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6 de agosto de 2018

Vai de viagem? Como realizar pagamentos no estrangeiro

Se vai viajar para um país fora da Zona Euro, é importante que pense sobre a forma de pagamento que irá utilizar.

Pagamentos no Estrangeiro

Viajar para o estrangeiro, em lazer ou negócios, implica alguma preparação. Isto é especialmente válido se o destino de eleição ficar fora da zona Euro, uma vez que terá de pensar sobre as questões financeiras. Se for para um país da União Europeia, que tenha aderido ao euro, não terá problemas. Pode usar os seus cartões sem pagar mais do que os habitantes locais e já está familiarizado com a moeda em questão. Mas, e se for para fora desta zona? Qual será o melhor método de pagamento? Usar os cartões é uma opção segura, mas que acarreta muitos custos. O ideal é usar um método misto: transportar consigo algum dinheiro e usar os seus cartões. Saiba como realizar pagamentos no estrangeiro

1. Onde comprar moeda?

Antes de partir em viagem poderá comprar moeda no banco ou em agências de câmbio, que estejam registados no Banco de Portugal. Por regra, as instituições de crédito disponibilizam duas hipóteses para trocar divisa:
– Por movimentação de conta: Em vez de se dirigir ao banco com notas na mão, poderá dar uma ordem à instituição bancária, onde tem conta aberta, que retira a quantia desejada da sua conta bancária por débito direto. Depois entrega-lhe a quantia em numerário. Este serviço apenas está reservado aos clientes do banco.
– Ao balcão: Poderá sempre optar levar dinheiro “vivo” ao balcão e trocá-lo pela divisa desejada. Neste caso, não terá de ser cliente do banco, mas irá pagar uma comissão superior.

A saber:
– Se quer trocar dinheiro no banco, é necessário reservar a divisa com alguns dias de antecedência (cinco a oito dias úteis).
– Por regra, os bancos cobram comissões por esta operação. As instituições são livres para estipular este valor, mas deve estar fixado no preçário. Quando não são cobradas comissões pelo câmbio de moeda, estas podem estar implícitas nas taxas de câmbio praticadas.
– As comissões, para trocar divisa por movimentação de conta, são normalmente bastante inferiores às que são cobradas por troca ao balcão.

Em alternativa, poderá optar pelas agências de câmbio, que estão, normalmente, localizadas nos grandes centros urbanos. Tenha em atenção que aqui também pagará comissão pela troca de divisa, mas estas casas, por regra, disponibilizam o dinheiro imediatamente (nomeadamente as principais divisas). Outra característica das agências de câmbio é que não permitem a troca de fundos da conta bancária, por isso, deverá levar dinheiro vivo.


2. Cada banco ou agência de câmbio pode definir a sua taxa de câmbio

“O câmbio é a operação de troca de uma moeda por outra (por exemplo, euros por dólares). A taxa de câmbio é o preço a que essa troca é feita, ou seja, o valor de uma moeda em unidades monetárias de outra moeda”, explica o Portal do Cliente Bancário, do Banco de Portugal.
Na prática, os bancos ou agências de câmbio são livres para fixar as taxas de câmbio que querem aplicar, mas os valores de venda e compra têm de estar devidamente publicitados. O Banco de Portugal divulga diariamente as taxas de câmbio de referência definidas pelo Banco Central Europeu (BCE), mas, tal como o nome indica, estas são de referência e meramente informativas.

Dica: Cada vez que troca moeda “perde” dinheiro na taxa de conversão que, na maior parte das vezes, já reflete o lucro da instituição. Procure minimizar essa perda. Antes de trocar dinheiro, contacte ou visite diferentes instituições, para saber qual garante o câmbio mais favorável.

3. Quer trocar dinheiro? Como calcular o valor em euros de determinado montante?

Como já foi acima dito, os bancos ou agências de câmbio são livres para determinarem as taxas de câmbio e comissões, que aplicam às operações de troca de divisa. No entanto, se vai viajar para um país fora da Zona Euro, e quer ter uma ideia da cotação da moeda local, poderá usar o conversor do Banco de Portugal. Os cálculos são feitos com base nas taxas de referência diárias, publicadas pelo BdP e pelo BCE e, por esse motivo, podem não corresponder ao valor calculado pela instituição de crédito ou agência de câmbio.

Exemplo: O João vai de férias para os Estados Unidos da América e quer levar, pelo menos, o equivalente a 300 euros em dólares para as despesas básicas. No dia 13 de abril de 2017, a taxa de câmbio de referência era a seguinte: 1 EUR = 1,06050 USD. Assim, de acordo com o resultado do conversor do BdP, 300 euros são equivalentes a 318,15 dólares. Este valor é apenas uma referência para fazer as suas contas.

Atenção à utilização dos cartões de pagamento

É importante levar algum dinheiro consigo, para fazer face a algumas despesas iniciais ou algum imprevisto, mas não se esqueça de levar consigo os cartões de pagamento (débito ou crédito). É mais cómodo, prático e seguro, mas faça contas às despesas que estes acarretam.

Pode levantar dinheiro ou fazer pagamentos, mas…

Fora de Portugal, poderá levantar dinheiro se a ATM tiver a identificação de uma das marcas constantes no cartão. Os cartões são aceites nos caixas automáticos das respetivas redes, isto é, as redes que têm acordo com uma das marcas que constam no cartão (as mais comuns são: Multibanco, Visa, Visa Eletron, Mastercard, American Express ou Maestro). Antes de introduzir o cartão na máquina, verifique as marcas.
O mesmo princípio é aplicado caso pretenda fazer um pagamento através de um TPA (Terminal de pagamento automático). Ou seja, o seu cartão será aceite nos comerciantes que têm contrato com a rede internacional que consta no cartão.

… Conheça os custos

Na União Europeia, os pagamentos efetuados com cartões estão abrangidos pelo princípio da igualdade de encargos. Isto significa que “a mesma instituição não pode cobrar comissões diferentes em pagamentos nacionais e transnacionais do mesmo tipo nos quais a moeda utilizada seja o euro”, pode ler-se no caderno dos Cartões, do Banco de Portugal. Ou seja, os bancos não devem cobrar comissões mais elevadas do que as que cobrariam por uma transação nacional. Nos países da União Europeia que não adotaram o Euro, a igualdade de encargos apenas se aplica se a transação for feita em euros.
Fora da União Europeia, tenha atenção às comissões que são cobradas por levantar dinheiro ou realizar pagamentos. Estes custos oscilam consoante o banco, e caso se trate de um cartão de débito ou de crédito. Assim:

Cartão de débito

– Por cada levantamento de dinheiro num ATM, pagará, pelo menos, três comissões: ao seu banco (que oscila consoante a instituição), a comissão de Serviço Interbancário (2%) e a comissão de Serviço Internacional (1%). Acresce ainda o Imposto do Selo.
– Por pagamento em TPA as despesas serão inferiores, uma vez que apenas paga a comissão de Serviço Interbancário (2%) e a comissão de Serviço Internacional (1%). Mais Imposto do Selo.

Cartão de crédito

– Se optar por levantar dinheiro com o cartão de crédito (cash advance) os custos vão subir. Além da comissão por utilização de cash advance e de levantamento em ATM que o banco cobra, ainda paga comissão de Serviço Interbancário (2%) e a comissão de Serviço Internacional (1%). Acresce ainda o Imposto do Selo.
– No caso de pagamento em TPA, as despesas são iguais às que teria se estivesse a usar cartão de débito. Paga comissão de Serviço Interbancário (2%), a comissão de Serviço Internacional (1%), mais Imposto do Selo.
Todos estes custos devem constar na proposta de adesão ao cartão de débito ou crédito.

in saldopositivo.cgd.pt

19 de janeiro de 2013

Sabe como surgiu o Dinheiro?



Sabia que nos tempos áureos dos descobrimentos, a moeda portuguesa foi, à semelhança do dólar nos dias que correm, padrão dos mercados internacionais e que foi reproduzida pelos países do norte, como forma de ganharem estatuto junto dos reis do Oriente? E que o primeiro banco português estava no… Brasil? Numa altura em que o Banco de Portugal prepara um novo museu do dinheiro, o Saldo Positivo foi visitar a atual exposição, ainda sediada no edifício central da instituição, denominada ”O Dinheiro no Ocidente Peninsular: do Artigo Padrão ao Euro” e esteve à conversa com António Vitorino, técnico de museologia do Banco de Portugal.
Uma visita ao museu é o equivalente a uma lição de história condensada em apenas uma hora, por aqui encontra-se não só a evolução da moeda ao longo dos tempos, no mundo e em Portugal, mas também uma caracterização  da altura em que ainda não havia dinheiro e as trocas eram feitas através de artigos padrão.
Desde estes tempos, muita coisa mudou. “O que existe hoje é uma forma de desenvolvimento civilizacional que nos distingue dos animais irracionais”, explica António Vitorino. O primeiro passo deu-se com a agricultura, que permitiu a proliferação de objetos transformados e recurso a alimentos que permitissem a dedicação a outras atividades que não a procura de comida. Durante centenas de anos, os objetos eram utilizados como dinheiro em transações. Os artigos padrão tinham de ter um valor e características de conservação que facilitavam a sua utilização.

A primeira moeda

A primeira moeda, da Lídia
A primeira moeda remonta ao século VII antes de Cristo (a.C) e apareceu no Reino da Lídia, onde hoje é a Turquia. A moeda nasce da “transformação do metal usado pelos comerciantes nas trocas que se efetuavam no Próximo Oriente, na região da Mesopotâmia e Egipto, que o Rei da Lídia mandou marcar com o seu símbolo. São marcas de poder natural”, explica António Vitorino.
Rapidamente, a técnica espalhou-se primeiro aos gregos e depois os romanos. “Foi no período romano que as moedas começaram a ser utilizadas genericamente no ocidente. As moedas na Lídia, mesmo na Grécia, eram usadas por um número restrito de pessoas e foram os romanos que expandiram a cunhagem, que aprenderam a fazer com melhor qualidade do que os gregos”. A moeda foi o instrumento que facilitou as trocas num império que abrangia várias regiões à volta do mediterrâneo, como a Península Ibérica, onde já existiam trocas com objetos com valor diverso.

Chega a moeda à Península Ibérica…

Os romanos desembarcaram em 218 a.C na Península Ibérica e por cá reinaram durante quase dois séculos. Foram os responsáveis pelo desenvolvimento da indústria, das estradas e pontes, ajudaram a desenvolver o comércio e espalharam a moeda pela zona. “A qualidade técnica dos artistas era espantosa. Eram imagens belas, que contribuíram para a sustentação do império e a sua pacificação sob o espetro dos exércitos romanos e inspiração de feitos artísticos e arquitetónicos através da própria moeda”.
Com a queda do império romano, foram os suedos e visigodos que por cá reinaram. Consequentemente, as moedas começaram a ser menos imponentes, pois eram feitas por artífices locais.

A moeda em Portugal

Morabitino
É durante o século XII que Portugal consegue a sua independência, o que implica a cunhagem da própria moeda. “Neste período houve um voltar à predominância das trocas diretas através de artigos padrão, não existia apenas a moeda e a que havia não era tão forte como nos tempos dos romanos”. A primeira moeda de ouro surge no reinado de D. Sancho I: o morabitino. “Há uma inspiração muito direta da moeda árabe. As quinas são um desenvolvimento da cruz dos cruzados cristãos, que se opunham aos mouros, aos infiéis”.
No geral, durante a primeira dinastia, as moedas eram de fraco valor, em liga de prata e cobre. As moedas de ouro eram de prestígio e a maior parte das  usadas nas cidades portuguesas eram de baixo valor. Mais tarde, com o desenvolvimento de mercados e feiras, começou a aparecer mais moeda de prata e há referência a cambiadores, livranças e outros meios relacionados com as trocas, mas as trocas monetárias eram de fraco valor. “Em relação aos cunhos das moedas, nota-se a dificuldade técnica em representar o retrato”, prossegue o especialista.

Com os descobrimentos veio o ouro…

Ceitil
A chegada de D. João I ao trono deu início a uma nova dinastia: a de Avis e começa um ciclo de expansão. “No início do período dos descobrimentos, surge uma moeda para comemorar a conquista de Ceuta, em 1415, e que toma o nome de Ceitil, que representa as torres da fortaleza de Ceuta. Isto veio abrir as portas da costa africana aos navios portugueses. A partir daí, do comércio nas costas de África e do ouro africano, vamos ter ouro que permite cunhar moedas para o comércio com o Oriente”.
No reinado de D. Manuel surgiu o português de ouro, uma moeda que pesava 35,5 gramas e que refletia o poder do País no apogeu da glória. Esta moeda foi adotada como moeda padrão dos mercados internacionais, de tal forma que no Norte da Europa foram cunhadas moedas à sua semelhança: os Portugalösers. “Eram moedas de grande prestígio para o grande comércio da China, da Índia, do Oriente e, como era uma moeda de enorme valor, só eram usadas por quem tinha bastante poder. Outras cidades e reinos da Europa que competiam com Portugal no comércio com o Oriente, como a Flandres ou Hamburgo, queriam impressionar os reis locais e uma das maneiras de o fazer era através desta moeda”. Foi a partir do reinado de D. Manuel que o valor do padrão passou a ser o Real. Até então, as moedas eram designadas por “dinheiro”.
Com o desaparecimento de D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, Portugal ficou à beira de uma crise de sucessão. Foi a altura em que Filipe II de Espanha foi reconhecido como rei de Portugal. “Nesta fase, as moedas mantiveram o estilo das anteriores”.

Primeira moeda cunhada à máquina

Moeda de D. João V
Uma vez tendo sido restaurada a independência de Portugal, D. João IV subiu ao trono. Nesta altura era comum o cerceamento da moeda (é uma prática em que se retira a parte de metal e depois se recoloca em circulação com menos valor), por isso D. Pedro II inicia a cunhagem por balancé. “Foi isto que permitiu uma regularidade da moeda, que resolveu o problema de roubo do metal à moeda. Com o balancé, as moedas passam a ser feitas à máquina. Começou a haver maior produção e de maior qualidade”.
Mais tarde, com o ouro do Brasil, se fez a moeda de D. João V. “Aqui começa a haver uma representação do retrato do rei e do casal real, que já tem uma qualidade técnica e artística comparável à dos tempos do império romano”.
É nesta dinastia, em 1796 no reinado de D. Maria I, que aparecem as primeiras formas de papel moeda. Estas circulavam pelo seu valor nominal e funcionava como um empréstimo forçado ao estado.

A primeira nota

Pataca
Por esta altura já estamos no século XVIII. Com as invasões francesas, dá-se a fuga dos Reis para o Brasil e é em terras de Vera Cruz que abre a primeira instituição bancária do País – o Banco do Brasil. É também de lá que, por volta de 1810, surgem as primeiras notas portuguesas emitidas pelo Banco do Brasil. A par das primeiras notas, começam também a circular moedas de menos valor, em bronze, de seu nome patacas.
“Os descobrimentos foram o despoletar do comércio internacional, portanto o desenvolvimento da burguesia na Europa tem grandes consequências na utilização do padrão monetário e depois no aparecimento dos bancos”, explica o técnico de museologia do Banco de Portugal. O primeiro banco criado foi em Estocolmo, mas brevemente a família real volta para Portugal e abre o primeiro banco português no continente: o Banco de Lisboa.



O primeiro banco português

Prova para a primeira nota de 19$200 do Banco de Lisboa
Com a revolução liberal, a família real regressa a Portugal e em 1821 é criado o primeiro banco português no continente: o Banco de Lisboa. As primeiras notas são impressas de um só lado, só têm uma cor e cada uma delas era assinada à mão por dois diretores do banco. As falsificações deram mote à complexificação das notas, impressas dos dois lados e a cor. Mais tarde, até o papel começou a ser fabricado pelos próprios bancos.
Estava também prestes a bater à porta uma grande crise económica e a primeira bancarrota de um banco nacional. Uma das características do Banco de Lisboa era a convertibilidade das notas, “o banco tinha de estar sempre em condições para trocar o papel das notas que emitia por metal precioso”, diz António Vitorino. Pois em 1846 este processo foi interrompido e a instituição entra em bancarrota, na sequência de emissões em resposta a solicitações do Estado, que não tinham cobertura.
Esta bancarrota deu lugar a uma crise financeira que se resolveu com a criação do Banco de Portugal. A pouco e pouco a situação foi-se resolvendo. Mais tarde, houve um período de condições políticas para um período de desenvolvimento económico, de educação e da indústria: o Fontismo. Este período de crescimento deu lugar à criação de bancos no norte do País. “Todos os bancos eram comerciais, constituídos por sócios. A emissão de notas era aprovada pelas cortes e os bancos tinham exclusividade de emissão nas suas zonas”.

Do escudo ao euro

Euro
Depois da implantação da República, a unidade monetária passou para o escudo. O fato de a produção das notas ser moroso e custoso, fez com que não houvesse condições para substituir todas as notas. Esta mudança demorou cerca de 20 anos. A população continuou a usar notas de Reis, com o carimbo do Banco de Portugal, que fazia a conversão para a nova unidade monetária.
A reforma monetária de 1931 definiu as características do novo escudo e atribuiu ao Banco de Portugal a responsabilidade de assegurar a estabilidade do valor da moeda portuguesa. Das emissões do Estado Novo saíram algumas moedas em cobre e alumínio, como o Marcelino que, diziam as pessoas, sopravam e voava.
Após o 25 de Abril, o Banco de Portugal é nacionalizado e tem o estatuto de empresa pública. Em 1999, Portugal integra o grupo de países fundadores da Zona Euro e em 2002 o Euro entra em vigor. Esta mudança ainda está fresca na cabeça de muitas pessoas e, ao contrário do que aconteceu na passagem do Real para o Escudo, foi uma transição bem mais rápida.  Até ao final de 2002 ainda era possível trocar moedas de escudo por moedas de euro, já o período para troca de notas é maior e para algumas notas estende-se até 2022 (outras notas, como as de 100 ou algumas 5000 escudos já não é possível – veja aqui as notas ainda não prescritas). Por isso, se ainda tem escudos em casa que pretenda trocar mas não consiga, uma boa opção é olhar para essas moedas e notas como um investimento, pois nunca se sabe se não poderá fazer negócio e engordar a sua conta bancária, nomeadamente através de leilões.  Se esta hipótese o deixa curioso, comece por espreitar os sites de leilões online, como o leilões.net, para ver preços. Não se esqueça que o que hoje é uma velharia, amanhã poderá render dinheiro.


in saldopositivo.cgd.pt

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