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19 de janeiro de 2015

Cinco resoluções de poupança para 2015



O início de um novo ano traz sempre consigo novos desejos e novos objectivos. Estes objectivos também podem ser aplicados num contexto de poupança transformada num hábito corrente. Vamos hoje dar-lhe cinco resoluções de ano novo sobre poupança, para aplicar durante o ano de 2015. Comece já a coloca-los em prática e a por em ordem as suas finanças pessoais.

Um dia de gasto zero por semana

Pode determinar um dia da semana (o que considere ser mais oportuno) em que se mantenha fiel à filosofia do gasto zero. Uma jornada onde não irá gastar dinheiro nenhum nas lojas.

Como economizar dinheiro nos transportes

Ganhe coragem e comece a caminhar mais no seu dia-a-dia, utilize a bicicleta, ou use os transportes públicos em vez do carro. Também pode partilhar o carro com os colegas de trabalho (e vice-versa).

Controle os seus gastos

Há pessoas que têm em conta o seu orçamento mensal, no entanto não controlam com atenção ou fazem um seguimento dos gastos efectuados. Experimente fazer o exercício de anotar durante uma semana todos os gastos que fizer (até mesmo aqueles que considere serem mais insignificantes). Desta forma poderá ter um melhor controlo e visualizar mais facilmente todos os seus hábitos de consumo.

Valorize as compras em relação ao salário

Antes de fazer uma compra que represente um gasto importante no seu orçamento mensal, pense em quantas horas de trabalho irá ter que fazer para ganhar o dinheiro que vai gastar. Desta forma, poderá fazer um balanço mais realista sobre se compensa fazer o gasto em termos de esforço pessoal.

Reflicta antes de comprar

Por vezes somos assolados por um impulso consumista de fazermos compras sem haver uma necessidade real. Antes de fazer qualquer compra, deve ganhar o hábito de reflectir durante um dia sobre se existe ou não a necessidade de realizar essa compra. Este tipo de reflexão é especialmente útil e ideal no sentido de tentarmos racionalizar os desejos de compra.

in comoeconomizar.net

29 de julho de 2013

Finanças Pessoais: Saiba como poupar para os seus filhos



Oferta é variada e pode ir dos depósitos atéaos fundos de investimento. Depende da idadee do risco
Poupar a pensar no futuro dos filhos é uma preocupação comum da maioria das famílias portuguesas. Esta é uma tarefa mais complicada tendo em conta o orçamento mais asfixiado, mas agora poderá ser a altura ideal para juntar um pé-de-meia se já recebeu ou vai receber o subsídio de férias.
A verdade é que nem sempre é fácil escolher a melhor solução para rentabilizar o dinheiro. Pelo menos, é este o alerta feito pela Associação de Defesa do Consumidor (Deco): “Analisámos as propostas dos bancos e visitámos alguns balcões. Concluímos que as contas poupança para crianças e jovens têm um rendimento pouco interessante, inferior ao das melhores contas de depósito dirigidas a adultos.” A associação acrescenta ainda que, quando visitaram os balcões das instituições financeiras, “foram quase unânimes em aconselhar depósitos a prazo, mesmo não sendo a melhor opção para todas as idades. Pior foi a taxa anual líquida apresentada: 2%”.
No entanto, antes de seleccionar os produtos financeiros analise a oferta existente no mercado e tenha em conta alguns critérios, como a idade das crianças (ver caixas ao lado).

Oferta Segundo a ronda feita pela Deco, os depósitos a prazo eram os instrumentos eleitos pelos bancos. “Dos 20 preçários que analisámos, 13 apresentavam produtos para crianças ou jovens. As propostas vão desde contas à ordem ou a prazo até seguros de capitalização ou planos mutualistas. O problema é que nenhum dos produtos proporciona, no primeiro ano, um rendimento superior ao dos melhores depósitos tradicionais a 12 meses.”
Mesmo assim, a associação elege o Montepio e o Banco Popular por terem as melhores propostas para os menores ao oferecerem uma taxa de juro líquida de 2,2%. Já os melhores depósitos tradicionais chegam aos 3% de rendimento líquido. Apesar da remuneração pouco atractiva, a Deco lembra que a “única vantagem das contas para jovens é permitirem entregas regulares de baixo valor: útil como destino do dinheiro que as crianças recebem de familiares”. Por isso mesmo, os depósitos a prazo nem sempre são a melhor opção, sobretudo quando falta muito para o filho completar 18 anos.

Oferta Para seleccionar o melhor produto de poupança deve ter em conta três factores: a idade da criança ou jovem na data da contratação; se pretende ou não aceder ao dinheiro a qualquer momento; e qual o risco que os pais estão dispostos a correr. Isso significa que, para os mais novos, o potencial de rendimento é superior quando se investe em produtos  de longo prazo. “Embora envolvam algum risco, por incluírem acções, como o prazo é longo, dá tempo para recuperar eventuais perdas”, lembra a Deco. Por isso mesmo, é aconselhado o investimento em fundos mistos porque aplicam de uma forma diversificada o dinheiro em acções e obrigações. Segundo a percentagem aplicada em acções, pode optar por fundos defensivos (30%),  neutros (entre 30% e 50%) ou agressivos (mais de 50%). Ou seja, “quanto maior a percentagem daquelas, maior o rendimento potencial e o risco”.
Já entre os 11 e os 18 anos o factor “risco” deve ser considerado. Perto dos 11 anos, quem estiver disposto a arriscar um pouco para, em troca, obter um rendimento superior, pode apostar em fundos mistos defensivos. Os produtos sem qualquer risco têm um rendimento mais baixo, como os depósitos a prazo e os Certificados de Aforro. Mas têm uma vantagem: “Tem  sempre o dinheiro disponível e, à partida, pode fazer reforços quando quiser. São mais indicados para quem pode precisar do dinheiro em qualquer momento.” Desta forma, as Obrigações do Tesouro são um produto de baixo risco, mas só interessam a quem não faz questão de ter o dinheiro disponível a curto prazo e não pretende fazer reforços de capital. “Trata-se de uma poupança de médio e longo prazo (3 a 10 anos), com um rendimento superior ao dos depósitos e certificados. Para estes prazos, pode atingir os 4,2% líquidos”, refere a associação.
“Um investidor mais cuidadoso, mas que queira garantir um bom rendimento, deve diversificar e combinar vários produtos. Ou seja, abrir um depósito a prazo para garantir alguma liquidez, comprar Obrigações do Tesouro para aumentar o rendimento com segurança e investir num fundo misto, para rentabilizar melhor o dinheiro”, conclui a Deco.


in ionline.pt

9 de maio de 2013

Poupanças: Deve deixar o dinheiro no banco ou não?


Neste momento é seguro manter as poupanças no banco?

O impacto do resgate ao Chipre implicou o recurso ao dinheiro dos depositantes e os portugueses questionam-se sobre se isso poderá acontecer por cá. As probabilidades são reduzidas, mas não é um cenário impossível. Nenhum dos resgates está a ser executado da mesma forma e há sempre margem para "inovação". Mas os pequenos depositantes podem dormir descansados. A garantia dos depósitos até 100 mil euros foi assumida como um pilar para a preservação da integridade da zona euro, mesmo não existindo um fundo comum europeu. Já os maiores depositantes têm menos "garantias". Ainda assim, Portugal não é comparável ao Chipre e não há razão para preocupações de maior.

Deixar todo o dinheiro num único depósito a prazo tem alguma vantagem?

Do ponto de vista da garantia dos depósitos, quem possui um montante inferior a 100 mil euros pode deixá-lo num único banco. Terá maior margem negocial para conseguir uma taxa superior. Para montantes superiores, deve dividir por contas em diversos bancos ou adicionar titulares. Assim, cumpre a regra dos 100 mil garantidos por conta e titular. Do ponto de vista da diversificação do investimento, não deve ficar preso aos depósitos. O melhor é repartir o dinheiro por vários produtos: Certificados de Aforro, obrigações de empresas e, com mais risco, fundos e ações. No último caso, o mais sensato é investir a médio ou longo prazo.

Vale a pena negociar a taxa de juro?

Não custa tentar, sobretudo se estivermos a falar de montantes acima de 20 mil euros. Contudo, os bancos estão cada vez mais limitados na negociação. Por um lado, as taxas de juro de referência do mercado desceram, com a Euribor nos níveis mais baixos de sempre, próximos de zero. Por outro, em 2011 e 2012, o Banco de Portugal restringiu bastante as taxas. Impõe mesmo "penalizações" aos bancos com taxas acima de um limite que corresponde à Euribor acrescida de um spread. Hoje, negociar o juro é mais difícil do que há dois anos.

Na renovação do depósito, é melhor continuar ou mudar?

Depende da taxa. Devemos procurar as melhores taxas do mercado, sempre acima da inflação estimada, de forma a garantir um rendimento real. Os depósitos promocionais para novos clientes ou novos montante têm taxas superiores. Se o consumidor aproveitar um desses depósitos, como não é possível renovar, pode não ser interessante manter o dinheiro na mesma instituição. Não recomendamos a renovação automática dos depósitos, porque equivale a dar autorização ao banco para reinvestir o dinheiro, independentemente de a taxa ser ou não interessante. Mesmo que seja um investidor conservador, faça uma gestão ativa e atenda dos seus depósitos.

O que fazer se o banco ameaçar mudar as condições do crédito à habitação no caso de o cliente transferir o depósito?

No contrato de crédito à habitação, ficam definidos os produtos que o cliente deve manter para usufruir de um spread mais baixo. Se um depósito a prazo for um desses produtos, então, terá de ser mantido (e, eventualmente, renovado) ou aquele corre o risco de ver a taxa do crédito agravada. No geral, os produtos que os bancos "obrigam" os clientes a subscrever são seguros, cartões de crédito e PPR.
Se um depósito a prazo não estiver contemplado, pode mobilizar o capital livremente, sem agravamentos nas condições do crédito.



fonte: dinheiro&direitos - deco proteste

5 de março de 2013

Vale a Pena Juntar as Contas Poupança da Sua Família?


Por norma, uma família não tem apenas uma única conta-poupança, mas sim várias. Por exemplo, é comum num agregado familiar cada membro do casal ter uma conta poupança individual, um depósito ou uma conta para as poupanças da família e que existia ainda uma conta poupança aberta para alocar as poupanças de cada filho. A acrescentar a este rol de contas há ainda que contabilizar os depósitos pontuais que as famílias subscrevem para aproveitar as campanhas promocionais promovidas pelos bancos em que oferecem taxas de juro mais atrativas. Contas feitas, é possível que uma mesma família acumule uma mão cheia de contas poupança diferentes. Cada uma delas com uma remuneração diferente: umas mais bem remuneradas do que outras.

Mas não tem de ser assim. Com o eclodir da crise, os bancos têm lançado no mercado várias soluções financeiras que permitem às famílias fazerem a otimização das suas poupanças. Uma dessas soluções passa pela consolidação dos juros associados às contas poupança da mesma família. Ou seja, o juro atribuído pelo banco não é feito conta-a-conta, mas é antes atribuído em função do saldo conjunto das várias contas poupança do mesmo agregado. Quanto maior for o saldo conjunto das várias contas, mais elevado será o juro definido. Desta forma, a remuneração a atribuir é igual para as contas-poupança da mesma família. A ideia subjacente a esta solução é a de que as famílias conseguem assim obter uma rendibilidade mais elevada do que obteriam em cada uma das suas contas individualmente.

Para acederem a esta solução, as famílias terão de eleger pelo menos duas contas poupança. Além disso, e no caso da solução disponibilizada pela CGD, poderão associar-se ao grupo o cônjuge do titular da primeira conta, descendentes até ao 4º grau e ascendentes até ao 2º grau. Com a vantagem de que cada conta mantém a respetiva titularidade e regime de movimentação.

Para ter a certeza que este poderá ser o produto financeiro ideal para as poupanças da sua família compare os juros oferecidos nesta solução financeira com a remuneração oferecida nas comuns contas-poupança e até nos depósitos a prazo.

E não é apenas no segmento das famílias que é possível fazer a consolidação dos juros de várias contas. Recorde-se que já vários bancos disponibilizam a mesma solução para as empresas, permitindo às firmas o cálculo dos juros em função da totalidade dos saldos de cada uma das suas contas –juros esses que depois podem ser creditados numa única conta, ou em cada uma das contas em questão.


fonte: saldopositivo.cgd.pt

10 de novembro de 2011

Proteja as suas poupanças do corte de rating

Devido a actual crise, é natural que portugueses estejam preocupados com a segurança das suas poupanças, afinal, o rating português foi considerado "lixo" por uma das grandes agências de notação financeira. Porém, é necessário agir com calma e rigor, para não colocar as suas poupanças em causa.




1- Esqueça os fundos de obrigações. Quase todos têm limites à exposição a títulos classificados como "junk bond", como é agora o caso da dívida soberana nacional e de algumas empresas. Por isso, esta não será a melhor altura para investir em fundos de obrigações.

2- Investir ou não em certificados de aforro e de tesouro. Esta é uma questão que divide as opiniões dos especialistas. Por um lado, se Portugal tiver de reestruturar a sua dívida – o que significa que o Estado não paga a totalidade da dívida emitida, com perdas para os credores -, quem investe em certificados do tesouro ou de aforro poderá ser também afectado. Por outro lado, o ministério das Finanças afirma que as poupanças dos portugueses em dívida pública estão protegidas no que respeita ao capital e aos juros.

3- Retirar o dinheiro dos bancos. Se o valor dos seus depósitos não ultrapassa os 100.000 não precisa de se preocupar. O Fundo de Garantia de Depósitos garante o seu capital. Caso tenha aplicado mais de 100 mil em depósitos, pode sempre distribuí-los por vários bancos.

4- Investir em acções portuguesas. Neste momento, a maioria dos especialistas aconselha a não investir em acções portuguesas, mas sim nos mercados europeus não periféricos. Existem boas oportunidades de compra na Europa.

5- Apostar no ouro é uma boa solução. O ouro é um activo de refúgio. Nos períodos de maior incerteza nos mercados, nunca desvaloriza, aliás, o outro tem vindo a valorizar nos últimos dez anos, batendo máximos históricos.

Fonte: Diário Económico
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