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3 de janeiro de 2013

Governo paga 692 euros para a criação de cooperativas


Programa COOPJOVEM destina-se a jovens interessados em desenvolver um projeto, em dediçação exclusiva


O programa COOPJOVEM, destinado a apoiar a criação de cooperativas, prevê a atribuição de uma bolsa de 691,71 euros aos jovens licenciados interessados em desenvolver um projeto, que exige dedicação exclusiva.

A portaria que regulamenta o COOPJOVEM, programa de apoio ao empreendedorismo cooperativo, foi esta quinta-feira publicada em «Diário da República» e estabelece três iniciativas: acesso a uma bolsa para desenvolvimento do projeto, apoio técnico e acesso a crédito bonificado ao investimento no âmbito do MICROINVEST.

Podem concorrer ao COOPJOVEM, jovens com idades entre os 18 e os 30 anos e, pelo menos, o 9.º ano de escolaridade, interessados em criar uma nova cooperativa com um mínimo de cinco e um máximo de nove cooperantes.

Podem também candidatar-se ao programa empreendedores entre os 18 e os 40 anos com, pelo menos, o 9.º ano escolaridade que pretendam criar uma nova secção, com um limite de nove jovens agricultores, numa cooperativa já existente e que tenha até 10 trabalhadores.

Para apoiar os jovens no desenvolvimento da cooperativa, o programa prevê a atribuição de bolsas, exigindo em contrapartida «dedicação exclusiva dos jovens à concretização do projeto apresentado».

A bolsa tem um valor máximo de 691,71 euros para jovens com ensino superior completo (correspondente a 1,65 vezes o indexante dos apoios sociais), 544,99 para jovens com ensino secundário completo (1,3 vezes o IAS) e 419,22 para quem não concluiu o ensino secundário, durante um período mínimo de dois meses e máximo de seis meses.

Os beneficiários da bolsa terão que apresentar relatórios de progresso do projeto e podem candidatar-se às linhas de crédito do MICROINVEST.

Neste âmbito, são elegíveis os projetos de investimento que criem, pelo menos, um posto de trabalho na nova cooperativa ou de que resulte «a criação líquida de postos de trabalho nas cooperativas agrícolas já existentes».

As candidaturas ao programa devem ser apresentadas à CASES (Cooperativa António Sérgio para a Economia Social), entidade que será responsável pela validação dos projetos.


fonte: agenciafinanceira.iol.pt

24 de novembro de 2012

Câmara de Lisboa sorteia 26 casas para jovens


Concurso está aberto até dia 13 de dezembro e destina-se a jovens até 35 anos de idade
Está aberto até dia 13 de dezembro um concurso municipal para entregar 26 imóveis a jovens nacionais ou estrangeiros até 35 anos de idade. 

O concurso, que abriu no dia 15 de novembro, destina-se a pessoas ativas com rendimentos até aos limites estabelecidos no regulamento (por exemplo, o rendimento de 4 pessoas deve situar-se entre 349,20 e 1222.2 euros), que não tenham no seu agregado familiar qualquer imóvel na área metropolitana de Lisboa ou áreas limítrofes. 
No total vão ser colocadas à venda 26 frações localizadas nas freguesias dos Anjos, Mercês, São Domingos de Benfica e Marvila. A maior parte dos imóveis foram recuperados e encontram-se em prédios restaurados ou em boas condições. 
Os interessados poderão visitar as habitações, que vão estar abertas consoante hora e data estipulada pela Câmara Municipal. Conheça os imóveis
A candidatura é feita a partir do preenchimento de um Boletim de Inscrição disponibilizado pela autarquia e ser entregue em mão em um dos três balcões disponibilizados para o efeito. A candidatura implica o pagamento de uma caução de 50 euros que será devolvida caso o candidato venha a ser o efectivo comprador da casa. 



In: www.dinheirovivo.pt

14 de novembro de 2012

Empresas dão formação a jovens e pagam

 

Dez entidades públicas prestam formação equivalente ao 12º ano e dão bolsa de 42 euros a cada aluno

Dez empresas públicas vão dar formação equivalente ao 12º ano a jovens entre os 15 e os 24 anos, atribuindo uma bolsa de profissionalização de 42 euros por mês, a cada aluno, segundo o secretário de Estado do Emprego.

As entidades são os CTT, ANA (gestora dos aeroportos), TAP Portugal, CP, EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), REFER (gestora da infraestruturas ferroviárias), Metropolitano de Lisboa, Transtejo, Estradas de Portugal e STCP (Sociedade de Transportes Coletivos do Porto), que assinaram esta quarta-feira protocolos de colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, segundo a Lusa.

O secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins, destacou o «impacto positivo» do sistema de aprendizagem dual (teórica e prática, em contexto de trabalho nas empresas) na empregabilidade dos jovens, considerando que «é uma vantagem muito importante».

«A oportunidade de aprender algo com estas empresas irá reforçar a sua empregabilidade», afirmou.

A formação dura cerca de dois anos e meio e implica a assinatura de um contrato, mediante o qual será atribuída uma bolsa de 42 euros.

Pedro Silva Martins adiantou que aproximadamente 40% do tempo total de formação é passado nas empresas e sublinhou que esta incidirá em «setores de forte componente tecnológica», nomeadamente eletrónica e automação, energia, serviços de transporte e metalomecânica.

O secretário de Estado acrescentou que as vagas em cursos de aprendizagem dual cresceram 50% neste ano letivo e que pretende atingir uma meta de 30 mil alunos em 2012, 50 mil em 2015 e 100 mil em 2020, estando atualmente envolvidas mais de 5.600 empresas.

Quanto ao número de vagas que serão criadas nas empresas públicas está ainda por determinar: «Estes protocolos permitem a criação de várias turmas, de forma a assegurar a colocação a várias dezenas ou, eventualmente, várias centenas de jovens que vão fazer a sua formação prática nestas empresas», disse, adiantando que «atualmente, estão lançadas cerca de 700 turmas de aprendizagem dual».

Instado a comentar os dados hoje divulgados sobre a taxa de desemprego, que subiu para 15,8% no terceiro trimestre e entre os jovens está quase nos 40%, Pedro Silva Martins admitiu «preocupação», mas salientou que os números são semelhantes aos que já foram divulgados pelo Eurostat e estão «enquadrados nas perspetivas que já foram apresentadas», pelo que o Governo mantém a sua estimativa de 15,5% para 2012.

«São números que obviamente merecem a maior preocupação. O desemprego em Portugal é particularmente elevado, mas essa é uma razão que nos dá ainda mais alento para dinamizar iniciativas como esta (...). Temos de investir em ações que permitam a aquisição de competências que sejam as mais apropriadas, nomeadamente neste contexto de transformação que a economia portuguesa está a atravessar».

 

In: www.agenciafinanceira.iol.pt

 

 

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