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10 de janeiro de 2013

Travar o sobre-endividamento - Sinais de Alarme




Se faz um esforço considerável para pagar a mensalidade da casa ou do carro ou já tem em atraso duas ou três prestações, não demore a reagir. Identifique as entidades com as quais está em falta (banco, Fisco, Segurança Social, prestadores de serviços essenciais, como a EDP), contacte-as e exponha o problema.
Apesar de serem expectáveis alguns entraves, nenhuma destas entidades quer aumentar a lista dos seus devedores, e a maioria estará disponível para negociar acordos de pagamento faseado.
O banco, por exemplo, não tem interesse em deter crédito malparado e estará, à partida, recetivo a encontrar uma solução conveniente para as duas partes. Algumas das vias possíveis passam por alargar o prazo do empréstimo ou definir um plano de pagamentos alternativo compatível com o seu vencimento. Se tiver um crédito pessoal, pode procurar condições mais vantajosas noutro banco. A concretizar-se esta hipótese, não se esqueça de que a liquidação da dívida pode envolver uma penalização.
Considere ainda a consolidação de créditos, sobretudo se tem um empréstimo à habitação ou um terreno, para dar como garantia. A ideia é juntar todos os empréstimos num só (por exemplo, o pessoal, o da casa e a dívida do cartão de crédito), dar como garantia a casa ou o terreno e alargar o prazo de pagamento. Obterá uma prestação inferior à soma das mensalidades dos vários créditos. Nalguns casos, poderá haver um aumento dos juros pagos no final do empréstimo consolidado. Terá ainda de pagar alguns encargos, como penalizações por reembolso antecipado. Mas, para quem está em dificuldade, pode ser um preço aceitável pela folga financeira conseguida.








fonte: deco.proteste.pt

3 de janeiro de 2013

As Dívidas Estragam-lhe a Vida?



Responda honestamente a este inquérito. Quantas mais respostas afirmativas tiver, mais problemas tem de resolver. Não tenha vergonha de pedir ajuda a tempo. No banco onde está a dever dinheiro ou através de associações de apoio ao consumidor há pessoas disponíveis para o ajudar.

- Está sempre preocupado com dinheiro e com dívidas e isso perturba-lhe o trabalho, a vida social ou mesmo dormir?

- O dinheiro tem sido a origem de discussões familiares?

- Está a aumentar a fatia do seu rendimento disponível que usa para pagar dívidas?

- Tem dificuldade em pagar as contas ou deixou de as pagar?

- Não sabe quanto dinheiro deve?

- Está a pagar o mínimo nalgum cartão de crédito porque não tem dinheiro para pagar o total, atingiu o plafond ou viu algum cartão cancelado por falta de pagamento?

- Recorre ao crédito para pagar dívidas ou mesmo despesas básicas?

- Já pediu dinheiro emprestado a familiares e amigos?

- Tem pouco ou nenhum dinheiro poupado?



fonte: saldopositivo.cgd.pt

19 de dezembro de 2012

Famílias endividadas: rede de apoio arranca em janeiro



Governo vai obrigar bancos a avisar consumidores que correm risco de vir a entrar numa situação de sobreendividamento

A rede extrajudicial de apoio ao consumidor endividado arranca formalmente a 1 de janeiro, a par do novo enquadramento jurídico, com oito entidades e 20 centros espalhados no país, avançou esta terça-feira o secretário de Estado Almeida Henriques.

«Estamos a dar um passo de gigante e inovador para ajudar as famílias endividadas, disse à agência Lusa o secretário de Estado adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques.

O governante referia-se à rede do consumidor endividado, que «estará criada e formalmente a funcionar a partir de 01 de janeiro» e ao novo enquadramento jurídico, que também entrará em vigor no mesmo dia, obrigando os bancos a avisar os consumidores que correm o risco de vir a entrar numa situação de sobreendividamento ou que já estejam nessa situação e a entrar numa lógica de negociação extrajudicial.

Almeida Henriques explicou que a rede «assenta numa lógica de responsabilidade social» com o envolvimento de entidades públicas e privadas, que estão espalhadas pelo país e são reconhecidas pela Direção Geral do Consumidor e pelo Banco de Portugal.

«Estamos a falar nesta primeira fase [primeiro trimestre de 2013] de oito entidades e 20 centros espalhados no país, onde vão estar integradas pessoas reformadas com formação para poder dar este apoio», adiantou.

A rede será gratuita e estruturada numa lógica de proximidade às populações para «dar resposta ao problema complexo de endividamento das famílias», disse Almeida Henriques, frisando que a estimativa aponta para que existam «mais de um milhão de famílias» sobreendividadas, em situação de incumprimento de crédito ou de elevado risco.

O responsável adiantou que ainda este ano será aberto um concurso de apoios do Fundo do Consumidor «com uma verba exclusivamente dedicada a apoiar as entidades que integrarão a rede extrajudicial de apoio».

O Fundo do Consumidor foi dotado com cerca de 18 milhões de euros e é constituído por cauções cobradas aos consumidores pelos prestadores de serviços de eletricidade, de gás natural e de água.

Segundo Almeida Henriques, cerca de 100 mil pessoas terão pedido a devolução da caução no final do ano.

«Além da possibilidade de pedir a devolução da caução, este fundo terá que ser aplicado no apoio aos consumidores. Tivemos uma primeira fase com meio milhão de euros que já serviu para apoiar alguns destes centros que vão entrar em funcionamento e vamos lançar até ao final do ano mais uma fase para reforçar esta rede extrajudicial», frisou.

A constituição da rede resulta da nova legislação em vigor e de uma portaria que regulamentará os requisitos de acesso e o seu funcionamento.

«Estas ações vêm na sequência da legislação que já aprovámos e visa responsabilizar mais a banca, existindo sempre um procedimento extrajudicial», acrescentando que a nova legislação se aplica aos fiadores, visando também a sua proteção.

O novo diploma prevê que cada instituição de crédito crie um plano de ação para o risco de incumprimento (PARI), fixando os procedimentos e medidas de acompanhamento da execução dos contratos de crédito.

É também estabelecido um procedimento uniformizado para a regularização de situações de incumprimento - o procedimento especial, extrajudicial, de regularização de situações de incumprimento (PERSI).

Outra medida foi a revisão do regime dos serviços mínimos bancários, para a adesão dos principais bancos ao sistema e a regulamentação da sua aplicação (regime sancionatório).  

fonte: Agencia Financeira

8 de dezembro de 2012

Sobre-Endividamento: Quem o Pode Ajudar?

O incumprimento das famílias vai continuar a aumentar nos próximos trimestres fruto do ajustamento em curso da economia portuguesa, de acordo com Relatório de Estabilidade Financeira de novembro de 2012, divulgado pelo Banco de Portugal. Esta afirmação é corroborada por números: o crédito malparado dos particulares continuou a subir em Setembro, de acordo com o boletim estatístico de Novembro de 2012 do Banco de Portugal. O valor fixou-se nos 4,9 mil milhões de euros, mais 14 milhões do que o verificado em Agosto.


Se este é o seu caso, se começa a ter dificuldades em pagar os seus compromissos financeiros mensais ou então já existem prestações que não consegue regularizar, é altura de pedir ajuda. Neste caso, quanto mais cedo procurar auxilio melhor, não deverá esperar entrar em incumprimento bancário para agir. Conheça algumas entidades que o podem ajudar a negociar com os bancos.

 


Apoiare

A Apoiare é uma associação sem fins lucrativos, cujo objetivo principal é ajudar os cidadãos com problemas de endividamento a terem acesso a técnicos especializados, que os ajudem a resolver os problemas, quer seja diretamente ou através de protocolos com terceiros.
A primeira consulta de análise, que inclui a análise do orçamento familiar, avaliação do nível de endividamento, enquadramento psico-social e a definição de um Plano de Recuperação Económico-social, é gratuita. Para ter acesso aos restantes serviços, é necessário pagar uma quota anual de 35 euros.

GAS

O Gas é o Gabinete de Apoio ao Sobre-endividamento da Deco, cujo objetivo é prestar apoio aos consumidores com problemas de sobre-endividamento. A Deco faz uma análise da situação do sobre-endividado e entra em contacto com as entidades credoras com o objetivo de reestruturar as dívidas, de forma a que o consumidor consiga cumprir com as suas obrigações financeiras.
Esta ajuda não se estende a pessoas que tenham dívidas de natureza fiscal, como seja de IRS, IRC, IVA e à Segurança Social.

GOEC

O GOEC – Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores, resulta de um protocolo entre o Governo e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e foi criado para acompanhar e aconselhar as famílias no recurso ao crédito e na recuperação de situações de insolvência. Aqui é disponibilizado aconselhamento aos consumidores e prestam apoio gratuito em processos de renegociação de créditos com os bancos e outras instituições financeiras.

GAT

Quando a negociação das dívidas já não é possível, existe a hipótese da insolvência, que evita a penhora de bens. Para orientar as pessoas nesse sentido, existem os GAT – Gabinetes de Apoio Técnico, que prestam ajuda e acompanhamento em reestruturação, recuperação e insolvência de empresas e particulares.
Estes esclarecem e ajudam consumidores que estejam com dificuldades em cumprir as suas obrigações. Os gabinetes são ainda úteis no acompanhamento dos utentes que já estejam demasiado endividados sobre os instrumentos e possíveis soluções que evitem o incumprimento generalizado, os tribunais e a penhora de bens. Saiba mais no site www.insolvencia.pt.

Fundação Agir Hoje

A Fundação Agir Hoje é uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social, que trabalha com pessoas que estão sobre-endividadas ou com problemas financeiros, numa abordagem diferente, que coloca a pessoa no centro e não a dívida.
Porque uma situação de sobre-endividamento não é apenas um problema de dinheiro, e afeta radicalmente toda a vida da pessoa, o seu bem-estar, a família e a forma como a sociedade o encara, um dos objetivos da fundação é promover grupos de entreajuda para pessoas que estão nesta situação. A participação nos grupos de entreajuda é gratuita, voluntária e confidencial.
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