o risco. Por exemplo, imagine-se que um dos titulares fica sem emprego ou sofre um corte salarial. Fica sempre o segundo titular para assegurar o esforço dos pagamentos mensais, evitando que se entre em incumprimento.
6) Se calhar é melhor pedir crédito só depois dos 25 anos
Para adquirir um empréstimo, a idade conta. Em primeiro lugar, é natural que quem esteja com 20 e poucos anos receba um salário menor que não lhe permite fazer face aos pagamentos inerentes a um empréstimo.

Além disso, é uma fase em que há menos estabilidade profissional, uma vez que os jovens ainda estão nos primeiros empregos. Por fim, existe a questão de não haver historial de crédito. Os bancos retraem-se na altura de conceder financiamento a clientes que não conhecem. Aqui pode ajudá-lo ter uma relação mais antiga com o banco, como, por exemplo, já ter conta no mesmo.

Seguindo estes conselhos, a sua probabilidade ver o crédito à habitação aprovado é bastante elevada. Contudo, não se esqueça que os bancos também concorrem entre si. Assim sendo, importa comparar sempre para ver qual é a melhor oferta de momento no mercado. Nunca é demais poupar algum dinheiro. 


in www.comparaja.pt

18 de março de 2013

Contas bancárias com mais que um titular





As contas colectivas podem ser conjuntas, solidárias ou mistas, variando nas condições de movimentação e no fim pretendido para a conta. Ora conheça as diferenças e os conselhos da DECO para a utilidade de cada uma delas.
Conta Conjunta
Neste tipo de conta todos os titulares são obrigados a assinar para autorizar a movimentação. É permitida a consulta através do homebanking, no entanto, os bancos colocam algumas restrições à sua movimentação online. É pouco prática mas ao mesmo tempo segura. É aconselhável a nível empresarial, para uma maior segurança dos titulares.
Conta Solidária
Aqui basta a assinatura de um dos titulares para a movimentação da conta, não sendo necessária a prévia autorização dos restantes titulares para qualquer movimentação da conta. É o tipo de conta geralmente utilizado pelas famílias para gerirem o seu orçamento mensal e através desta conta fazerem os pagamentos das suas despesas mensais.
Conta Mista
Estas são a opção intermédia entre as contas anteriores, já que a movimentação da conta bancária só pode ser efectuada nas condições expressamente indicadas no contrato de constituição da conta. Um bom exemplo é uma conta colectiva em que os titulares são os pais e o filho, sendo que só os pais podem movimentar a conta, até a criança atingir a maioridade.



fonte: portal-financeiro.com

5 de fevereiro de 2013

Cuidados ao Aceder ao Banco pela Net


No dia em que se comemora o Dia Internacional da Internet Segura, o Saldo Positivo relembra-lhe oito cuidados que deve ter em conta para uma utilização segura do serviço ‘homebanking’.
Os números mostram que existem perto de 2,2 milhões de portugueses utilizam o serviço ‘homebanking’, o que corresponde a 31,1% dos residentes em Portugal continental e que têm conta bancária, de acordo com o estudo Basef Banca da Marketest, relativo a dezembro de 2012. De acordo com a publicação, a taxa de penetração dos serviços desta natureza tem vindo a crescer desde 2003, altura em que apenas 11,8% das pessoas que tinham conta bancária utilizavam o ‘homebanking’.
Este serviço permite aceder à sua conta bancária e realizar uma série de operações de forma bastante cómoda, rápida e com custos operacionais mais baixos, bastando para isso um computador ou um ‘smartphone’ com acesso à internet. No entanto, também são conhecidos alguns casos de fraude (phishing) que lesam os utilizadores. Quando estão em causa informações financeiras, todos os cuidados são poucos, por isso os bancos não poupam no que diz respeito à segurança dos seus sites.

Aqui ficam alguns conselhos:

1. Cuidado com os dados escolhidos: As palavras-passe e códigos de acesso não devem ser demasiado óbvias, nem estar associadas a informações pessoais fáceis de obter, como datas de aniversário (suas ou dos seus relativos) ou nomes dos seus familiares. Também deve evitar repetir palavras passe já utilizadas em operações de menor segurança, como compras online.
2. Palavras-passe pessoais e intransmissíveis: Os dados escolhidos não devem ser escritos em papel, nem serem divulgados a ninguém por e-mail ou telemóvel. Sempre que utilizar estes códigos deverá confirmar a autenticidade da página.
3. Proteja o computador: Quando utilizar um aparelho com acesso à internet para aceder ao homebanking, procure certificar-se que está protegido com programas anti-vírus, anti-spyware e com a firewall ativa.
4. Cuidados com e-mails desconhecidos: Mesmo que tenham ficheiros em anexo, não execute aplicações ou abra ficheiros de origem desconhecida, pois podem conter vírus ou outras aplicações que sirvam de apoio a atividades ilícitas. Os e-mails com conteúdo malicioso têm características que ajudam a identificar as mensagens como falsas, tenha em atenção ao tipo de linguagem utilizada, o idioma ou o tipo de português usado (muitas vezes com uma linguagem menos formal.
5. Faça sempre o ‘sign out’ ou ‘log off’: Sempre que terminar as operações que estiver a realizar no ‘homebanking’ encerre sempre a sessão, especialmente se o computador for utilizado por outras pessoas.
6. Verifique o movimento das suas contas: Periodicamente, confirme a data e hora dos últimos acessos ao serviço e consulte os movimentos da sua conta. Sempre que identificar um movimento que considere estranho, entre em contacto com a instituição bancária.
7. Certifique-se que o site é seguro: Quando entrar no site do banco, procure o ícone do cadeado, que está no rodapé da página e faça duplo clique na imagem e assim terá acesso ao certificado de habilitação do site. Se o site for fraudulento, aparece apenas a imagem.
8. Em caso de dúvida, coloque dados errados. Confirme sempre que está no site correto quando estiver a efetuar pagamentos ou outras operações financeiras. Em caso de dúvidas, coloque primeiro um código de acesso e password errados, pois só o site oficial será capaz de validar a autenticidade dos dados fornecidos.
Conheça as recomendações de segurança de Internet Banking da CGD.



in saldopositivo.cgd.pt

4 de fevereiro de 2013

MBNET: Cartões Virtuais Temporários


Criado pela SIBS e pelos bancos há alguns anos, o sistema MBnet gera cartões virtuais temporários para compras através de correio eletrónico, Net, telefone ou fax. Para usar o serviço, precisa de um cartão de débito ou crédito.

A adesão pode ser feita através da conta online do banco ou do Multibanco. Depois de escolher um código de 6 algarismos, pode definir um limite para as compras (por exemplo, diário) co o mínimo de 5 euros.

Para gerar o cartão temporário, deve entrar em www.mbnet.pt e introduzir a identificação e o código. Utilize os dados do cartão para fazer compras. Pode também cancelar um cartão no sítio da MBnet

Em termos de responsabilidade, aplicam-se as disposições da diretiva. Salvo em casos de culpa ou negligência grosseira, o consumidor não pode ser responsabilizado pela utilização abusiva da parte de terceiros depois de informar o serviço. Até à comunicação, pode ser obrigado a pagar um máximo de 150 euros.

fonte: dinheiro&direitos Jan/fev 2013

1 de janeiro de 2013

Renegociação dos créditos: pôr tudo em pratos limpos


Quando pergunto às pessoas se conseguem poupar a resposta costuma ser negativa. Dizem-me sempre que é impossível, que o seu rendimento dificilmente chega para pagar todas as suas despesas essenciais, quanto mais para poupar.

É um facto que as famílias portuguesas estão numa situação financeira delicada, especialmente depois dos sucessivos aumentos de impostos a que foram sujeitas. No entanto, torna-se fundamental questionar se existe espaço para a redução das despesas. Eu acredito que a resposta é positiva e conto-vos a minha experiência e os resultados obtidos com a renegociação de créditos.

Em que consiste:

Contrariamente ao que muita gente pensa, os bancos e restantes instituições de crédito estão abertos à renegociação das condições dos contratos de crédito: os números do crédito em incumprimento aumentam todos os meses, o que levou a uma grande alteração na postura dos bancos.

Sendo este o contexto, temos conseguido com bastante sucesso uma renegociação da carteira de crédito. Muitas pessoas e algumas associações estão a olhar para a insolvência pessoal como uma das primeiras soluções, o que não poderia estar mais errado.

As várias fases do processo

Para aumentar o sucesso da renegociação, temos vindo a aperfeiçoar no último ano um modelo de apoio que consideramos ser o mais acertado. Em primeiro lugar, temos uma reunião com a pessoa onde fazemos o levantamento exaustivo da sua situação financeira.

Em segundo lugar, vemos qual o melhor caminho a propor, seja uma consolidação de créditos, seja a renegociação das suas condições ou, em última análise, uma renegociação judicial ou uma insolvência.

Em terceiro lugar, apresentamos as soluções que terão de ser aprovadas pela pessoa/agregado em questão.

Números interessantes

Nos últimos meses de atividade, já tratamos mais de 500 casos, com uma taxa de sucesso de aproximadamente 70%. Destes casos, a redução média das prestações mensais é de 40%. Imaginemos que a pessoa pagava 1000€ mensais em créditos, passa a pagar perto de 600€: em dados anuais, representa algo como 7.200€ (líquidos). Quem disse que não era possível poupar?

Em termos estatísticos, o número médio de dívidas e créditos é de 6-7, sendo o montante global médio em torno dos 80.000€ (70% crédito habitação e 30% crédito pessoal/consumo). Um alerta de relevo consiste no facto do excesso de endividamento ser transversal aos vários estratos sociais e níveis de rendimento. Naturalmente que quanto maior o rendimento, maiores serão as despesas (já tivemos casos de 26 créditos!).

De notar, no entanto, que a taxa de sucesso aumenta quanto mais cedo formos contactados. Ou seja, temos de atuar mais de forma preventiva e menos de forma reativa. Isto porque queremos que a posição negocial das famílias que nos contactam seja a melhor possível. Tendo uma penhora no rendimento o processo é bastante menos interessante (apesar de existirem soluções).

Como prevemos 2013

Escusado será dizer que o ano de 2013 será um ano de grandes desafios para as famílias e empresas portuguesas. O desemprego deverá continuar a aumentar e infelizmente 2014 trará ainda maiores desafios (desengane-se quem pense que não teremos mais medidas de austeridade depois destas), pelo que temos de começar hoje a cortar nas despesas.

O nível de despesa e de endividamento dos lados das famílias está a reduzir-se. Mas sabemos que ainda é possível cortar nas despesas e que temos de agir de forma preventiva. Pode ser difícil e implicar sacrifícios, mas o resultado será positivo...



Artigo de opinião de João Morais Barbosa, promotor da EFP - Escola de Finanças Pessoais, formador e autor de diversos livros sobre finanças pessoais. 

fonte: agenciafinanceira.pt

12 de dezembro de 2012

Dicas para Obter um Depósito Atrativo




Depois de um ano de 2011 em que os aforradores foram brindados com taxas de juro exuberantes nos depósitos a prazo, o momento actual sugere que estamos a enfrentar um período de mais acalmia. Não só as taxas de juro nestas aplicações têm vindo cair, como também têm surgido no mercado soluções de poupança e investimento que concorrem com os depósitos a prazo. Apesar desta nova realidade, tal não significa que os investidores/aforradores devam excluir os depósitos das suas carteiras. O Saldo Positivo explica-lhe porquê.

Depósitos continuam a bater a inflação

Analisando as médias das taxas de juros oferecidas atualmente pelos novos depósitos (2,68%) elas continuam mais elevadas  face aos valores praticados há dois ou três anos atrás. Por exemplo: no final de Outubro de 2010 situavam-se nos 2,36%, enquanto que em Outubro de 2009, a remuneração média situava-se nos 1,77%.  Além disso, o rendimento atual proporcionado pelos depósitos continua a ser bater a inflação. Esta é aliás uma das preocupações que os investidores/aforradores devem ter em conta quando escolhem uma aplicação financeira para investirem as suas poupanças. Porque se o rendimento proporcionado por um produto financeiro for inferior à inflação, em termos reais esse investidor estará a perder dinheiro. As estimativas do Governo apontam para uma taxa de inflação no próximo ano de 0,9%, enquanto as previsões do Banco de Portugal apontam para um valor ligeiramente acima: 1%. Ou seja, tendo em conta a atual remuneração média dos novos depósitos (2,68%), estas aplicações continuam a bater este indicador.
E apesar da concorrência crescente de outros produtos- como os Certificados de Aforro ou as obrigações de empresas dirigidas para particulares– a verdade é que é possível encontrar no mercado alguns depósitos a prazo com taxas mais elevadas face à média do mercado. Segundo um levantamento feito pelos especialistas da Deco Proteste no início de novembro, existiam na altura pelo menos 32 depósitos com o prazo de um ano com taxas iguais ou superiores a 3,25%.

Liquidez: uma característica cada vez mais valorizada

A favor dos depósitos está também o facto de terem uma característica que é atualmente bastante valorizada pelos investidores: a sua elevada liquidez. Ou seja, numa altura em que os orçamentos das famílias sofrem ajustamentos severos é importante ter uma parte das poupanças alocada em instrumentos financeiros de elevada liquidez para rapidamente serem resgatados em caso de necessidade.  Esta poderá ser, aliás, uma das várias explicações para o facto de o ‘stock’ de depósitos das famílias portuguesas estar a cair há três meses consecutivos.

Quatro estratégias para escolher o melhor depósito

Aqui ficam então algumas dicas para o ajudar a escolher o depósito mais atrativo para as suas poupanças:
1. Faça a prospeção do mercado e negoceie: Se quer ter um depósito com uma taxa atrativa deverá fazer uma visita a vários bancos (mesmo aqueles onde não é cliente) para saber quais são as taxas que as instituições estão a oferecer. Este trabalho de prospeção poderá dar-lhe trunfos para negociar uma taxa mais interessante com o seu banco.
2. Montantes elevados são sinónimo de taxas mais atrativas: É comum as instituições bancárias darem uma bonificação na taxa de juro quando estão em causa depósitos com montantes elevados. Se é esse o seu caso, faça valer este argumento junto da sua instituição financeira.
 3. Depósitos online compensam: Se está familiarizado com o serviço de “homebanking” do seu banco então deverá olhar para as ofertas de depósitos disponíveis para subscrição apenas pela internet. Uma análise recente do Saldo Positivo mostra que os depósitos online têm taxas de juro mais elevadas do que as oferecidas pelos depósitos tradicionais, subscritos aos balcões. Saiba mais aqui.
 4. Aproveite as campanhas: Com alguma frequência os bancos fazem campanhas promocionais onde comercializam depósitos a prazo com taxas mais atrativas para angariar novos clientes ou para clientes que reforcem os montantes nas instituições.

Dinheiro aplicado pelas famílias em depósitos equivale a 75% do PIB Português

Não há um produto financeiro que tenha um grau de popularidade tão elevado como os depósitos a prazo. De acordo com as recentes estatísticas do Banco de Portugal, as famílias portuguesas têm mais de 129 mil milhões de euros investidos nestas tradicionais aplicações financeiras. Um valor que equivale a 76% do produto interno bruto português. O medo que a crise originou acabou por impulsionar o interesse dos investidores pelos depósitos. Mas o apetite não foi apenas demonstrado pelos clientes bancários. Com o acesso negado ao mercado interbancário, os bancos apostaram fortemente nos últimos anos na captação de depósitos como uma das suas principais fontes de liquidez. Esta necessidade resultou numa escalada dos juros oferecidos nestas aplicações, com alguns depósitos a superarem os 6% de taxa de juro anual.
No entanto, as taxas que estavam a ser praticadas eram anormalmente elevadas e obrigaram mesmo o Banco de Portugal a intervir há um ano atrás, impondo tetos nos juros oferecidos pelas instituições e penalizações às instituições que ultrapassassem esses limites. O receio do regulador era de que a guerra pelos depósitos e a crescente escalada da remuneração oferecida nestas aplicações levasse as instituições bancárias a assumirem demasiados riscos. Desde que entraram em vigor as regras do Banco de Portugal (em Novembro do ano passado) as taxas médias dos novos depósitos a prazo caíram dos 4,53% para os 2,68%- dados relativos a Outubro de 2012.

in saldopositivo.cgd.pt

8 de novembro de 2012

Prestação da casa sem subidas até final de 2013

 


 

Mesmo sem novos cortes de juros, custos do crédito à habitação continuam a cair

Nunca os portugueses pagaram tão pouco pela prestação da casa ao banco. O custo do financiamento a este nível está em mínimos de sempre, tal como as taxas interbancárias Euribor. Por seu turno, estas já estão abaixo da taxa de juro do BCE (que também se encontra no valor mais baixo de sempre).

De acordo com o «Jornal de Negócios», há um ano um crédito de 100 mil euros, a 30 anos, com um spread de 0,7% pagava 383,40 euros. Hoje paga 317,40 euros, menos 17,2%.

Os portugueses tem, assim, motivos para sorrir e vão continuar a ter. É que a tendência continua a ser de descida no próximo ano, ainda que a margem para uma eventual redução da mensalidade seja menor.

A economista do BPI, Paula Carvalho, acredita que «não deverá ocorrer um movimento de inversão tão cedo mas sim a estabilização em níveis baixos por um período de tempo prolongado. A inversão do ciclo não deverá ocorrer antes de finais de 2014», remata. 

In: www.agencia financeira.iol.pt


31 de outubro de 2012

Bancos mantêm concessão de crédito apertada, procura em queda

 

Maioria dos bancos continua a praticar spreads elevados nos particulares e a exigir garantias adicionais às empresas

Os bancos portugueses mantiveram praticamente inalterados os critérios de concessão de crédito ao longo do terceiro trimestre deste ano. A restritividade não dá sinais de abrandar, por todas as razões e mais algumas, mas a tendência mais visível é na procura de crédito por parte dos particulares, que está em queda, e assim deve continuar.

De acordo com os resultados do inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito, realizado pelo Banco de Portugal aos cinco grupos bancários portugueses incluídos na amostra, apesar de terem mantido os critérios aplicados na aprovação de empréstimos globalmente inalterados, os bancos inquiridos identificaram alguns fatores que terão exercido alguma influência negativa sobre esses critérios.

Em particular, os bancos apontaram «a deterioração das expectativas quanto à atividade económica em geral e, em menor grau, o aumento dos custos de financiamento e restrições de balanço» como razões para manterem a restritividade na concessão de financiamento.

Adicionalmente, observou-se um ligeiro agravamento das condições aplicadas pelos bancos na aprovação de empréstimos, «consubstanciado num aumento dos spreads aplicados (em particular nos empréstimos de maior risco), mas também na aplicação de outras condições contratuais ligeiramente mais restritivas. Entre estas refira-se, no caso das empresas, a redução da maturidade dos empréstimos, condições contratuais não pecuniárias (covenants) mais restritivas e o reforço das garantias exigidas».

O Banco de Portugal identifica ainda, com base nas respostas dos cinco grupos bancários, uma «diminuição da procura de empréstimos ao longo do terceiro trimestre que, no caso dos particulares, afeta sobretudo o segmento da habitação».

Para justificar a menor procura de empréstimos, o banco central aponta «a diminuição da confiança dos consumidores, a deterioração das perspetivas para o mercado da habitação, a evolução das despesas de consumo não relacionadas com a aquisição de habitação e a retração nas despesas de consumo de bens duradouros».

No caso da procura de empréstimos ou linhas de crédito por parte das empresas, a procura manteve-se praticamente estável. Por um lado, a diminuição das necessidades de financiamento para efeitos de investimento contribuiu para travar a procura de crédito mas, em sentido contrário, a procura das empresas terá sido sustentada por um aumento das necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio, bem como de financiamento para a reestruturação da dívida.

Para o quarto trimestre de 2012, a generalidade dos bancos inquiridos não espera alterações significativas na aplicação de critérios para aprovação de empréstimos ou linhas de crédito a empresas e para aprovação de empréstimos a particulares. Para
o mesmo período, os bancos anteveem que a procura de empréstimos por parte das empresas, em termos globais, permanecerá estável.

No caso dos particulares, a maioria dos bancos espera uma redução da procura de empréstimos para habitação, assim como uma diminuição menos acentuada da procura de empréstimos para consumo e outros fins.




Fonte:www.agenciafinanceira.iol.pt





30 de outubro de 2012

Bancos voltam a tirar mais valor às casas


 

Valor médio de avaliação continuou a cair em setembro

As casas valem agora menos 7% do que há um ano. O valor médio de avaliação bancária de habitação não tem parado de baixar e caiu ainda 0,1% em setembro, em comparação com agosto, situando-se em 1.027 euros por metro quadrado.

Uma tendência que se vem verificando sempre no último ano. Em setembro, «o decréscimo resultou da diminuição observada no valor médio de avaliação de moradias (-1,2%), que
mais que compensou o acréscimo de 0,6% do valor
médio relativo a apartamentos», mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística que foram divulgados esta quinta-feira.

De facto, nos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária aumentou 6 euros por metro quadrado, face agosto, fixando-se em 1060 euros/m2.

«Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, o valor médio de avaliação diminuiu 0,2% e 1,1% relativamente a agosto, situando-se em 1222 euros/m2 e 959 euros/m2, respetivamente. Em relação ao período homólogo
o valor médio de avaliação destas Áreas Metropolitanas diminuiu 8,6% e 9,0%, pela mesma ordem». No país, apenas o Algarve e a Madeira contrariaram este cenário. 

 

Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt

29 de outubro de 2012

Millennium bcp pode ser obrigado a devolver arredondamento





O tribunal decidiu, em maio, que as cláusulas do arredondamento nos contratos de crédito anteriores a 21 de janeiro de 2007 são ilegais. A decisão transitou em julgado, o que impede o banco de recorrer.


O Millennium bcp pode agora vir a ser obrigado a compensar os clientes, devolvendo os juros efetuados para o quarto percentual superior nos empréstimos à habitação ou para obras. Cumpre-se assim parcialmente uma medida há muito reivindicada pela DECO. O passo seguinte será obter a devolução dos montantes cobrados indevidamente.
Já em 2008 incentivávamos os consumidores lesados a reunir toda a documentação necessária, de forma a estarem preparados para quando surgisse uma decisão dos tribunais.
Para ficar com uma ideia dos montantes em causa, vejamos o exemplo de um empréstimo contratado a 10 de janeiro de 2001, de 150 mil euros a 30 anos, com spread de 1,5% e arredondamento a ¼ de ponto percentual, após a adição daquele. Se o empréstimo for indexado à Euribor a 3 meses (média do mês anterior), com revisões trimestrais, perfaz um total de € 862,98 a receber. Se for indexado à Euribor a 6 meses (média do mês anterior), com revisões semestrais, o valor atinge os 1061,52 euros.
A decisão do tribunal, que transitou para julgado e sem possibilidade de recurso pela instituição, aplica-se a todos os contratos de crédito à habitação no Millennium bcp anteriores a 21 de janeiro de 2007, data a partir da qual a lei impôs o arredondamento dos juros à milésima.
Ao banco coube ainda o anúncio desta decisão em dois jornais diários durante três dias, para que os clientes lesados possam exigir a devolução dos juros.
A reclamação destes montantes está dependente de outra ação judicial, que dê efeitos concretos à decisão do Supremo Tribunal de Justiça quanto ao Millennium bcp. Esta segunda ação pode já ser proposta pelos interessados, individualmente.
A DECO está a avaliar a melhor forma de apoiar os consumidores com direito à devolução dos montantes indevidamente cobrados pelos arredondamentos, no âmbito desta decisão e de eventuais sentenças envolvendo outros bancos. Em breve, daremos conta das conclusões a que chegarmos.


 
Fonte: Deco-Proteste






































24 de abril de 2012

Mobilidade Bancária: Transferência de conta e de banco

Mudar de banco acarreta um sem-número de burocracias para o cliente: devolver cartões e cheques ou cancelar os débitos diretos da conta que vai fechar são só o início de uma longa "peregrinação", às vezes, cara e morosa.

Em 2010, para facilitar a mobilidade bancária na Europa, foi redigido, por iniciativa dos bancos, um acordo de princípios comuns. As instituições que aderissem comprometiam-se a enviar a informação referente aos débitos diretos e às ordens de transferências permanentes da conta antiga ao banco da conta nova. Em Portugal, ActivoBank, Banco Popular, Banif, Barclays, BBVA, BIC, Big BPI, BES, BPN, Novacaixagalicia, CGD, Crédito Agrícola, Millennium bcp, Montepio e Santander Totta aderiram.

O principal objetivo do acordo é agilizar a passagem de informação de um banco para o outro, poupando ao cliente um conjunto de passos. Por exemplo, cabe ao banco da noa conta pedir ao da antiga dados sobre ordens de débito, transferências permanentes e autorizações de cobrança na conta.

O processo de transferência tem de estar concluído em 14 dias. O consumidor só tem de fornecer o novo nib às entidades que lhe fazem transferências regulares (como o ordenado), encerrar a conta do banco antigo, entregar os cheques, cartão de débito e/ou crédito, e ter saldo para cobrir ordens ou cheques já programados, bem como eventuais despesas com a mudança.

Se houver custos, estes têm de ser comunicados ao cliente. Mas nada pode ser cobrado pelo encerramento. Por ser um acorde de adesão voluntária, não está sujeito à supervisão do Banco de Portugal, situação que deve ser corrigida. Mais: continua a não haver uma clara definição de custos. Na prática, cada instituição cobra o que entende. O Banco de Portugal deve fixar um teto máximo.

Dinheiro & Direitos, Deco Proteste Março/Abril 2012

13 de novembro de 2011

Sabe qual é o Banco com melhor reputação em Portugal?

A reputação da banca em Portugal baixou este ano face a 2010, muito por culpa da crise da dívida soberana europeia e da intervenção financeira da «troika» no país, indica o estudo Global Reputation Pulse 2011.

A CGD manteve este ano a liderança enquanto banco em Portugal com melhor reputação, apesar da ligeira queda, classificando-se como a 35ª a nível mundial, seguida pelo Montepio (56º.), que registou uma subida acentuada, pelo BES (85º.), com um avanço ligeiro, pelo BPI (124º.), que teve um recuo leve, pelo BCP (136º.) e Banif (141º.).

«A queda não é de estranhar dada as dificuldades por que passa o sector», salientou à agência Lusa Pedro Cabrita Carneiro, director-geral do Reputation Institute em Portugal, apontando para a crise da dívida soberana na Europa e para a ajuda internacional solicitada por Portugal ao exterior como as principais causas para a descida.


A tendência de recuo da reputação do sector bancário em termos mundiais também é visível nos últimos anos, por causa da grave crise financeira, mas de 2010 para 2011 a descida foi bastante inferior à verificada no caso português, revelam os dados deste estudo.

Em Portugal, entre os dez bancos avaliados, há seis portugueses, três espanhóis (Banco Santander, BBVA e Banco Popular) e o britânico Barclays, incluídos no estudo devido à sua representatividade em termos internacionais, explicou à Lusa Cabrita Carneiro.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Montepio Geral, o Banco Espírito Santo (BES), o Banco BPI, o Banco Comercial Português (BCP), o Banif e as quatro operações portuguesas destes bancos internacionais têm, em conjunto, um Índice de Reputação Pulse médio de 57,7 pontos (face aos 61,63 pontos de há um ano), enquanto os 208 maiores bancos mundiais avaliados registam 60,6 pontos (-0,4 pontos do que em 2010).

«A reputação tem a ver com confiança e, apesar da queda significativa da reputação média da banca nacional, de uma forma geral, mantêm-se bons níveis de confiança», frisou o responsável do Reputation Institute, explicando que no mercado português as dimensões com mais peso na classificação são os Produtos e Serviços, Ética e Transparência e Inovação.

Certo é que, em 2011, interrompeu-se um ciclo de crescimento da reputação média dos bancos portugueses, que vem a ser medida desde 2009.

O que esperar dos próximos tempos?

«Com a incerteza que existe actualmente, seria preciso uma bola de cristal para adivinhar. Mas, com maior ou menor pressão, os bancos vão ter que se capitalizar de acordo com as normas estipuladas com a «troika», ou com outras suavizadas, porque não há outra alternativa», comentou Cabrita Carneiro.

E acrescentou: «É natural que haja tendência para uma maior desconfiança face aos bancos e à indústria financeira em geral. As pessoas são bombardeadas com muitas notícias negativas».

Por isso, sugeriu que os bancos portugueses apostem mais nas componentes da transparência e da ética «do que na oferta de taxas mais altas ou mais baixas».

in agenciafinanceira.iol.pt
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