As mulheres vivem mais tempo, ganham menos e estão em maior risco de
pobreza. Conheça sete conselhos para gerir melhor o seu orçamento.
Os números não mentem: as mulheres vivem mais anos do que os homens –
em 2013 a esperança média de vida das mulheres era 84 anos enquanto a
dos homens era 77,6 anos – ganham menos e o risco de pobreza entre o
género feminino também é superior – 20% das mulheres estão em risco de
pobreza contra 18,9% dos homens, segundo o Inquérito às Condições de
Vida e Rendimento. Quer sejam casadas ou solteiras, com ou sem filhos, é
importante que as mulheres comecem a olhar para as suas finanças de
forma mais atenta e se preocupem com alguns pormenores importantes como a
poupança para a reforma. Conheça sete conselhos para gerir as suas
finanças de forma cuidada.
1. Não confie a sua segurança financeira numa terceira pessoa
Susana Albuquerque, da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito
Especializado, disse em entrevista ao Saldo Positivo, que o maior erro
financeiro que as mulheres cometem é entregar a gestão do seu dinheiro
aos seus maridos ou companheiros de forma cega. Por muito que seja
avessa a estes assuntos, se é casada ou vive em união de facto é
importante que seja uma voz ativa em tudo o que se passa nas contas da
família. Isto é particularmente relevante caso haja uma reviravolta na
sua vida – divórcio ou viuvez, por exemplo.
2. Conheça a situação financeira da família
Como já foi acima dito, é importante que não confie cegamente as
finanças do casal a outra pessoa. O casal deve agir em parceria, mas se
não gosta dos assuntos das finanças, é, pelo menos, importante que se
mantenha sempre a par da situação financeira da família. Assim sendo, é
determinante que conheça bem o orçamento familiar: qual o peso dos
créditos nas contas da família, qual o valor das despesas fixas mensais,
quanto é que o agregado ganha por mês e quanto é que conseguem
poupar.
3. Estabeleça objetivos financeiros
Uma boa forma de estar sempre a par da sua situação financeira é
estabelecer objetivos financeiros, como por exemplo: poupar para comprar
um automóvel, para ir de férias, para que os filhos consigam ir para a
faculdade ou para a reforma. Assim, deverá identificar todos os seus
objetivos financeiros, separá-los por curto, médio e longo prazo,
estabelecer uma quantia por mês para poupar para essas metas e avaliar
regularmente como estão a progredir. Se for necessário, faça algum
ajustamento para equilibrar as contas.
4. Gaste menos do que ganha
Esta é uma regra básica das finanças pessoais. Para se assegurar que
não está a gastar demasiado para os rendimentos que ganha deverá fazer o
orçamento familiar. Esta ferramenta será fundamental para manter o
controlo do dinheiro, saber quanto dinheiro é que está a gastar e onde
está a gastá-lo. Se descobrir que está a gastar uma parcela demasiado
elevada em artigos supérfluos, comece a cortar nos gastos para encontrar
um equilíbrio.
5. Aposte na educação e formação
A diferença salarial entre homens e mulheres continua a ser uma
realidade nos dias de hoje. Segundo dados publicados no CITE – Comissão
para a Igualdade no Trabalho e no Emprego –, relativos a 2012, as
mulheres ganham, em média, menos 185 euros do que os homens. Esta
desigualdade salarial é mais acentuada quanto maior é o grau de
qualificação. Apesar disto, é importante que aposte constantemente na
qualificação e formação por forma a ganhar novas competências e a ter
acesso a oportunidades profissionais e salariais que não teria de outra
forma.
6. Não gaste tudo com os filhos
Outro dos “pecados” financeiros apontados às mulheres é,
precisamente, gastarem muito dinheiro com as necessidades dos filhos e
acabarem por se esquecerem de si, nomeadamente de poupar. Com isto,
pretende-se que acima de tudo mantenha as contas em ordem, assegure a
estabilidade financeira da família e consiga poupar. Depois disto, se
houver margem poderá destinar uma parcela dos rendimentos para gastar
com as necessidades secundárias dos filhos, como os brinquedos ou
atividades de lazer. Outro conselho importante é evitar tirar dinheiro
das poupanças para satisfazer um capricho dos filhos.
7. Poupe para a reforma
Todas as pessoas devem poupar para a reforma, mas as mulheres devem
poupar uma parcela superior por dois motivos: vivem mais tempo do que os
homens e ganham menos do que os homens – terão uma reforma inferior.
Assim, é importante que comece a poupar o quanto antes para que o
esforço financeiro seja mais reduzido, e assim não perder qualidade de
vida quando a velhice chegar.
in saldopositivo.cgd.pt