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15 de março de 2013

Consumidor: Aprenda a reclamar de forma eficaz


Compras Comparar preços é uma das regras de ouro para o consumidor e é também a tendência mais frequente em tempos de crise. Por isso, o custo de um produto ou serviço deve estar bastante explícito, com impostos e taxas incluídos. Mas os seus direitos não acabam na altura de pagar. Garantias e trocas são um território de dúvidas para o consumidor que não presta atenção ao pós-venda. Regra geral, o reembolso é feito apenas se o produto tiver um defeito ou se vier nas mesmas condições em que foi comprado, embalagem inclusive – um direito que se mantém mesmo em saldos. O melhor é informar-se junto do comerciante. Em caso de avaria de um produto sem motivo aparente, a garantia deve cobrir o arranjo no prazo indicado. 
Online Quando compra um produto ou serviço à distância, o consumidor tem direito a saber a identidade e morada do vendedor, bem como os valores referentes a despesas de entrega e quais as modalidades de pagamento. Estas compras implicam a existência de um período de arrependimento de 14 dias, dentro dos quais pode pedir o reembolso do valor do produto. Caso o fornecedor seja de outro país europeu, este período pode ser reduzido para sete dias. Tenha em atenção que para reaver custos de envio terá de o solicitar por escrito. O fornecedor tem 30 dias para executar a encomenda, ou reembolsar. Terminado este prazo, o reembolso será a dobrar. 
 Transportes A partir deste mês(Março/2013), os passageiros que viajarem de autocarro na União Europeia irão beneficiar de novos direitos. Aliás, quem viajar mais de 250 km terá direitos adicionais, como assistência, reembolso ou reencaminhamento em caso de atraso ou anulação. Os passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida beneficiarão de assistência gratuita nos terminais e a bordo dos autocarros. Também quem anda de táxi costuma desconhecer os seus direitos. Os serviços são prestados em função da distância percorrida e dos tempos de espera, mas podem ser acordados serviços de transporte à hora, em função da duração do serviço, ao percurso, em função dos preços estabelecidos para determinados itinerários. 
 Telecomunicações Além da mensalidade publicitada deve ter em atenção os custos de adesão e de equipamento de uma operadora. Se pretende mudar de operadora, saiba que pode manter o mesmo número de telemóvel. A portabilidade fica a cargo da nova empresa, que tem três dias para a implementação. O atraso neste processo equivale a uma compensação de 2,5 euros por dia de atraso. Mais: se caiu num serviço de SMS ou MMS com custos associados que não quer, deve ligar para a sua operadora que irá cancelar a subscrição sem custos e em 24 horas. Além disso, a operadora nunca pode suspender o serviço móvel com base na falta de pagamento destes serviços. 
Água e luz Tem direito a perguntar como é calculado o montante fixo de algumas facturas de serviços energéticos. Caso envie uma reclamação ou pedido de informação ao fornecedor de  electricidade, saiba que este tem 15 dias úteis para lhe responder. Se a resposta não chegar tem direito a uma compensação de 18 euros por dia, a descontar na própria factura. Pode mudar de fornecedor de electricidade ou gás sem quaisquer custos até quatro vezes a cada 12 meses consecutivos. Em caso de reclamação pode fazer a mesma junto da ERSE (luz) e da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos no caso de problemas com os serviços de abastecimento público, saneamento de águas residuais e gestão de resíduos urbanos, etc. 
 Férias O Tribunal de Justiça da UE considerou que os passageiros de voos com escalas que tenham chegado ao destino com um atraso igual ou superior a três horas devem receber uma indemnização que poderá ir dos 250 a 600 euros, dependendo da distância do voo e da hora a que chega o passageiro ao último destino. Já se comprou uma viagem organizada e não teve direito a tudo o que ficou acordado, deve pedir o reembolso do dinheiro dos serviços que não lhe foram prestados bem como uma indemnização. Para isso, o consumidor deve reclamar junto da agência de viagem. Se nada ficar resolvido, tem 20 dias após o final da viagem para expor a situação junto do Turismo de Portugal e pedir para este accionar a caução do fundo disponível para estes casos. 
 Restaurantes Os preços à porta dos restaurantes são obrigatórios, e devem estar bem visíveis, assim como o valor do consumo mínimo exigido, se o estabelecimento tiver espaço destinado a dança ou a espectáculo. No final, é obrigatória uma factura com todos os bens fornecidos. Se não estiver satisfeito recorra ao livro de reclamações. Outro factor a ter em conta: costuma entrar nestes estabelecimentos só para usar a casa de banho? Saiba que não está no seu direito. O acesso aos estabelecimentos de restauração é livre, mas os proprietários podem impedir a entrada caso a pessoa “não manifeste a intenção de utilizar os serviços ali prestados”. Caso queira fazer uma reclamação deverá dirigir-se à ASAE. 
 Bancos e seguros  A banca é obrigada a apresentar em todos os produtos financeiros a Taxa Anual Efectiva Global (TAEG) associada. Mas na hora de contrair um empréstimo, o consumidor deve estar atento não só a este valor, que permite comparar juros entre ofertas, mas também outros custos associados como impostos, comissões e prémios. Depois de analisado e assinado, o consumidor dispõe de 14 dias para reflexão, durante os quais pode revogar o contrato. No caso do seguro automóvel, o consumidor pode terminar o contrato a qualquer momento, mediante um aviso prévio de 30 dias. Não se esqueça que, a seguradora terá de devolver a parte do prémio correspondente ao prazo que falta até ao fim do contrato. 
 Venda agressiva Recebeu em casa bens que não pediu? Ganha prémios de concursos em que não participou? Então é provável que esteja a ser vítima de venda agressiva ou de publicidade enganosa. Desde 2008 que este tipo de práticas é proibido na União Europeia. No caso de ter assinado um contrato deste género, deve enviar uma carta ao prestador de serviço a pedir a anulação do contrato nos 14 dias seguintes. Já se tiver provas de que existiu algum tipo de coacção, o prazo alarga-se até um ano, mas terá de recorrer a centros de arbitragem, julgados de paz, ou tribunais. Reclame também junto da ASAE: as multas para os infractores podem chegar quase aos 45 mil euros. 
 Condomínios Se não pode ir a uma reunião de condomínio saiba que pode nomear um procurador para o representar – basta redigir uma procuração em que especifica o seu sentido de voto. Mesmo que não possa ser representado, pode comunicar ao condomínio por escrito se concorda ou não com uma decisão – até ao limite de 90 dias após saber o que foi decidido na reunião. Os condóminos que estão contra um novo regulamento podem pedir uma reunião extraordinária ao administrador no prazo de dez dias para propor alterações. Todas as decisões devem ser comunicadas a todos os condóminos no prazo de 30 dias após o registo no livro de actas. Em caso de conflito recorra aos Tribunais ou Julgados de Paz.
fonte: ionline.pt

10 de janeiro de 2013

3 dicas de poupança para esbanjadoras

Não consegue acalmar o ímpeto consumista? Estas dicas de poupança são para si

Estereótipos à parte, é sabido que as senhoras têm mais dificuldade em manter o dinheiro na sua conta bancária ou na carteira. Não só têm mais dificuldade em resistir ao anel a brilhar na montra, como ainda são as mulheres que gastam mais com a família, ou seja, é comum que seja o género feminino a comprar comida para casa, roupa para o marido e sapatos para os filhos. Mas a poupança é fundamental nos tempos que correm.
Para ter uma ideia das vantagens que pode ter, fique a saber que se juntar 100 euros por mês, num produto financeiro que pague 4% de juros por ano, no final de 30 anos terá constituído uma poupança de 70 mil euros.
Poupar não é fácil, principalmente quando os rendimentos que entram todos os meses não são suficientes, mas é quase sempre possível. Tal como o Sapo Mulher tem vindo a aconselhar, poupar é uma questão de mudança de mentalidade, de pequenas atitudes no dia-a-dia que fazem a diferença.
Tem dificuldades em conseguir chegar ao final do mês com algum dinheiro em conta? É daquelas que compra quando tem dinheiro, quando o tem contado ou quando não o tem? Este artigo é para si. Conheça três dicas para conseguir poupar mesmo sendo uma esbanjadora.

1. Poupança automática

Esta é a via normal de poupança, através do orçamento familiar. No final de cada mês é possível que sobre algum dinheiro. Se for este o seu caso, habitue-se a transferir esse montante para uma conta poupança, um depósito a prazo ou outra aplicação financeira.
Outras soluções passam por colocar automaticamente de lado o montante mensal de um aumento salarial, eventuais reembolsos de impostos, as receitas de um trabalho suplementar ou o equivalente às prestações de um empréstimo, quando acabar de o amortizar.

2. Limite semanal

Um dos principais motivos que nos leva o dinheiro todo é utilizar em demasia o cartão de crédito ou débito, acabando por ficar sem noção de que a conta bancária está cada vez mais vazia. Comece a pagar tudo em dinheiro.
Se tem dificuldades em chegar ao final do mês com algum dinheiro em conta, experimente esta técnica: fixe um limite máximo para os gastos semanais, levante essa quantia na segunda-feira de manhã e terá de o fazer durar até domingo.

3. Livre-se do cartão de crédito

Ou pelo menos habitue-se a deixá-lo em casa, porque deve ter um cartão de crédito que possa utilizar em alturas de emergência. Mas se vai utilizar este pedaço de plástico, ao menos faça-o com cabeça. O cartão de crédito é um dos principais “culpados” pelo sobre-endividamento da população portuguesa, evite ceder à tentação das compras desmesuradas, sem sentido.
A melhor dica de utilização do cartão de crédito é procurar pagar a dívida na totalidade, durante o período em que não está sujeito a juros (20 a 50 dias após cada compra). Se anda à procura de um cartão de crédito, saiba que encontra no mercado alguns isentos de anuidade. Basta procurar.



fonte: mulher.sapo.pt

11 de novembro de 2012

Fisco escreve aos contribuintes para que exijam faturas

 

Dessa forma impostos poderão baixar no futuro

O diretor do Fisco escreveu um e-mail aos contribuintes pedindo-lhes que peçam sempre fatura na aquisição de bens e serviços, contribuindo assim para o combate à fraude fiscal. Se o fizerem, serão afastados mais aumentos de impostos e poderão ser criadas condições para que venham mesmo a ser reduzidos no futuro.

«A partir de 1 de janeiro de 2013 será obrigatória a emissão de fatura por todas as vendas de bens e serviços, mesmo quando os particulares não a exijam», lembra José Azevedo Pereira, no e-mail que é citado pelo jornal «i» na sua edição desta segunda-feira.

«Se todos exigirmos fatura em todas as aquisições que efetuamos conseguiremos» aumentar «a riqueza conhecida que Portugal produz» e, também, «aumentar as receitas fiscais sem pagarmos mas impostos». A equidade e justiça entre os contribuintes também sairá beneficiada e este pequeno gesto ajuda ainda a «diminuir o défice orçamental e criar condições para uma redução futura da carga fiscal».

Quem não exigir fatura estará a «aumentar a evasão fiscal» e a «enriquecer ilicitamente aqueles que não pagam impostos», lê-se ainda no e-mail. Isso fará baixar a receita fiscal e «prejudicar com mais impostos os contribuintes cumpridores».

Por isso, exigir fatura nas compras que efetuamos «é um direito e um dever de todos».

O diretor do Fisco adianta ainda que «em breve» os contribuintes receberãp «informação acerca dos benefícios fiscais» que «serão proporcionados a quem exigir fatura» e que poderão ir até aos 250 euros, mas só para quem gastar mais de 26.700 euros por ano.




In: www.agenciafinanceira.iol.pt












1 de novembro de 2012

Acessório no depósito ajuda a poupar gasolina

 

É o que garante uma empresa italiana, que inventou o dispositivo

Os preços dos combustíveis até baixaram nas últimas duas semanas, mas a verdade é que o valor de cada litro continua dos mais altos de sempre em Portugal. E se encontrasse uma maneira de poupar no consumo? Uma empresa italiana inventou um acessório que é colocado dentro do depósito precisamente para esse efeito.

A Supertech promete otimizar o consumo tanto de gasóleo como de gasolina, com um dispositivo que permite poupar até 12% de combustíveis, segundo as estimativas da própria multinacional, que são citadas pelo «El Mundo».

Mas há mais: parece que o acessório ajuda ainda a reduzir as emissões tóxicas para o meio ambiente.

No site da empresa, podemos verificar que existem cinco modelos de tamanhos diferentes deste aparelho, mediante a capacidade do depósito. 


Confira no site da empresa


Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt









30 de outubro de 2012

Compra de eletrodomésticos e televisões cai mais de 10%


Famílias mais prudentes no consumo, em ambiente de crise


Portugal continua a ser dos países onde as famílias mais gastam em eletrónica de consumo, mas os portugueses estão muito mais contidos na compra de televisores, hi-fi e vídeo, entre outros equipamentos. E também estão a adquirir menos eletrodomésticos.

Se já no ano passado isto se verificou nas intenções de compra, este ano a tendência veio confirmar-se, de acordo com o Observador Cetelem 2012: a descida é de 10,1% no mercado dos eletrodomésticos e de 11,8% na eletrónica de consumo.

«Também o orçamento médio por família e por famílias com rendimentos equivalentes diminuiu em ambos os mercados. No caso especifico da compra de eletrodomésticos, o budget das famílias portuguesas disponível para compras passou de 201 euros/ano para 174 euros/ano», lê-se, em comunicado. Já o orçamento para compra de produtos de eletrónica «passou de 278 euros/ano para 238 euros/ano».

Mesmo com esta contenção nos gastos, «Portugal continua a liderar o ranking das famílias com rendimentos equivalentes que mais investem em eletrónica de consumo. No ano transato, ocupavam também o primeiro lugar no pódio das compras de eletrodomésticos e este ano passaram para o segundo lugar com França a liderar».

Somos, portanto, e já há alguns anos, campeões no consumo de eletrodomésticos e de equipamentos eletrónicos, mas o facto é que, este ano «os portugueses irão poupar mais e consumir menos, o que revela uma maior prudência e cautela das famílias em geral».

Este estudo contou com a participação e pessoas com ais de 18 anos de doze países (Alemanha, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Rússia e Eslováquia=. Foram inquiridos mais de 6.500 europeus (pelo menos 500 indivíduos por país). Os inquéritos foram realizados em parceria com o gabinete de estudos e consultoria BIPE, com base num inquérito barométrico conduzido no terreno em Novembro/Dezembro de 2011, pela TNS Sofres. 


Fonte: www.agenciafinanceira.iol.pt
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