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14 de janeiro de 2013

Tabelas de retenção na fonte já estão publicadas em Diário da República



Governo publicou esta noite as tabelas de retenção na fonte que vão estar em vigor este ano. Saiba aqui quais os impostos que vai pagar.
O Governo divulgou hoje ao início da noite as novas tabelas de retenção na fonte de IRS para 2013. Estas taxas permitirão aos trabalhadores dependentes, funcionários públicos e pensionistas saber quanto vão ter de adiantar ao Estado, por mês, a titulo de imposto.

O enorme aumento de impostos que estas taxas reflectem terão de ser conjugadas com a distribuição em duodécimos de parte do subsídio de Natal ed e férias.




fonte: jornaldenegocios.pt

1 de janeiro de 2013

Renegociação dos créditos: pôr tudo em pratos limpos


Quando pergunto às pessoas se conseguem poupar a resposta costuma ser negativa. Dizem-me sempre que é impossível, que o seu rendimento dificilmente chega para pagar todas as suas despesas essenciais, quanto mais para poupar.

É um facto que as famílias portuguesas estão numa situação financeira delicada, especialmente depois dos sucessivos aumentos de impostos a que foram sujeitas. No entanto, torna-se fundamental questionar se existe espaço para a redução das despesas. Eu acredito que a resposta é positiva e conto-vos a minha experiência e os resultados obtidos com a renegociação de créditos.

Em que consiste:

Contrariamente ao que muita gente pensa, os bancos e restantes instituições de crédito estão abertos à renegociação das condições dos contratos de crédito: os números do crédito em incumprimento aumentam todos os meses, o que levou a uma grande alteração na postura dos bancos.

Sendo este o contexto, temos conseguido com bastante sucesso uma renegociação da carteira de crédito. Muitas pessoas e algumas associações estão a olhar para a insolvência pessoal como uma das primeiras soluções, o que não poderia estar mais errado.

As várias fases do processo

Para aumentar o sucesso da renegociação, temos vindo a aperfeiçoar no último ano um modelo de apoio que consideramos ser o mais acertado. Em primeiro lugar, temos uma reunião com a pessoa onde fazemos o levantamento exaustivo da sua situação financeira.

Em segundo lugar, vemos qual o melhor caminho a propor, seja uma consolidação de créditos, seja a renegociação das suas condições ou, em última análise, uma renegociação judicial ou uma insolvência.

Em terceiro lugar, apresentamos as soluções que terão de ser aprovadas pela pessoa/agregado em questão.

Números interessantes

Nos últimos meses de atividade, já tratamos mais de 500 casos, com uma taxa de sucesso de aproximadamente 70%. Destes casos, a redução média das prestações mensais é de 40%. Imaginemos que a pessoa pagava 1000€ mensais em créditos, passa a pagar perto de 600€: em dados anuais, representa algo como 7.200€ (líquidos). Quem disse que não era possível poupar?

Em termos estatísticos, o número médio de dívidas e créditos é de 6-7, sendo o montante global médio em torno dos 80.000€ (70% crédito habitação e 30% crédito pessoal/consumo). Um alerta de relevo consiste no facto do excesso de endividamento ser transversal aos vários estratos sociais e níveis de rendimento. Naturalmente que quanto maior o rendimento, maiores serão as despesas (já tivemos casos de 26 créditos!).

De notar, no entanto, que a taxa de sucesso aumenta quanto mais cedo formos contactados. Ou seja, temos de atuar mais de forma preventiva e menos de forma reativa. Isto porque queremos que a posição negocial das famílias que nos contactam seja a melhor possível. Tendo uma penhora no rendimento o processo é bastante menos interessante (apesar de existirem soluções).

Como prevemos 2013

Escusado será dizer que o ano de 2013 será um ano de grandes desafios para as famílias e empresas portuguesas. O desemprego deverá continuar a aumentar e infelizmente 2014 trará ainda maiores desafios (desengane-se quem pense que não teremos mais medidas de austeridade depois destas), pelo que temos de começar hoje a cortar nas despesas.

O nível de despesa e de endividamento dos lados das famílias está a reduzir-se. Mas sabemos que ainda é possível cortar nas despesas e que temos de agir de forma preventiva. Pode ser difícil e implicar sacrifícios, mas o resultado será positivo...



Artigo de opinião de João Morais Barbosa, promotor da EFP - Escola de Finanças Pessoais, formador e autor de diversos livros sobre finanças pessoais. 

fonte: agenciafinanceira.pt

27 de dezembro de 2012

Aumento de Preços em 2013


Ano novo, vida nova… preços novos. À semelhança do que vem sendo seguido em anos anteriores, Janeiro é o mês escolhido para se fazer a actualização dos preços e tarifas de diversos bens e serviços. Entre a conta da luz, o passe dos transportes públicos, a renda da casa e os impostos, são vários os sectores onde a generalidade das famílias vai começar a sentir um aumento dos encargos. O Saldo Positivo dá-lhe a conhecer algumas das despesas que sofrerão agravamentos já a partir do próximo mês.

Electricidade

A conta da luz será um pouco mais cara a partir de Janeiro. Segundo as tarifas definidas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a partir de dia 1, o preço da electricidade irá aumentar 2,8% para os consumidores domésticos e 1,3% para os consumidores economicamente mais vulneráveis que estejam abrangidos pela tarifa social. Contas feitas, uma subida de 2,8% irá resultar num agravamento de 1,24 euros, numa factura de 47 euros. Mas atenção: este poderá não ser o único aumento a registar na conta da luz durante este ano. Recorde-se que no âmbito do processo de liberalização do mercado de electricidade, a tarifa que entrará em vigor é transitória e estará em vigor até 31 de Março. No final deste prazo, o regulador poderá voltar a definir uma outra tarifa que será revista trimestralmente até ao final de 2015.

Transportes

Andar de transportes públicos será também mais dispendioso do que até agora. No entanto, os agravamentos dos preços dos bilhetes serão limitados à inflação. Num despacho publicado em Diário da República na semana passada, o executivo definiu 0,9% como tecto máximo para os aumentos das tarifas nos transportes públicos. “É fixada em 0,9% a percentagem máxima de aumento médio nos preços actualmente praticados para os títulos relativos aos transportes colectivos rodoviários interurbanos de passageiros até 50 km, para os títulos de transporte nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto (AMT), para os transportes ferroviários até 50 km e para os transportes fluviais”, refere o documento. Ou seja, depois de nos últimos dois anos, os tarifários neste sector terem sofrido aumentos consideráveis, tudo indica que em 2013, as subidas serão mais ténues.

Rendas

Quem tem casa arrendada também vai pagar mais aos seus senhorios. De acordo, o aviso nº 12912/2012 publicado no final de Setembro em Diário da República, o coeficiente de actualização das rendas dos diversos tipos de arrendamento urbano para 2013 já é conhecido e foi fixado em 3,36%. Assim, quem paga actualmente uma renda de 600 euros, irá passar a pagar um valor de 620,16 euros. Mas quem tem contratos de arrendamento anteriores a 1990 poderá ser brindado com aumentos superiores. É que com a entrada em vigor da nova lei do arrendamento, estas rendas mais antigas vão passar a ser actualizadas com base num processo de negociação entre senhorios e inquilinos. No limite, a actualização destas rendas mais antigas poderá atingir 1/15 do valor patrimonial da casa. Esta nova lei entrou em vigor em Novembro e os senhorios que notificaram logo os seus inquilinos poderão já proceder às actualizações a partir de Fevereiro. Conheça em detalhe os pormenores da nova legislação aqui.
Já quem tem crédito à habitação, o cenário será diferente. Depois de em 2012 a generalidade das famílias ter sentido um alívio considerável nas prestações da casa, 2013 deverá ser um ano em que estes encargos se deverão manter estáveis já que não se espera uma subida abrupta das taxas Euribor- que servem de indexante para a maioria dos créditos à habitação em Portugal.

Portagens

Más notícias: viajar numa auto-estrada com portagens ou nas antigas SCUT’s vai sair mais caro. Boas notícias: os aumentos em 2013 serão inferiores aos registados em 2012. Segundo a fórmula de cálculo prevista na lei- e que tem por base a taxa de inflação homóloga de Outubro, excluída do valor da habitação no Continente- em 2013 as portagens serão 2,03% mais caras. Em 2012, o agravamento de preços definido para este tipo de serviços tinha sido superior: 4,36%.

Impostos

Desde meados de Outubro, altura em que foi conhecida a proposta de Orçamento do Estado para 2013, que as famílias sabem que vão pagar mais impostos. E por várias vias. No que diz respeito ao IRS, as famílias vão pagar mais impostos não só pela actualização das taxas, como também pela redução do número de escalões e pela aplicação de uma sobretaxa de 3,5%. Quem tem rendimentos mais elevados (superiores a 80 mil euros) pagará ainda uma taxa de solidariedade de 2,5%. Já para os contribuintes com rendimentos anuais superiores a 250 mil euros a taxa de solidariedade será de 5%.
Mas não é apenas devido ao IRS que as famílias vão sentir o aumento da carga fiscal em 2013. Muitas famílias deverão também ver a sua fatura com o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a subir consideravelmente, na sequência do processo de reavaliação do valor patrimonial dos imóveis em Portugal que está em curso. Ainda assim, estes aumentos serão progressivos devido à manutenção da cláusula de salvaguarda. Esta cláusula diz que o aumento do IMI, que será pago em 2013 e em 2014, não pode ultrapassar os 75 euros, ou então, não poderá ser superior a um terço da diferença entre o valor pago em 2012 e o valor a pagar em 2013. Sendo que o valor a aplicar é o mais elevado dos dois critérios.
Já andar de carro também será mais caro. Especialmente para quem tem veículos de alta cilindrada. Isto porque o imposto único de circulação vai sofrer um agravamento que irá variar entre 1,3% e os 10%.
Também quem tem poupanças pagará mais impostos sobre estes rendimentos. Isto porque a taxa liberatória aplicada aos juros dos depósitos e mais-valias de outras aplicações financeiras vai subir dos atuais 26,5% para os 28% em 2013.



fonte: saldopositivo.cgd.pt

4 de novembro de 2012

IMI: Simule quanto vai Pagar em 2013


Se recebeu a notificação do Fisco com a reavaliação da casa, use o simulador, disponível em www.deco.proteste.pt/dinheiro/impostos, para saber quanto vai pagar de IMI. Verifique também se o valor atribuído pelas finanças à sua casa está correto. Isto é especialmente importante uma vez que a reavaliação poderá aumentar o imposto a suportar.


 

Para evitar um aumento abrupto do IMI, o Governo tinha decidido criar um regime transitório, permitindo uma subida gradual em 2013 e 2014. Mas as medidas anunciadas pelo Ministro das Finanças deitaram por terra esta possibilidade. Resultado: os proprietários terão de pagar o IMI por inteiro já em 2013. A única exceção parece ir para as famílias com baixos rendimentos. Nos agregados com rendimento sujeito a IRS inferior a 4898 euros, o IMI não pode aumentar mais do que 75 euros face ao pago eme 2012.

Os imóveis comprados depois do final de 2003 ficaram excluídos da reavaliação. Mas os seus proprietários pode usar o simulador para saber se compensa pedir uma atualização e assim reduzir o IMI.



in dinheiro&direitos - Deco Proteste
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