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27 de dezembro de 2012

O novo “iPhone killer” vem da Rússia e tem dois ecrãs


Com um orçamento de 19 milhões de euros, o YotaPhone vai ser a sensação dos smartphones em 2013. 
Trinta e cinco engenheiros fechados num laboratório desde maio estão a criar o que poderá ser uma das maiores inovações no mercado em 2013: o YotaPhone. O protótipo do primeiro smartphone russo foi apresentado este mês em Moscovo, pelo CEO da empresa Yota Devices, Vladislav Martynov. À primeira vista, é um dispositivo impressionante – o que ajuda a explicar porque é que recebeu um orçamento de 25 milhões de dólares (19 milhões de euros) e a atenção de toda a indústria.

 
“Criámos isto para ser diferente. Hoje em dia a maioria dos smartphones são aborrecidos – são apenas caixas. Isto é um telemóvel para as pessoas que querem estar fora da caixa”, disse Martynov ao Wall Street Journal, durante a apresentação do protótipo. O responsável de 43 anos tem vontade de fazer história, e prepara o lançamento do telemóvel já no início do ano, primeiro no Consumer Electronics Show em Las Vegas e depois no Mobile World Congress, em fevereiro. A maior feira anual dedicada ao mundo móvel deverá ter em 2013 uma das suas edições mais ferozes, já com os novos BlackBerry 10 e possivelmente o Samsung Galaxy S4. Mas o YotaPhone seguramente vai virar cabeças.
A principal característica deste smartphone é que não tem um, mas dois ecrãs de 4,3 polegadas (o novo iPhone 5 tem 4). Na parte da frente um LCD tátil, na parte de trás um ecrã de papel eletrónico. E a promessa de uma bateria que dura mais que a dos smartphones topo de gama, cuja autonomia é ainda uma das maiores fraquezas. Depois de apresentado no MWC, em Barcelona, a intenção da empresa é lançar o YotaPhone na Rússia durante o terceiro trimestre de 2013 e enviá-lo depois para o resto do mundo no quarto trimestre, a tempo das compras de Natal. Quanto ao preço, deverá rondar os 500 euros. Lá dentro, o omnipresente Android da Google, que nessa altura já deverá ir na versão 5.
“Eles têm uma ideia inovadora, mas uma marca desconhecida”, considera a analista Carolina Milanesi, da Gartner. “O mercado dos telemóveis é muito virado para a marca e a moda, portanto concorrer será difícil”, atestou ao WSJ.
No entanto, a abordagem é interessante quando se pensa na quantidade de smartphones Android que existem no mercado. De centenas de modelos, apenas alguns se distinguem, nomeadamente os Galaxy da Samsung. Desenhar um telemóvel com dois ecrãs é receita segura para sobressair entre a concorrência, cada vez mais difícil num mercado em que 75% dos dispositivos são Android.
Além de alta definição, o YotaPhone será 4G e terá um processador Snapdragon MSM 8960 da Qualcomm. Também terá a capacidade de passar informação do ecrã principal para o ecrã a preto e branco, como por exemplo um bilhete de avião eletrónico: mesmo que o telemóvel fique sem bateria, o bilhete continua a estar disponível no ecrã traseiro. A Yota tem grandes expectativas para este telemóvel, e o mercado também.
Google está a desenhar o seu próprio telemóvel
Agora que comprou a Motorola, a Google está a preparar o primeiro smartphone integralmente desenhado e fabricado por si. O X-Phone, nome de código revelado pelo Wall Street Journal,a deverá ser lançado em meados de 2013. Terá uma integração total de hardware e software, replicando a estratégia da Apple com o iPhone. A Google pretende usar também as tecnologias adquiridas com a compra recente da Viewdle, uma empresa de software de reconhecimento gestual e imagética.


In: www.dinheirovivo.pt

2 de novembro de 2012

Aplicação para iPhone ajuda apanhadores de cogumelos a identificar as espécies


A Associação Micológica "A Pantorra" está a desenvolver, em parceria com um especialista em informática, uma aplicação para iPhone, que vai servir como guia de campo para a apanha e identificação de cogumelos na região nordestina.


"Uma vez que o conhecimento dos cogumelos para a maioria de pessoas é reduzido, centramos esta aplicação em espécies que abundam no nordeste transmontano, mas que poderá ser utilizada em outra regiões do país, já que há espécies semelhantes", contou à Lusa o autor do projeto, Álvaro Monteiro.
Nesta primeira fase do projeto, considerado "pioneiro" em Portugal, foi criada uma lista com 34 espécies de cogumelos, as quais foram fotografadas e identificadas pelos micólogos da associação "A Pantorra", de forma "a melhor elucidar" quem por esta altura do ano se dedica a apanha destes fungos.
De futuro, a aplicação será dotada de um sistema de GPS para que os utilizadores, à medida que vão apanhando os cogumelos, possam fazer a marcação dos locais, para assim se perceber onde proliferam as espécies. 
"A ideia deste projeto será elevar o nível médio de conhecimentos acerca dos cogumelos e ajudar a prevenir eventuais intoxicações provocadas por algumas espécies", acrescentou o técnico. 
Para já, a aplicação estará apenas disponível para o sistema iPhone e por enquanto não há a possibilidade de ser aplicada a outros "smartphones," em território nacional. 
"A ideia passa por ter disponível uma lista de cogumelos que vai sendo selecionada pelo utilizador, enquanto vai visualizando fotografias para assim, inequivocamente, poder apanhar a espécie desejada e sem erro, já que a mesma pode ser comparada no terreno", frisou Álvaro Monteiro.  
A cada fotografia está associada uma descrição técnica resumida para que cada apanhador, de forma rápida, possa verificar se o cogumelo é, ou não, comestível. 
"Haverá uma iconografia apropriada inserida no programa que ajudará a identificar os cogumelos e uma descrição textual e precisa que ajudará a perceber os perigos e as características que lhes estão associados", concluiu o mentor da iniciativa. 


Fonte: www.sicnoticias.sapo.pt
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