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5 de março de 2013

Vale a Pena Juntar as Contas Poupança da Sua Família?


Por norma, uma família não tem apenas uma única conta-poupança, mas sim várias. Por exemplo, é comum num agregado familiar cada membro do casal ter uma conta poupança individual, um depósito ou uma conta para as poupanças da família e que existia ainda uma conta poupança aberta para alocar as poupanças de cada filho. A acrescentar a este rol de contas há ainda que contabilizar os depósitos pontuais que as famílias subscrevem para aproveitar as campanhas promocionais promovidas pelos bancos em que oferecem taxas de juro mais atrativas. Contas feitas, é possível que uma mesma família acumule uma mão cheia de contas poupança diferentes. Cada uma delas com uma remuneração diferente: umas mais bem remuneradas do que outras.

Mas não tem de ser assim. Com o eclodir da crise, os bancos têm lançado no mercado várias soluções financeiras que permitem às famílias fazerem a otimização das suas poupanças. Uma dessas soluções passa pela consolidação dos juros associados às contas poupança da mesma família. Ou seja, o juro atribuído pelo banco não é feito conta-a-conta, mas é antes atribuído em função do saldo conjunto das várias contas poupança do mesmo agregado. Quanto maior for o saldo conjunto das várias contas, mais elevado será o juro definido. Desta forma, a remuneração a atribuir é igual para as contas-poupança da mesma família. A ideia subjacente a esta solução é a de que as famílias conseguem assim obter uma rendibilidade mais elevada do que obteriam em cada uma das suas contas individualmente.

Para acederem a esta solução, as famílias terão de eleger pelo menos duas contas poupança. Além disso, e no caso da solução disponibilizada pela CGD, poderão associar-se ao grupo o cônjuge do titular da primeira conta, descendentes até ao 4º grau e ascendentes até ao 2º grau. Com a vantagem de que cada conta mantém a respetiva titularidade e regime de movimentação.

Para ter a certeza que este poderá ser o produto financeiro ideal para as poupanças da sua família compare os juros oferecidos nesta solução financeira com a remuneração oferecida nas comuns contas-poupança e até nos depósitos a prazo.

E não é apenas no segmento das famílias que é possível fazer a consolidação dos juros de várias contas. Recorde-se que já vários bancos disponibilizam a mesma solução para as empresas, permitindo às firmas o cálculo dos juros em função da totalidade dos saldos de cada uma das suas contas –juros esses que depois podem ser creditados numa única conta, ou em cada uma das contas em questão.


fonte: saldopositivo.cgd.pt

28 de outubro de 2012

Deixou de ser possível subscrever Certificados do Tesouro

 

«Face ao reduzido sucesso do produto, o Governo decidiu suspender, com efeitos imediatos, a emissão de Certificados do Tesouro».

Foi desta forma, em comunicado de imprensa, que o Governo anunciou o fim do reinado dos Certificados do Tesouro no passado dia 30 de agosto.
Criados em julho de 2010 e destinado à poupança de longo prazo dos particulares (até 10 anos), tornaram-se populares e uma das melhores soluções de poupança com capital garantido para o médio e longo prazo (cinco a dez anos), batendo o rendimento dos depósitos e seguros de capitalização. Por isso, é um pouco estranha a expressão «reduzido sucesso do produto» na justificação destas alterações.
A redução da procura em 2012 terá mais a ver com o risco de crédito do Estado (ver gráfico): uns aforradores afastam-se da dívida do estado e outros preferem as Obrigações do Tesouro, que proporcionam um rendimento superior. Quem subscreveu, deverá manter entre cinco a dez anos, para conseguir um bom rendimento.

Aplicações e resgates de Certificados do Tesouro
(em milhões de euros)
Em dois anos foram aplicados 1,85 mil milhões de euros em Certificados do Tesouro. A crise da dívida pública e o risco de crédito do Estado veio refrear a procura destes títulos em 2012.

Estado de desconfiança

Sem os Certificados do Tesouro, os aforradores deixam de ter disponível um produto de médio e longo prazo, capital garantido, baixo risco, elevada liquidez e um rendimento atrativo. Cada vez mais, os aforradores que pretendam aplicações com menos risco e capital garantido são deixados à mercê da oferta de bancos e seguradoras, mas as possibilidades de investimento são cada vez menores e com rendimentos mais baixos. Existem ainda as Obrigações do Tesouro, mas só recomendamos para montantes acima de 2500 euros.
Por outro lado, esta situação vem reforçar uma exigência nossa (ver análise): os produtos de aforro do Estado deveriam ser regulados por uma entidade autónoma, que acompanhe os mercados, controle a informação prestada e vigie o comportamento das entidades que os comercializam. Até agora tem sido o Governo quem dita as regras e tem o poder para manter ou alterar a remuneração de forma arbitrária, distorcendo as regras da concorrência.
Se «o Governo tem vindo a constatar o desinteresse gradual dos aforradores relativamente aos instrumentos de poupança de retalho emitidos pelo Estado», como refere no comunicado, não será também devido a estas constantes alterações nas regras dos produtos, deixando o aforrador desorientado e cético em relação ao Estado?


Fonte: Proteste Investe

Depósitos a prazo: juros em tamanho “s”

 

Os juros dos depósitos estão cada vez mais pequenos. Agora, a taxa de imposto sobe de 25% para 26,5% e, no próximo ano, será de 28 por cento.

Taxas de referência: zero é o limite

A Euribor é a taxa a que os bancos emprestam dinheiro entre eles, em vários prazos. Serve de referência para todo o sistema financeiro europeu. Atualmente, a Euribor está nos valores mais baixos de sempre: a um mês é de 0,1%, a três meses é de 0,2%, a seis meses é 0,4% e a 12 meses é de 0,65 por cento. Valores muito abaixo dos que existiam, por exemplo, no começo do ano: 0,8% a um mês, 1,2% a três meses, 1,5% a seis meses e 1,8% a 12 meses.

Banco de Portugal não deixa esticar

No segundo semestre de 2011 as taxas de juro dos depósitos estavam elevadas, pois os bancos precisavam de liquidez. O Banco de Portugal, preocupado com a estabilidade das instituições financeiras, emitiu instruções no sentido de redução das taxas de juro dos depósitos, primeiro em novembro de 2011 e, depois, reforçou em abril de 2012.
Por exemplo, atualmente, para depósitos a 12 meses, são penalizados os bancos que pratiquem taxas de juro superiores a 3,65% bruta (Euribor nesse prazo mais 3% de spread definido pelo Banco de Portugal). Assim, à taxa de imposto atual, a taxa de juro máxima que o Banco de Portugal permite sem penalizar o banco é de 2,7% líquida. A penalização consiste no reforço dos capitais próprios numa proporção que tem em conta o montante aplicado nesses depósitos, o prazo e a taxa.
Esta medida teve efeito imediato nos superdepósitos, aqueles que têm taxas muito superiores à média porque se destinam a captar novos clientes ou novos capitais: há um ano existiam três bancos a remunerar a 6% brutos depósitos especiais até um ano, agora a melhor taxa dos superdepósitos é de 5% a 3 meses (ver análise).
No entanto, os bancos estrangeiros que não contribuem para o Fundo de Garantia dos Depósitos escapam a estas restrições (PrivatBank, Barclays e Deutsche Bank).

Taxas de juro brutas médias de depósitos até 1 ano
(em %)
Em Portugal, as taxas de juro dos depósitos bancários atingiram valores mais elevados do que a média da zona euro, especialmente em 2011. Mas, algumas medidas do Banco de Portugal e a descida da Euribor fizeram com que ao longo deste ano se aproximas-sem dos valores médios da zona euro. Fonte: Banco de Portugal

“XXL” só mesmo o imposto


Segundo uma proposta de Orçamento do Estado para 2013, os rendimentos sujeitos a taxas liberatórias, como os juros de depósitos e a generalidade dos rendimentos de capital, passarão a ser tributados a uma taxa de 28 por cento. Desde o começo deste ano passaram a ser tributados a 25%, mas já está no Parlamento uma proposta de lei para passar esta tributação para os 26,5 por cento. Assim, em cerca de um ano, a taxa de imposto sobre o rendimento dos depósitos passa de 21,5% para 28 por cento.
  
Que soluções
 
 

Para 2013, o Banco de Portugal estima uma taxa de inflação de 1 por cento. Se optar por depósitos de curto prazo até um ano tenha em atenção que deverá escolha sempre depósitos com rendimento líquido acima da inflação, de modo a assegurar rendimento real positivo, ou seja, para que o seu dinheiro não perca valor. Como ainda prevemos que se mantenha esta tendência de baixas taxas de juro durante algum tempo, o melhor é escolher um depósito com um prazo mais longo (entre um a três anos) com taxa de juro fixa ou crescente e, assim, garante essa remuneração durante este período mais instável.
Para um depósito a um ano, as taxas variam entre 0,1% e 4,1% líquidas (ver simulador). No nosso comparador, encontra as taxas praticadas para depósitos a um, três, seis e 12 meses e, em breve, adicionaremos também os depósitos de médio e longo prazo.

Fonte: Proteste Investe

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